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Daniel evita o pior, Patrick ressurge, Aguirre prejudica Yuri, inventa Heitor e ainda vence o Sport

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Ricardo Duarte/Inter

  • O resultado foi bem melhor que a atuação. Claro que vale comemorar a vitória, quem sou eu pra tirar isso. Agora, não se engane, o Sport poderia ter facilmente vencido. Tiveram pelo menos duas bolas na trave e dois defesas sensacionais do Daniel.
  • Aguirre começa mudando o esquema. Apostou num 4-1-4-1, com apenas um volante e passando Edenilson mais pro centro do gramado, não mais como um ponta. Caio Vidal foi o ponta.
  • E, no começo do primeiro tempo, até deu certo. Em três minutos, o time faz uma jogada maravilhosa, com a bola passando de pé em pé até o Yuri cruzar pro Patrick escorar pro gol. Inter 1 x 0.
  • O problema é que parou por ai. Depois do gol, o Sport é quem foi ganhando espaço. Eles é que jogaram. O André quase faz um golaço. Sem querer, é verdade, mas quase fez.
  • O susto foi tanto que Aguirre muda o time no intervalo. Tira o Caio Vidal e coloca Guerrero. Só que ai nós voltamos aos problemas de sempre, como gostam de tirar o Yuri Alberto de perto do gol. Sempre que dá, colocam ele na ponta. Incrível como os técnicos tem o dom afastar ele do gol. Deve ter algum motivo. Não é possível.
  • E, mesmo assim, Yuri fez um gol, que foi anulado, e pifou o Guerrero na única chance clara de gol que o Inter teve além do gol. Ele caiu pela ponta-esquerda e rolou pra entrada da área e o Guerrero conseguiu perder. Aliás, o peruano não entrou bem desta vez. Ficou devendo.
  • Até por isso, não achei que foi uma noite feliz do Aguirre. Ele conseguiu prejudicar o desempenho do Yuri e, no final, tirou ele pra colocar o Heitor de ponta-direita. Qual o sentido disso? E por que não colocar o Gustavo Maia então? Sem noção.
  • O melhor em campo foi o goleiro Daniel. Ele salvou pelo menos duas chances claras de gol do Sport. Na primeira, defendeu parecendo um gato indo numa bola de lã. Após, Pra fechar, ainda ficou cara a cara com o Tréllez e defendeu. Sem dúvidas, o responsável pelos três pontos. Não fosse ele, seria um empate.
  • Na linha, Patrick ressurgiu. Não só pelo gol, fazia tempo que ele não tinha uma atuação com tantas jogadas de linha de fundo, tentando e conseguindo os dribles. Gostei do que vi dele, como há tempos não via.

Gostei bastante da atuação do Patrick – Ricardo Duarte/Inter

  • Os dois zagueiros também tiveram atuação destacada. Foi uma partida muito boa do Cuesta. Isso que na defesa milagrosa do Daniel, o carinha deles cabeceou entre Cuesta e Bruno. Porém, foi só essa falha. De resta, ambos super bem. Cuesta voltou a ser o cara das antecipações.
  • Numa linha parecida tá o Moisés. Achei muito consistente a atuação dele na defesa. Nada absurdo, mas bem.
  • Não gostei do Saravia, por exemplo. Li alguns elogios pra ele nas redes sociais. Não consegui ver esse futebol. Achei bem apagada a atuação.
  • O setor direito como um todo me decepcionou. O Caio Vidal foi muito sumido no primeiro tempo. Foi quase como se não tivesse em campo.
  • Maurício também foi bem sem brilho. Fez quase nada interessante. Nem de perto foi o Taison ou muito menos o meia que estava sendo anteriormente. Jogou como um volante e isso pode ter lhe prejudicado. Tá meio que na cara que ele não é nem ponta e ou volante. É um meia.
  • Com todos estes fatores, estar na 9º colocação e a 3 pontos apenas da pré-Libertadores é mais do que um lucro pro time do Aguirre.

Cuesta teve uma atuação como há tempos não fazia – Ricardo Duarte/Inter

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