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Os dois prejuízos confirmados para o Inter e mais um esqueleto que caiu do armário do Beira-Rio

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  • O Inter teve uma reunião virtual com representantes da arbitragem da CBF para tratar dos lances polêmicos da derrota por 2 a 1 para o Fluminense, no Maracanã. Fabinho Soldado participou da conversa e recebeu explicações sobre duas jogadas que geraram muita reclamação colorada. E, pelo que foi repassado, a própria análise da arbitragem reconhece problemas importantes nas decisões tomadas naquela partida.
  • O primeiro lance envolve Ronaldo e Thiago Silva dentro da área. Na jogada, o árbitro marcou uma falta de Ronaldo antes do contato que poderia resultar em pênalti para o Inter. A explicação dada foi justamente essa: como a falta havia sido assinalada anteriormente, o VAR não poderia simplesmente seguir analisando toda a sequência como se o jogo estivesse valendo normalmente. Só que, na avaliação apresentada ao Inter, essa falta inicial não existiu. Portanto, o árbitro errou ao paralisar a jogada e acabou impedindo que a situação seguinte fosse corretamente revisada. Na prática, o Inter entende que perdeu a possibilidade de ter um pênalti marcado.
  • O outro caso envolve Renê. A avaliação repassada não considera que o primeiro carrinho fosse lance para expulsão direta, mas sim para cartão amarelo. Só que depois houve uma nova infração, com puxão e interrupção de uma jogada promissora, que também justificaria cartão. Como Renê já deveria ter sido advertido anteriormente, esse segundo lance representaria o segundo amarelo e, consequentemente, a expulsão. E tem um detalhe importante: ele permaneceu em campo e depois participou da jogada do gol do Fluminense.
  • Ou seja, independentemente de discutir se cada lance isoladamente mudaria ou não o resultado, a reunião reforça a percepção colorada de que houve erros de arbitragem importantes no Maracanã. É por isso que Fabinho Soldado procurou a CBF e o clube segue pressionando por respostas numa reta final em que cada ponto pode fazer uma diferença enorme.
  • O outro assunto é financeiro e bastante constrangedor para o Internacional. Vitão está cobrando aproximadamente R$ 550 mil que ficaram pendentes de um acordo feito quando deixou o clube para acertar com o Flamengo. Naquele momento, o Inter tinha valores a pagar ao jogador relacionados a vencimentos e demais obrigações contratuais, e foi feito um acerto para viabilizar sua saída.
  • Vitão abriu mão de parte daquilo que tinha a receber para facilitar a negociação. Evidentemente a transferência também era interessante para ele, porque permitia seguir a carreira no Flamengo, mas houve uma concessão do jogador para que todas as partes conseguissem fechar o negócio. O problema é que aquilo que o Inter se comprometeu a pagar dentro desse acordo não foi cumprido integralmente.
  • O empresário do zagueiro ainda procurou a direção recentemente numa tentativa de resolver a pendência sem precisar tomar uma medida mais dura. A ideia era encontrar alguma nova forma de pagamento ou composição. Como não houve sucesso, a cobrança agora está sendo levada para a Justiça.
  • E é aí que a situação fica ainda pior para o Inter do ponto de vista de imagem. Não estamos falando apenas de uma dívida antiga esquecida em algum contrato. Estamos falando de um jogador que já havia aceitado abrir mão de valores para facilitar sua saída, fez um acordo com o clube e, mesmo assim, precisou recorrer à Justiça para cobrar cerca de R$ 550 mil.
  • É mais uma pendência que se soma a tantas outras já conhecidas no Beira-Rio. E isso também aumenta a preocupação pensando na troca de gestão que se aproxima. O Inter terá um novo presidente e, inevitavelmente, uma das grandes perguntas será quantas obrigações ainda existem nos bastidores sem terem aparecido publicamente. Porque cada vez que surge uma nova informação financeira, aparece mais uma conta que deveria ter sido paga e não foi.
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