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O bastidor admitido no Grêmio após a declaração polêmica do Odair sobre o trabalho do Luís Castro

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  • A fala do Odair não caiu bem internamente, isso é fato. Não foi só uma crítica jogada no ar, bateu no ambiente, respingou no Luís Castro e principalmente no grupo. E o que mais incomodou foi o timing. Rolou cumprimento, clima ok ali no campo, e minutos depois vem a entrevista com aquele tom. Isso pegou mal.
  • O Luís Castro, pelo que se sabe, ficou chateado, mas muito mais na linha de “não precisava disso agora”. Já o Vítor Severino foi pro embate, do jeito dele, mais direto, mais exposto. E aí vira aquele ruído que não ajuda em nada um time que já tá tentando se encontrar.
  • Agora, indo além disso, que é o mais importante: internamente, existe a consciência de que o Grêmio não tá jogando bem. Ninguém lá dentro acha que tá tudo certo. E mais do que isso, existe quase uma aceitação de que não vai jogar bem até a parada da Copa. É pesado falar isso, mas é o que tá sendo tratado.
  • A justificativa passa muito por tempo de trabalho. Pouca pré-temporada, calendário apertado, necessidade de usar titulares desde o começo. Dá pra concordar ou não, mas esse é o argumento. E junto disso vem a comparação: “ninguém no Brasil tá jogando grande coisa”. Só que aí entra um ponto importante… alguns times, mesmo não jogando bonito, têm uma ideia clara. E é justamente isso que mais falta no Grêmio hoje.
  • O que se desenha é um cenário de sobrevivência até a parada. Pontuar, se manter competitivo e segurar o ambiente. A expectativa real de evolução fica lá pra frente, quando tiver tempo pra treinar de verdade e, principalmente, com reforços. A prioridade já é bem clara: lateral-direito é praticamente obrigatório. Pode pintar mais um nome no ataque também, dependendo de saídas.
  • E aí entra outro ponto: o elenco ainda tá em avaliação. Tem jogador que pode sair, tem ajuste na folha que precisa acontecer. Não é só trazer, é reorganizar também. E isso só deve andar mesmo na janela.
  • Sobre o trabalho do Luís Castro, existe uma divisão interessante. No dia a dia, ele é muito bem avaliado. Organização, método, relação com grupo… tudo isso agrada. O problema é que futebol não vive só disso. Sem resposta em campo, a pressão vem. E tá vindo.
  • Então o cenário é mais ou menos esse: existe um desconforto com o que foi falado externamente, existe reconhecimento interno de que o time não tá bem e existe uma aposta clara de que a melhora não é agora. É depois.
  • Só que aí entra aquele detalhe que muda tudo: até quando dá pra esperar? Porque uma coisa é entender o processo, outra é o time não mostrar evolução nenhuma. E hoje, o torcedor olha e não consegue ver pra onde esse Grêmio tá indo.
  • Por isso que esse momento é mais delicado do que parece. Não é só resultado, é falta de sinal de crescimento. E aí qualquer barulho de fora, como esse caso com o Odair, acaba ganhando um peso muito maior do que deveria.
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