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Empresário entra para ajudar e o salário que o Arthur aceitava para ficar no Grêmio

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  • Duas situações importantes voltaram à pauta do Grêmio nas últimas horas. A primeira envolve Luís Castro e aquela rescisão pesadíssima que o clube ainda precisa resolver com o treinador português. A segunda é sobre Arthur, que revelou detalhes da negociação para permanecer em Porto Alegre e deixou a entender que aceitou uma proposta gremista, mas que faltou um movimento maior da direção para concluir o negócio com a Juventus.
  • Começando por Luís Castro, o valor da rescisão continua na casa dos R$ 30 milhões a R$ 35 milhões, com uma estimativa perto de R$ 33 milhões. O contrato do treinador era extremamente favorável a ele neste ponto: a partir do momento em que o Grêmio decidiu pela demissão, todo o valor que Castro teria a receber até 31 de dezembro de 2027 deveria ser quitado de uma vez. Não era aquela história de simplesmente continuar pagando salário mês a mês até o fim do vínculo. Era para pagar o saldo praticamente à vista.
  • O Grêmio evidentemente não tem condições de simplesmente tirar mais de R$ 30 milhões do caixa e fazer esse pagamento agora. Por isso começou uma negociação. E existe uma novidade importante: um agente do mercado da bola passou a fazer o meio-campo entre os dois lados. O Grêmio já apresentou uma proposta e Luís Castro respondeu com uma contraproposta. Isso, por si só, já é uma notícia positiva para o clube, porque mostra que o português está disposto a conversar. Ele poderia simplesmente exigir o cumprimento integral daquilo que está no contrato, ainda mais considerando que o valor não foi pago no prazo previsto.
  • A informação recebida é de que o ambiente das conversas é bom. Não existe, neste momento, uma negociação hostil entre Luís Castro, seus representantes e o Grêmio. Advogados e esse intermediário estão conversando para tentar encontrar uma solução. Isso não significa que exista acordo perto de ser fechado. Pelo contrário: ainda há uma distância considerável entre aquilo que o Grêmio pretende pagar e aquilo que Castro entende que deve receber. Mas já existe proposta, contraproposta e disposição para negociar.
  • E aí aparece Arthur, porque uma entrevista recente do meio-campista trouxe uma informação que muda um pouco a maneira como aquela negociação com o Grêmio foi entendida. Arthur contou que chegou a procurar a Juventus para tentar sua liberação porque queria permanecer no Grêmio. Segundo o jogador, existia uma proposta gremista que ele havia aceitado. Só que ele precisava resolver sua situação com os italianos e não poderia simplesmente aparecer em Porto Alegre, começar a treinar e ignorar o contrato que ainda tinha na Itália.
  • A versão que tínhamos na época era um pouco diferente nos detalhes financeiros. A informação era de que o Grêmio oferecia aproximadamente R$ 1,5 milhão por mês e Arthur queria algo perto de R$ 2,5 milhões. Como existia cerca de R$ 1 milhão de diferença entre as partes, a direção teria entendido que os números estavam distantes demais e optado por encerrar a negociação sem criar um desgaste maior.
  • Só que agora Arthur diz que aceitaria a proposta gremista. Ou seja, na versão apresentada pelo próprio jogador, os R$ 1,5 milhão poderiam ter sido suficientes para fechar a parte salarial. O que faltava era avançar com a Juventus e encontrar a solução necessária para a liberação. E é aí que fica aquela sensação de que o Grêmio talvez não tenha feito toda a força possível para mantê-lo.
  • Até porque o que aconteceu depois ajuda a sustentar essa leitura. Arthur acabou indo para o Santos com um contrato curto, apenas até o final do ano, recebendo na casa de R$ 1,7 milhão mensais. Neymar entrou diretamente na história, telefonou para o jogador e pediu que ele fosse para o Santos. A direção santista apresentou a proposta e conseguiu fechar. É praticamente a faixa salarial que o Grêmio já estava disposto a trabalhar.
  • Então existe uma diferença importante entre dizer que “Arthur não quis ficar” e aquilo que o jogador contou agora. Pelo relato dele, queria permanecer, fez movimentos junto à Juventus e aceitou a proposta gremista. O negócio acabou não acontecendo porque a negociação não avançou até a liberação definitiva.
  • E o caso fica ainda mais curioso porque Arthur e Everton Cebolinha terminaram no Santos em contratos somente até o final da temporada, com valores dentro de uma realidade que o próprio Grêmio costuma pagar para seus principais jogadores.
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