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Vestiário do Inter pegou pesado com a arbitragem e saíram explicações importantes do time

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  • O Inter perdeu por 2 a 1 para o Fluminense no Maracanã e esse é daqueles resultados que dá para lamentar bastante. Não porque mude completamente a conta contra o rebaixamento. Antes da partida eu já dizia que o caminho colorado passa principalmente pelos jogos no Beira-Rio: são mais três partidas em casa e, vencendo as três, o Inter chega aos 43 pontos e fica muito perto de garantir sua permanência na Série A. Essa conta continua exatamente igual. O problema é o contexto do jogo. O Inter estava vencendo por 1 a 0, jogava melhor no segundo tempo e deixou escapar primeiro a vitória e depois até o empate no último lance.
  • Se segurasse o 1 a 0, inclusive, começaria a olhar para cima. A rodada estava apenas começando, mas o Inter ficaria próximo da faixa que pode entregar vaga para a Copa Sul-Americana. Não era a prioridade, obviamente. A prioridade continua sendo não cair. Só que uma vitória no Maracanã abriria outro tipo de conversa. Até o empate já seria um ponto interessante fora de casa, um pequeno extra nessa luta. E nem isso veio. Por isso o gosto é tão amargo.
  • Eduardo Baptista, que acumulou muitos acertos desde que chegou, dessa vez começa a partida errando. Mercado, Villagra e Vitinho ficaram fora contra o Botafogo por suspensão e o Inter fez sua melhor atuação da temporada. O treinador resolveu repetir praticamente aquela fórmula contra o Fluminense mesmo com os três novamente à disposição. Não funcionou. O primeiro tempo foi completamente morno. O Fluminense também fez pouco, mas olhando pelo lado colorado foram 45 minutos praticamente desperdiçados.
  • Na volta do intervalo, Eduardo Baptista mexeu. Vitinho entrou no lugar de Bernabei, que já vinha sem conseguir repetir boas atuações mesmo jogando mais adiantado, e o Inter voltou completamente diferente. Com 43 segundos do segundo tempo, recuperou a bola, Matheus Bahia apareceu para dar o passe e Alan Patrick bateu de esquerda, no cantinho, para fazer 1 a 0. A partir dali o Inter fez uma segunda etapa muito melhor, mais organizado, mais coerente e competindo num nível bem superior ao primeiro tempo.
  • Matheus Bahia, inclusive, fez uma grande partida. Alan Patrick voltou a ser protagonista, Alerrandro se entregou demais sem a bola e o time parecia entender exatamente o que precisava fazer. O Inter estava melhor do que o Fluminense quando sofreu o empate. Depois de uma bola parada e do rebote, Hércules finalizou com Kauan Jesus encoberto por jogadores à sua frente. O goleiro reagiu atrasado e veio o 1 a 1.
  • Mesmo assim, o empate ainda servia. Era um ponto no Maracanã, fora de casa, numa rodada em que o principal objetivo continua sendo criar distância da zona de rebaixamento. Só que o pior ainda estava por acontecer. Já no último lance, com acréscimos estourando, o Fluminense conseguiu o cruzamento pela ponta. Maripán poderia ter resolvido a jogada e não resolveu. Kauan Jesus ainda fez uma defesa espetacular, mas o rebote ficou vivo dentro da pequena área e ninguém do Inter conseguiu afastar. O Fluminense aproveitou e virou para 2 a 1.
  • É um lance que dói porque faltava praticamente uma bola para acabar. E ainda teve uma defesaça do Kauan antes da bola entrar. Mercado não estava em campo naquele momento, Maripán errou no lance decisivo e a bola ficou completamente disponível para o adversário completar. Era só conseguir tirar aquela jogada da área para o Inter sair pelo menos com o empate.
  • E Eduardo Baptista também precisa entrar nessa análise. Ele tem muito crédito pelo começo de trabalho, mas algumas escolhas foram difíceis de entender. A escalação inicial não funcionou e ele corrigiu no intervalo, mérito dele. Só que na reta final tirou Alan Patrick para colocar Paulinho, um jogador que não vinha agregando quase nada ao meio-campo. Ao mesmo tempo, Alerrandro estava fisicamente esgotado havia bastante tempo e permaneceu em campo.
  • Alerrandro merece reconhecimento justamente porque vem fazendo um trabalho enorme sem a bola. Ele começa centralizado, mas quando o adversário tem a posse recua pelo lado para fechar espaço e permitir que Alan Patrick fique mais liberado. Está se sacrificando bastante pelo funcionamento coletivo e até deixou de ser aquele atacante tão preocupado em finalizar toda hora. Mas justamente por isso o desgaste aparece. Se ele já estava sem perna no Maracanã, existia espaço para uma troca antes.
  • Então essa derrota cai um pouco na conta de Eduardo Baptista também. Não apaga o trabalho que vinha fazendo e nem muda a percepção de evolução do Inter, mas treinador também erra e dessa vez algumas decisões contribuíram para um resultado que escapou.
  • Para a luta contra o rebaixamento, sigo pensando exatamente como antes: o Inter precisa fazer o dever de casa. As três vitórias no Beira-Rio continuam sendo a grande meta e essa derrota não destrói essa conta.
  • Mas futebol também precisa ser analisado pelo que acontece dentro dos 90 minutos.
  • Se tu entra no Maracanã sem obrigação de vencer, abre 1 a 0, joga melhor do que o Fluminense no segundo tempo, sofre o empate e depois toma a virada no último lance quando bastava afastar uma bola para sair com um ponto, não tem como tratar como uma derrota qualquer.
  • É resultado para lamentar. E bastante.
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