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Jogador do Galo mete fogo no parquinho, Renato responde indiretamente e Carlos Vinícius indica seu futuro

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  • Renan Lodi colocou um pouco mais de fogo na semifinal entre Grêmio e Atlético-MG. Depois da derrota do Galo por 2 a 0 na Arena, o lateral reconheceu que o resultado é difícil, mas fez questão de dizer que o confronto ainda está aberto porque a volta será em Belo Horizonte. Só que foi além. Na saída do gramado, resumiu o jogo gremista praticamente a Weverton e Carlos Vinícius, dizendo que era “Weverton para Carlos Vinícius, Carlos Vinícius para Weverton” e que o Atlético teria totais condições de reverter a vantagem.
  • Foi uma declaração forte. Dá para discutir futebolisticamente que Weverton e Carlos Vinícius foram decisivos, principalmente porque um fez grandes defesas e o outro marcou o primeiro gol. Mas dizer que o Grêmio se resume aos dois jogadores pode virar combustível para o restante do elenco. Renan Lodi deixou claro que, na visão dele, o Atlético jogou tanto no primeiro quanto no segundo tempo, que o placar ainda não define nada e que quem conhece o Galo sabe que essa classificação está longe de estar garantida.
  • Renato Portaluppi não respondeu diretamente ao lateral, mas na coletiva acabou tocando justamente num ponto que rebate essa ideia. O treinador fez questão de dizer que os gols gremistas não aconteceram por acaso. Segundo ele, o Grêmio treina duas ou três situações específicas, inclusive jogadas de ligação direta quando a bola está com Weverton. Renato afirmou que muita gente poderia olhar o primeiro gol e pensar que simplesmente apareceu um lançamento do goleiro para Carlos Vinícius, mas garantiu que aquela situação vinha sendo trabalhada.
  • E os números realmente podem enganar quem olha apenas a estatística fria. O Atlético-MG terminou com 76% de posse de bola contra 24% do Grêmio e teve 20 finalizações contra seis. Mesmo assim, a sensação dentro do jogo foi de controle gremista. O time de Renato aceitou que o adversário tivesse a bola em determinadas zonas, se fechou muito bem e praticamente não permitiu que aquela posse toda se transformasse em domínio real da partida.
  • Renato voltou também a um discurso que já vem repetindo desde sua chegada. Na avaliação dele, tirando dois ou três clubes do futebol brasileiro que possuem um nível técnico claramente acima dos demais, o restante das equipes se equilibra muito em entrega, intensidade e vontade. É essa a mensagem que ele vem passando ao grupo: se o Grêmio competir no limite, consegue jogar contra praticamente qualquer adversário.
  • Mas a declaração que mais chama atenção fora de campo veio novamente de Carlos Vinícius. Questionado outra vez sobre seu futuro, o centroavante disse que já tinha prometido não falar mais sobre contrato, mas resolveu responder. Segundo ele, seria até uma falta de respeito sentar agora para resolver a própria situação com a direção enquanto o Grêmio tem decisões em sequência e luta para sair definitivamente do risco de rebaixamento.
  • Carlos Vinícius reforçou que seu foco está “200%” no Grêmio neste momento. Disse que a prioridade é tirar o clube dessa situação e que conversar sobre renovação ou saída agora não seria adequado. Também deixou uma provocação importante quando afirmou que, se a pergunta fosse por que a situação não foi resolvida antes, aí talvez tivesse uma resposta diferente. Ou seja, indicou que existiu tempo anteriormente para tratar do assunto, mas que isso não aconteceu.
  • E aí veio a frase mais importante. Carlos Vinícius disse que, “ficando ou não”, parte do princípio de que precisa deixar o clube da mesma maneira que encontrou. Como chegou ao Grêmio com o time na Série A, quer sair desta temporada deixando o clube na primeira divisão. Depois disso, no momento certo, pretende resolver o futuro.
  • Esse “ficando ou não” obviamente chama atenção.
  • Não significa que Carlos Vinícius já tenha decidido sair. Não significa que tenha contrato assinado com Vasco, Atlético-MG, Botafogo ou qualquer outro clube. Mas é uma declaração que deixa a possibilidade de saída completamente aberta. O próprio jogador começa a tratar publicamente os dois cenários como reais: permanecer ou ir embora.
  • E, depois de toda a movimentação das últimas semanas, com consultas de outros clubes e propostas importantes circulando, fica difícil ignorar o peso dessa frase.
  • Carlos Vinícius segue afirmando que não assinou nada com ninguém e que o foco total é o Grêmio até dezembro.
  • Mas, cada vez que fala sobre 2027, deixa mais claro que sua permanência está longe de ser garantida.
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