Grêmio
A principal notícia do jogo virou o Kannemann
- O Grêmio classificou. Era isso que precisava acontecer. Não tinha muito espaço para drama, heroísmo ou cobrança por grande atuação. O cenário era simples: vencer o Confiança, avançar de fase, pegar os R$ 3 milhões da CBF e seguir vivo na Copa do Brasil. Foi exatamente isso que aconteceu.
- Agora, claro, também não dá pra transformar o jogo numa atuação espetacular. Porque não foi. O Grêmio venceu sem muitos sustos, construiu o 3 a 0 com naturalidade, mas contra um adversário muito limitado. O Confiança está mal na Série C, sem treinador, vivendo um cenário completamente diferente do Grêmio. Então existia obrigação de classificação.
- E acho importante separar bem as coisas. O Grêmio não encantou. Mas também não sofreu como sofreu em outros jogos parecidos.
- Porque esse talvez seja o ponto mais importante.
- O Grêmio vinha tropeçando justamente em partidas onde teoricamente era superior. Contra Riestra, Torque e outros jogos desse perfil, o time sofreu, empatou, perdeu ou simplesmente não conseguiu jogar. Dessa vez não. Não foi brilhante, mas resolveu sem desespero.
- E isso, querendo ou não, já é algum tipo de evolução.
- O esquema também chamou atenção. Luiz Castro abandonou aquela estrutura com três zagueiros que vinha utilizando e voltou para algo mais próximo de um 4-2-3-1 clássico. Dois laterais, dois zagueiros, dois volantes, um meia, dois pontas e um centroavante.
- Me pareceu muito mais um teste do que qualquer definição definitiva.
- Até porque a preservação do Carlos Vinícius obrigou o Braithwaite a atuar centralizado. E o dinamarquês acabou sendo decisivo. Sofreu o pênalti convertido no primeiro gol e depois marcou de cabeça o segundo. O terceiro veio com Willian, cobrando outro pênalti após revisão do VAR.
- Tudo aconteceu de maneira relativamente tranquila.
- Mas aí o jogo também serviu para reforçar algumas leituras que já vinham acontecendo internamente no Grêmio. E a principal delas talvez seja sobre Kannemann.
- Porque o argentino entrou e, em apenas 28 minutos, conseguiu fazer cinco faltas, levar dois cartões amarelos e ser expulso. E sinceramente? A atuação dele praticamente reforça aquilo que Luís Castro vem pensando desde que chegou.
- O treinador entende que Kannemann não encaixa no modelo de jogo que ele quer implementar.
- E isso não é perseguição ou falta de reconhecimento pela história do jogador. É característica de jogo mesmo. Luiz Castro quer uma defesa mais exposta, mais agressiva, que jogue mais adiantada, que saia para pressionar e que tenha capacidade física para correr grandes espaços.
- Hoje o Kannemann já não consegue sustentar isso.
- A idade pesa, o ritmo pesa e principalmente a falta de sequência pesa ainda mais. Porque um jogador que já teria dificuldade nesse modelo acaba sofrendo mais ainda quando joga eventualmente, sem ritmo e sem tempo de bola.
- E foi exatamente a sensação que passou.
- Teve carrinho atrasado, falta desnecessária, erro de timing e uma expulsão que saiu quase naturalmente do contexto da atuação. Não significa decretar fim de ciclo ou dizer que ele não serve mais. Mas a partida acaba respaldando bastante a leitura do treinador.
- E aí entra outro ponto interessante: Viery.
- Talvez o principal mérito do Luís Castro até agora tenha sido justamente enxergar esse zagueiro. Gustavo Martins melhorou também, é verdade. Mas Viery virou talvez o grande achado individual desse começo de trabalho.
- E isso tem peso pensando no futuro.
- Porque o Grêmio claramente vai precisar reconstruir algumas peças da defesa. A lateral-direita ainda parece pedir reforço, a zaga passa por transformação e a própria direção aposta muito que o time vai crescer depois da parada da Copa.
- Aliás, esse é praticamente o discurso oficial do clube hoje.
- A ideia é que Luís Castro finalmente tenha uma espécie de pré-temporada. Porque ele chegou no meio do caos, sem tempo de treinamento, sem conhecer direito o elenco e precisando sobreviver jogo após jogo.
- Depois da pausa, o cenário muda um pouco. Vai ter mais treino, mais tempo para ajustes e talvez até reforços.
- Só que até lá o Grêmio ainda vai precisar sobreviver com o que tem.
- E dentro desse contexto, vencer sem sofrimento já começa a ser alguma coisa positiva. Não porque o desempenho tenha sido grande coisa. Mas porque nos jogos anteriores nem isso estava acontecendo.
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