Inter
As últimas novidades na lista de treinadores cotados no Inter
- O Internacional ainda não tem um novo treinador definido. E, neste momento, talvez nem Alessandro Barcellos, Fabinho Soldado e Abel Braga saibam exatamente quem será o escolhido para substituir Paulo Pezzolano. Os dois nomes que apareciam mais fortes nas últimas horas, Luis Zubeldía e Maurício Barbieri, encontraram obstáculos importantes nas negociações e o cenário ficou muito mais aberto do que parecia inicialmente.
- Zubeldía talvez fosse o nome mais desejado. O Inter já gosta dele há bastante tempo, inclusive desde a temporada passada, quando existia aquela discussão entre ele e Ramón Díaz. Na ocasião, o clube acabou seguindo outro caminho. Zubeldía foi trabalhar no Fluminense e conseguiu um bom desempenho por lá. Agora aparecia novamente como uma possibilidade justamente por algumas características que agradam para este momento: costuma ter impacto rápido nos trabalhos e tem histórico de desempenho forte principalmente jogando em casa. Para um Inter que ainda terá cinco partidas no Beira-Rio e precisa desesperadamente ganhar jogos, evidentemente isso chama atenção.
- O problema é que Zubeldía não estaria disposto a assumir apenas por três meses. A informação sempre foi de que ele gostaria de um projeto mais longo, pelo menos até o final de 2027. A lógica dele é compreensível: não quer chegar apenas para tentar salvar o Inter do rebaixamento e depois ir embora em dezembro. Quer ter a possibilidade de montar um trabalho posteriormente. Só que Alessandro Barcellos está no fim do mandato e o clube terá eleição. Para entregar um contrato desses, a atual direção precisaria praticamente garantir que a próxima gestão respeitaria o vínculo.
- E aí entrariam Roberto Melo, José Amarante e Leonardo Aquino, candidatos à presidência. Seria necessário algum tipo de entendimento político para deixar um treinador contratado para a próxima gestão. Não é impossível, mas também não é simples. E nas últimas horas alguma coisa nessa negociação complicou. Zubeldía deixou de estar naquele estágio de “falta assinar”. O nome perdeu força e hoje já não dá para tratar como uma contratação encaminhada.
- Maurício Barbieri também está longe de ser uma operação tranquila. Primeiro porque o Inter teria que pagar uma multa ao Juventude. Para qualquer clube de fora do Rio Grande do Sul, o valor seria de R$ 1 milhão. Para Grêmio ou Inter, a cláusula sobe para R$ 2 milhões. O Juventude obviamente se protegeu justamente porque sabe que os dois grandes do Estado frequentemente buscam profissionais no clube.
- Mas nem esse parece ser o principal problema. Barbieri tem uma característica na carreira: não costuma romper contratos. E os primeiros contatos indicaram justamente isso. Ele está confortável no Juventude, disputando a parte de cima da Série B, brigando pelo acesso e participando de um projeto que pode ter continuidade. Então precisa colocar tudo na balança. Por que sair de um trabalho estável para assumir um Internacional no Z4, faltando apenas 10 rodadas e com a possibilidade real de carregar um rebaixamento no currículo?
- É claro que existe o outro lado. No Inter o salário seria maior, a exposição também e, se Barbieri conseguir salvar o clube, isso pode virar um baita capítulo da carreira dele. Além disso, Fabinho Soldado e Abel Braga conhecem o treinador, o que ajuda na construção de uma possível conversa. Só que é um risco enorme e, neste primeiro momento, Barbieri também não demonstrou aquela disposição de simplesmente romper com o Juventude e pegar o primeiro avião para Porto Alegre.
- E aí começa o problema para o Inter: as opções vão ficando escassas. Jair Ventura está empregado. Eduardo Coudet já recebeu uma ligação de Barcellos anteriormente e não demonstrou interesse em assumir esse trabalho curto. Lisca aparece mais atrás. Outros nomes podem surgir, evidentemente, mas os dois que pareciam mais fortes agora têm obstáculos importantes.
- Não dá nem para descartar que, com a água batendo cada vez mais perto do nariz, o Inter tente novamente alguém que já recusou. Coudet, por exemplo. Não estou dizendo que isso vai acontecer, mas a situação colorada é tão delicada que a direção precisa trabalhar com todas as possibilidades. Faltam 10 rodadas, o time está dentro da zona de rebaixamento e não existe espaço para escolher com tranquilidade durante uma semana inteira.
- É justamente por isso que não dá para cravar agora quem será o novo técnico. Às vezes a informação mais correta é dizer exatamente isso: o cenário está confuso. Zubeldía era muito forte, complicou. Barbieri era muito forte, encontrou resistência. E a direção precisa continuar procurando.
- O prazo interno também começa a apertar. O grupo se reapresenta na terça-feira à tarde. O cenário ideal seria já ter o novo treinador presente neste retorno, mas se a definição acontecer até quarta ainda existe tempo para aproveitar a Data Fifa sem um prejuízo tão grande. Depois disso, cada dia perdido pesa mais, porque essa parada é praticamente a última oportunidade para alguém chegar e ter uma sequência de treinamentos antes da reta final.
- Então, por enquanto, é isso: o Inter procura, conversa, tenta Zubeldía, tenta entender Barbieri e abre outras possibilidades. Não existe treinador fechado. Não existe assinatura esperando apenas anúncio.
- E, com o relógio correndo, talvez essa seja hoje a maior preocupação de todas.
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