Grêmio
Opa! Começaram a aparecer coisas bem interessantes no Grêmio!
- Vitória fora de casa pra começar a dar um respiro e, quem sabe, indicar um caminho pro Grêmio. Sim, é contra um adversário limitado e ninguém vai se iludir achando que agora virou candidato a tudo. Mas também não dá pra ignorar que teve evolução em alguns pontos.
- Principalmente na questão defensiva. São cinco jogos sem sofrer gol, e isso não é pouca coisa. O sistema com três zagueiros claramente deu mais segurança. Em vários momentos vira uma linha de cinco, com os alas voltando, e isso tem protegido melhor o time. Agora, ofensivamente, ainda oscila bastante — o primeiro tempo foi bem abaixo, inclusive.
- O jogo mesmo foi dividido. Na primeira etapa, o Grêmio até sai na frente com o pênalti, mas não controlava a partida. O adversário cresceu, teve chances e exigiu o goleiro. Já no segundo tempo, aí sim o time conseguiu jogar melhor, com mais confiança e conseguindo transformar isso em gols.
- Individualmente, tem coisas interessantes surgindo. O Mec, por exemplo, vai se firmando como o cara do meio. Não só pela assistência, mas pela forma como participa do jogo, chama responsabilidade e dá uma dinâmica diferente. É imprevisível, consegue driblar pros dois lados e isso muda completamente o comportamento do ataque.
- O Amuzu também participa bem — sofre o pênalti e ainda deixa o dele. E o Carlos Vinícius, além do gol, participa da construção, sai da área, ajuda. É um cara que agrega mais do que só finalização.
- Outro ponto que chama atenção é a ideia de jogo. Esse 3-4-2-1 parece menos improviso agora e mais uma alternativa consolidada. Não é perfeito, mas já dá pra ver uma tentativa clara de corrigir problemas que vinham acontecendo antes.
- Ao mesmo tempo, ainda tem bastante coisa pra ajustar. O meio-campo, por exemplo, ainda não encaixou totalmente nessa ideia de saída de bola. Testaram com o William mais recuado, tentando fazer essa construção, mas não funcionou tão bem assim.
- E também tem decisões que mostram leitura de momento. O Tetê, por exemplo, ficou fora. E faz sentido. Não vive boa fase, e segurar um pouco agora pode ajudar mais do que insistir.
- No fim das contas, é isso: não resolve tudo, não apaga os problemas, mas é um passo. Um começo de organização, principalmente defensiva, e algumas peças começando a se destacar. Ainda longe do ideal, mas pelo menos diferente daquele cenário em que nada funcionava.
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