Grêmio
A grana que entrou, o valor da nova contratação, o contrato do Carlos Vinícius e o empresário mal falado
- O Grêmio conseguiu colocar as contas em dia e já não tem mais salários ou direitos de imagem atrasados com o elenco. A direção aproveitou o dinheiro que entrou pela venda de Viery para a Fiorentina para quitar uma folha e meia que estava pendente, além de antecipar o pagamento do direito de imagem que venceria no final do mês.
- A situação financeira ainda é delicada, mas a chegada dos valores da venda permitiu ao clube respirar um pouco. A direção trabalha com a ideia de que as negociações realizadas recentemente serão suficientes para manter os pagamentos em dia até o final do ano. Parte desse dinheiro também já foi utilizada para reforçar o elenco.
- O Grêmio, por exemplo, acertou a contratação do lateral-direito Diego Caito junto ao Goiás. A operação prevê o pagamento de R$ 3 milhões inicialmente por 30% dos direitos econômicos e mais R$ 2 milhões até dezembro por outros 20%. Ao todo, o clube chegará a R$ 5 milhões investidos e terá 50% do jogador.
- A direção também confirmou a renovação de Carlos Vinícius. O atacante tinha uma cláusula de renovação automática condicionada ao cumprimento de metas de participação em partidas, mas o Grêmio afirma que sempre teve conhecimento dos termos e que o jogador não atingiu os números necessários. Mesmo assim, o clube já negociava uma permanência porque entendia que o salário previsto na renovação automática estaria abaixo do valor de mercado do centroavante.
- Por isso, o Grêmio precisou melhorar a proposta. O acordo está encaminhado e a expectativa é de que Carlos Vinícius seja confirmado no clube até o final de 2028.
- A situação de Gabriel Mec, por outro lado, é bem mais complicada. O Grêmio tinha encaminhado a venda do jogador ao Shakhtar Donetsk por 12 milhões de euros, mas as conversas travaram após o empresário solicitar uma bonificação de 1 milhão de euros por temporada caso o atacante atingisse uma determinada quantidade de partidas pelo clube ucraniano.
- A exigência teria complicado o acordo e, segundo informações da Rádio Imortal, o empresário do jogador sequer estaria atendendo às ligações da direção gremista. O caso preocupa o clube porque Mec tem contrato apenas até a metade do próximo ano. Se não houver uma renovação ou uma venda, ele poderá assinar um pré-contrato e deixar o Grêmio de graça.
- Nos bastidores, existe o temor de que a situação se repita como no caso de Ronaldinho Gaúcho. A preocupação gremista é perder um jogador formado no clube sem receber qualquer valor pela saída. O clube, por isso, tenta encontrar uma solução para a renovação ou retomar a negociação com o Shakhtar.
- O negócio com os ucranianos estava praticamente encaminhado, com um salário de aproximadamente R$ 400 mil mensais para o jogador, além de luvas e outras bonificações. O impasse envolvendo a cláusula de produtividade, no entanto, fez o Shakhtar recuar e deixou o Grêmio em uma situação delicada.
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