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Com mudanças feitas por Mancini, vitória contra o Juventude indica um novo jeito de jogar do Grêmio

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Lucas Uebel/Grêmio

  • Bom, o negócio era vencer. Venceu e com alguma autoridade. Embora o placar apresente um 3 x 2, só levou os dois gols após marcar três e, claramente, o Ju não fez frente em momento algum. Então, dá pra dizer que a primeira partida do Mancini foi com alguma tranquilidade.
  • Mas e por que essa diferença? Qual o motivo de marcar tantos gols como há muito não acontecia? Simples, o estilo do treinador. Não dá pra achar que uma pessoa vai chegar aqui e mudar tudo taticamente da noite pro dia. Isso, não tem como. O que ele pôde fazer foi liberar os caras para atacar. Não teve mais o freio de mão puxado do Felipão, de primeiro defender e só depois pensar em atacar. Isso faz diferença.
  • Olha o que acontece com uma mínima vitória. Agora, são dois pontos do primeiro fora do Z4 e com dois jogos a menos. O lado bom de estar lá em baixo (por favor, entendam a licença poética) é que todo mundo perde tanto que basta uma vitória e melhora bastante.
  • No 4-2-3-1. Mancini apostou novamente no Jean Pyerre como armador. Voltou com o Diego Souza no comando do ataque, seguiu com o Rafinha na ala esquerda e pra não dizer que não teve novidade, o Paulo Miranda ressurgiu como o zagueiro titular pela direita. Rodrigues no banco.

Douglas Costa fez um gol pra dar confiança e finalmente começar a jogar o que sabe – Lucas Uebel/Grêmio

  • O 1 x 0 acontece num cruzamento do Jean Pyerre, o Alisson quase fez, acertou o travessão, mas foi o Douglas Costa que completou pra rede. O gol é dele. E, se não foi um golaço, com méritos de uma grande jogada, o cara precisa começar a marcar, tirar o peso da estatística negativa contra si. Passou da hora já. Então, isso é o mais importante.
  • Nesta mesma linha, Diego Souza fez o seu. Neste caso, um pouco diferente porque ele começa a jogada, passa pro Alisson e vai pra área pegar o rebote do goleiro. Quem vê o gol por completo, precisa olhar a inteligência de começar o lance e se posicionar pra esperar de der sobra. Isso é fazer o diferente, é estar comprometido com a partida.
  • Aliás, que partida fizeram Diego Souza e Rafinha. Dois caras que estavam mal nos jogos do Felipão. Entrega de sobra e o talento que sempre tiveram.
  • Foi do Rafinha o cruzamento pro terceiro gol. Ele claramente olhou que o Villasanti entrava na área, de surpresa, e deu um gancho na bola pro paraguaio chegar finalizando. Pra ficar mais bonito, o gringo ainda fez de peixinho. O que deu beleza pro lance.
  • Villasanti que gastou a bola na Seleção nos jogos das Eliminatórias. Imagino que essa confiança lá fará diferença pra ele agora aqui.
  • Espaço pro Alisson também. Participou ativamente dos dois primeiros gols e quase fez o seu numa defesa difícil do goleiro do Juventude.
  • Além dele, o Jean Pyerre também foi consistente. Brilhante? Talvez não. Mas o time estava ajustado com o JP em campo. O Ferreira entrou no seu lugar, por exemplo, e parece que ficou um time ofensivo demais, pendendo muito pro ataque. Ele era o balanço da equipe, pra não ser toda ataque e nem toda defesa. Em resumo, Jean não deixou ser três volantes como Felipão e colocar o Ferreira ficou muito atacante e nenhum meia.
  • Indo mais além, era pra ter entrado o Campaz por ali. Teria um meia. Diferente, mas seria meia.
  • Que ótimo ver que, quando precisou sacar o Diego Souza, entrou o Elias e não o Churín. Nem preciso explicar muito o porquê, né? Elias é o sonho de um bom jogador, Churín é uma realidade nada animadora.
  • Vanderson fez um partidaço. Foi elogiado na transmissão da TV por ter força, velocidade, drible e tudo mais. E tudo isso é verdade. No entanto, o erro no primeiro gol é dele. O Paulo Miranda subiu e não cortou de cabeça, mas ele deixa o atacante escapar da sua marcação. Se tem algo a melhorar são estas situações defensivas.
  • Por fim, o segundo deles tem um desconto por ser no finalzinho, não ia mais mudar nada, mas o Paulo Miranda, de novo, se joga de cabeça e só encontra o vento. Pode até ser o ritmo, ele nunca tem sequência, agora, o fato foi esse. Dois gols com alguma responsabilidade do Paulo Miranda.
  • Vitória merecida e que tira um contêiner do Mancini.

Villasanti fez o dele, de peixinho – Lucas Uebel/Grêmio

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