Inter
Detalhes dos R$ 10 milhões em obras que não existiram no Inter
Pessoal, fiz uma Série de reportagens no meu canal do YouTube contando os bastidores da investigação do Ministério Público. Este já é o quarto capítulo. Os outros estão no canal. Só olhar. E, por favor, se inscrever no meu canal pra dar aquela moral.
E, pra quem não curte ver vídeos, aqui está o texto.
Ex-vice de finanças do Inter, Pedro Affatato é investigado pelo Ministério Público por desviar quase R$ 10 milhões das contas do clube.
Affatato sacana dinheiro vivo direto dos cofres do Beira-Rio e usava os valores até para pagar os funcionários da sua empresa.
Funcionava assim, logo nos primeiros meses da gestão Piffero, Affatato simplesmente fazia uma transação direta, via banco, das contas do Inter para a conta da Sinarodo, empresa de sua propriedade.
Durante todo 2015, ele fez 9 transações diretas, da conta do clube para a da sua empresa. Injetando um total de R$ 701 mil sem sequer se preocupar em fazer alguma triangulação.
Alertado internamente sobre os procedimentos, o esquema mudou em 2016.
Então, um ou dois dias após algum jogo no Beira-Rio, Affatato sacava quantias vultuosas em dinheiro vivo dos cofres do clube. Usava o dinheiro que entrava nas bilheterias para isso.
O dirigente saia do Estádio Beira-Rio para a sede da sua empresa. Lá, pagava os funcionários da Sinarodo com o dinheiro sacado direto do caixa do Inter.
Segundo o MP, R$ 666.973,63 foram sacados em dinheiro vivo por Affatato.
Como forma de justificar estes valores, Pedro Affattato entregava notas de que supostamente construíram obras no Beira-Rio e centros de treinamentos do clube.
Todas as notas eram do mesmo escritório de contabilidade, que pegava documentos de empresas que já estavam inativas e seus donos não tinham dado baixas. A documentação era preenchida a mão, inclusive.
Das 165 notas analisadas Pelo Ministério Público, pelo menos 94% eram de obras não executadas, executadas parcialmente ou com sobrepreço.
Um dos principais exemplos foi de uma instituição contratada para fazer 1200 metros de guard rail no entorno do Beira-Rio e só existem 700 metros instalados.
O advogado de Pedro Affatato nega todas as acusações e diz que vai se manifestar apenas no processo.
Todas as informações desta matéria são do relatório do Ministério Público.
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