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Detalhes de uma dívida milionária que fez o Grêmio parar na FIFA

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  • O Grêmio sofreu mais um transfer ban na FIFA. Desta vez, o problema envolve Gustavo Cuéllar, que já deixou o clube, rescindiu seu contrato e hoje atua na Colômbia. Só que a passagem dele continua gerando consequências financeiras porque o acordo feito na saída não foi cumprido. E, segundo as informações recebidas, o Grêmio não pagou sequer a primeira parcela combinada com o jogador.
  • A rescisão de Cuéllar ficou na casa dos R$ 15 milhões, podendo passar um pouco desse valor. O acordo previa que ele receberia praticamente tudo aquilo que tinha direito dentro do vínculo, embora numa estrutura diferente justamente por se tratar de uma rescisão contratual. Na assinatura, o Grêmio deveria ter depositado aproximadamente R$ 1,65 milhão.
  • Esse dinheiro nunca chegou na conta do jogador.
  • E não era só isso. Depois desse pagamento inicial, o clube deveria começar a depositar mensalmente cerca de R$ 600 mil para Cuéllar, num cronograma que atravessaria 2026 e seguiria até o fim de 2027. Era um valor bem menor do que o custo mensal que o Grêmio tinha quando ele fazia parte do elenco, mas ainda assim era uma obrigação assumida no momento da rescisão.
  • A informação é de que nenhuma dessas parcelas foi paga.
  • Por isso, Cuéllar procurou a FIFA e conseguiu uma punição contra o Grêmio. Além do transfer ban, existe também uma multa aplicada no processo. E a principal consequência é simples: enquanto o clube não regularizar aquilo que já está vencido, não poderá inscrever novos jogadores.
  • Neste momento, o valor mais urgente é justamente aquele pagamento inicial de aproximadamente R$ 1,65 milhão. As demais parcelas fazem parte do acordo, mas nem todas necessariamente entraram ainda na mesma cobrança que originou esse transfer ban. Então, para derrubar essa punição específica, o Grêmio precisará pelo menos acertar aquilo que já venceu dentro do processo.
  • O problema é que Cuéllar não é um caso isolado.
  • O Grêmio já possui outro transfer ban relacionado à contratação de Monsalve. Existe uma parcela de aproximadamente R$ 2 milhões devida ao clube colombiano envolvido na negociação, que também procurou a FIFA depois de não receber. E ainda há o risco de surgir outra restrição envolvendo Tetê, porque também existem informações de atraso em valores da negociação com o clube grego.
  • Só que hoje existe uma particularidade que explica parte da postura gremista: a janela está fechada. O próximo período importante para inscrições só acontece em janeiro de 2027. Então, na prática, esses transfer bans não impedem o Grêmio de fazer nada agora porque o clube já não poderia contratar e registrar jogadores neste momento.
  • A sensação é de que a direção está empurrando essas contas até mais perto da abertura da próxima janela.
  • Só que uma hora vai precisar pagar.
  • Se quiser contratar em janeiro, terá de derrubar as punições. Isso significa resolver pelo menos cerca de R$ 1,65 milhão de Cuéllar, aproximadamente R$ 2 milhões do caso Monsalve e eventualmente outras dívidas que possam virar novos processos até lá.
  • E isso conversa diretamente com outra informação que já vinha sendo tratada: a chamada folha paralela do Grêmio. O custo mensal do elenco atual já é alto, mas existem ainda diversos jogadores que saíram e seguem recebendo — ou deveriam estar recebendo — valores de rescisões e acordos anteriores. Quando essas obrigações são somadas, o comprometimento financeiro sobe muito.
  • O caso de Cuéllar mostra isso de maneira bastante clara. O jogador saiu, rescindiu, acertou como receberia e mesmo assim o Grêmio não conseguiu cumprir aquilo que assinou.
  • Ou seja, não é apenas um problema de contratar caro ou de ter uma folha pesada hoje. O clube também carrega uma quantidade grande de compromissos de quem já nem está mais no CT Luiz Carvalho.
  • E agora a conta começa a aparecer na FIFA.
  • Por enquanto, como a janela está fechada, dá para empurrar. Em janeiro, não vai dar.
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