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Inter

Que loucura!!! Vim ver o jogo do Inter e tenho muitas coisas pra falar sobre o que aconteceu no Beira-Rio!!!

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  • O Inter venceu o Coritiba por 1 a 0 no Beira-Rio e conquistou uma das vitórias mais importantes da temporada. Mais de 36 mil colorados saíram do estádio aliviados depois de uma partida tensa, com vaias no intervalo, dificuldades para criar e um pênalti já nos minutos finais. Não foi uma grande atuação. Longe disso. Mas, neste momento do campeonato, o resultado era muito mais importante do que qualquer coisa. O Inter precisava vencer e venceu. Dorme fora da zona de rebaixamento e mantém completamente viva a possibilidade de permanecer na Série A.
  • Antes da partida, eu dizia que uma derrota poderia ter consequências muito graves. Poderia aumentar novamente a pressão, colocar em dúvida o trabalho de Eduardo Baptista e transformar o ambiente. A vitória faz exatamente o contrário. Dá três pontos, evidentemente, mas também devolve confiança. O Inter ainda depende de outros resultados e tem muita coisa pela frente, porém fez sua parte. E numa luta contra o rebaixamento é isso que importa.
  • O problema é que a atuação deixa algumas preocupações. Eduardo começou novamente naquele desenho próximo de um 5-2-2-1, com três zagueiros, dois alas, dois volantes, dois jogadores por dentro atrás de Alerrandro. Só que rapidamente ficou evidente uma dificuldade: o Coritiba entregava a bola para o Inter e o Inter não sabia muito bem o que fazer com ela. Faltava articulação no meio. Bruno Henrique chegou a se aproximar para tentar ajudar, mas ele é um meio-campista de outra característica. A ausência de Alan Patrick pesa demais quando o adversário fecha espaços e obriga o Colorado a propor o jogo.
  • No primeiro tempo, as melhores oportunidades vieram praticamente todas da mesma forma: cruzamentos. Thiago Maia recebeu uma bola vinda da direita e tentou de voleio. Bruno Gomes chegou à linha de fundo e Matheus Bahia apareceu para cabecear. Juninho também teve uma oportunidade de cabeça depois de bola parada. Só que não havia muita construção por baixo, tabela ou jogada trabalhada pelo meio. Era chegar no lado e colocar na área.
  • A torcida percebeu. O time começou a ficar nervoso, o Beira-Rio também ficou impaciente e vieram algumas vaias no intervalo. Não dá para colocar isso na conta do torcedor. O colorado já sofreu demais nesta temporada e tem todo o direito de se manifestar. O problema é que essa tensão inevitavelmente chega ao campo e o Inter parecia sentir cada passe errado como se fosse ainda mais pesado.
  • No segundo tempo houve melhora. O Inter passou a ter ainda mais posse e tentou circular a bola pelo chão, sem depender tanto exclusivamente de cruzamentos. Em alguns momentos chegou a dominar completamente a posse. O problema continuava sendo transformar isso em chances realmente claras. É uma equipe que se sente muito mais confortável quando recupera e acelera do que quando precisa ficar vários minutos tentando desmontar uma defesa posicionada.
  • E Carbonero foi um dos grandes problemas da partida. Tem talento, isso é inegável. Quando pega na bola consegue produzir alguma coisa porque possui capacidade individual. Mas faltou envolvimento. Faltou intensidade, participação, dedicação ao jogo coletivo. Enquanto praticamente todo mundo corria e se entregava, ele parecia estar em outra rotação. Eduardo Baptista demorou demais para tirá-lo. Carbonero só saiu aos 36 minutos do segundo tempo e acabou sendo bastante vaiado pelo torcedor.
  • Isso também precisa ficar claro: não faltou vontade para o Inter. Se terminasse 0 a 0, certamente apareceria aquele discurso de que faltou raça ou que ninguém honrou a camisa. Não foi isso. Os jogadores correram, se dedicaram e tentaram até o fim. O problema foi técnico e principalmente de construção ofensiva. Carbonero foi uma exceção nessa entrega coletiva, porque realmente esteve abaixo do nível de participação dos companheiros.
  • Na reta final virou praticamente um ataque contra defesa. Eduardo colocou João Bezerra, manteve Alerrandro e, aos 43 minutos, até Juninho foi para a área como centroavante. O Inter terminou com três jogadores praticamente fazendo função de camisa 9, tentando de qualquer maneira empurrar o Coritiba para dentro da própria área.
  • Até que Rodrigo Moledo apareceu para ajudar o antigo clube. Em uma disputa dentro da área, levantou demais a perna e cometeu um pênalti claro. O árbitro ainda precisou consultar o VAR, mas marcou corretamente.
  • E aí veio talvez o momento de maior tensão da noite. Alerrandro pegou a bola para cobrar e muita gente no estádio colocou a mão na cabeça. O centroavante vinha vivendo um jejum de gols e assumiu a responsabilidade no momento mais pesado possível. Foi lá e bateu bem. Gol. 1 a 0. Explosão de mais de 36 mil pessoas no Beira-Rio.
  • Depois disso foi sofrimento puro. O árbitro inicialmente havia dado seis minutos de acréscimos e o jogo acabou se estendendo ainda mais por causa de paralisações. O Inter tentou levar a bola para o canto, gastou tempo, se fechou completamente e começou a afastar de qualquer jeito. Alerrandro e Bernabei tentavam segurar a bola, o Coritiba devolvia para a área e cada lance parecia durar uma eternidade. Mas acabou. E acabou com vitória.
  • O Inter ainda não mostrou que sabe propor jogo contra uma equipe fechada. E isso importa porque os próximos compromissos no Beira-Rio terão características parecidas. Vitória e Bragantino não necessariamente virão para entregar espaço. O Colorado provavelmente terá a bola e precisará encontrar soluções que não apareceram com naturalidade contra o Coritiba. Isso fica para Eduardo Baptista trabalhar. Hoje, porém, é dia para o torcedor comemorar.
  • O Inter precisava ganhar. Não precisava dar espetáculo, não precisava fazer três, não precisava convencer ninguém. Precisava colocar três pontos na conta. Fez 1 a 0. Está fora do Z4 neste momento. E, acima de tudo, continua muito vivo na luta para permanecer na Série A.
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