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Vitória do Grêmio mostra que ninguém precisa se apavorar

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Lucas Uebel/Grêmio
  • A vitória do Grêmio mostrou que não precisa se vitimizar nesta volta ao futebol. Que dá pra encarar as dificuldades e fazer seu trabalho bem feito, como todos nós gaúchos estamos fazendo. O Grêmio foi forte, o Grêmio teve personalidade, mas principalmente: o Grêmio jogou futebol. A goleada representa uma vitória que dá muito mais que três pontos. Essa vitória impede que qualquer insegurança aconteça. Ninguém precisa se apavorar. 
  • Renato escala um time com Dodi de primeiro volante, aposta no Galdino na ponta direita, Soteldo na esquerda, com Cristaldo de meia e Diego Costa no ataque.
  • Aliás, já começo pelo Renato. Ele foi o cara da partida. Primeiro porque conseguiu colocar um time que não se escondeu atrás da dificuldade. Não entrou em campo pensando que estava com problemas. Renato fez um “simples”, mas muito bem feito. Não inventou na escalação e organizou todo mundo para fazer corretamente sua função. Seja nos pequenos detalhes como o Dodi que saia para caçar e tentar roubar uma bola na frente ou até nas boas leituras que o treinador fez com bola rolando. Detalhes como ficar trocando Soteldo e Galdino de lado ainda no primeiro tempo, por exemplo.
  • Outro grande mérito foi saber mexer. O Grêmio ganhava por dois a zero, quando o The Strongest começou a querer jogar. Nessa hora, lá pela metade do segundo tempo, o Fernando Praaz, comentarista da ESPN, prontamente falou que o Grêmio tinha que mudar, que estava com time cansado e precisava de sangue novo. Pouquíssimo tempo depois, Renato trocou três, colocando Gustavinho e Nathan Fernandes. Ou seja, leu perfeitamente o jogo.
  • Pra mim, Diego Costa foi o melhor em campo. Seja pelas movimentações maravilhosamente corretas, seja pela assistência que deu para o Soteldo abrir o placar. É incrível como ele é diferente. A nossa régua ficou maluca com Suárez, mas a real é que o Diego tá fazendo coisas em um nível extremamente alto. Precisamos dar valor. Partidaça.
  • Mas também temos que elogiar o João Pedro, que vai bem como ala e finalizando com a perna esquerda.
  • Depois, os dois guris (Gustavinho e Nathan) que novamente mudaram o cenário de um jogo e, com velocidade, retomaram o controle da situação para o lado gremista. 
  • Galdino foi o que sempre foi desde que chegou. Um cara longe de ser gênio, que sempre é dedicado e que, ocasionalmente, tem um lance, uma tacada, que resulta em gol. Confesso que, não fosse o gol, a avaliação dele seria bem mais negativa, mas eu seria injusto se não reconhecesse que o cara é atacante e marcou um dos gols da goleada. Portanto, vai para os pontos positivos também.
  • Marquesín faz duas defesas brilhantes. Na segunda, saiu frente a frente com o atacante deles e tirou com a cara mesmo. Tal qual defesa de goleiro de futsal, abafou o lance e não deixou chutarem com facilidade. Ele que é tão cobrado (inclusive por mim) quando falha nos chutes de longe, desta vez foi mega importante.
  • Carballo entrou depois de muito tempo. Estreou na temporada. E, mesmo sendo pouco tempo, me chamou atenção a mobilidade muito maior que teve em campo. Ainda é cedo para qualquer definição, mas imagino que a movimentação mais natural tenha relação com o fim das dores no púbis. Se tudo der certo, é um reforço para o meio-campo.
  • Dois jogadores poderiam ter feito melhor: Rodrigo Ely deixou o marcador escapar atrás dele no lance que o Marquesín salva de cabeça. E Du Queiroz já poderia ter marcado o quarto gol em uma jogada antes. Ninguém vai detonar os dois por isso, porém, tenho convicção que estes dois lances irão para aquele vídeo que o Renato mostra ao elenco tentando corrigir ou ajustar lances de acertos e erros.
  • Entre os jogadores, eu senti novamente o Cristaldo mais apagado. Na minha cabeça, o considero como segundo atacante há muito tempo. Então, nem consigo “cobrá-lo” por pifar alguém. Agora, ter mais protagonismo nas ações diretas no jogo, seria bom, né? Não é só estar na jogada, é conseguir algo produtivo. Todos sabemos que o Cristaldo tem isso pra entregar. Nem sempre consegue.
  • Entre as escolhas do Renato, o mundo ideal seria não precisar recuar do Dodi como zagueiro no final de partida. Se tinha que sacar o Kannemann, o Gustavo Martins era o cara para entrar, não? (Renato tirou Kannemann, colocou Carballo no meio e recuou o Dodi).
  • Bom, no final das contas, a vitória ajudou na tabela e o Grêmio segue na briga, mas muito mais importante que isso tudo foi o simbolismo de mostrar que ninguém precisa se apavorar.
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