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Juizado do Torcedor diz que Geral é midiática e explica o motivo da punição no exterior

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Entrevistei o juiz Marco Aurélio Xavier, que comanda o Juizado do Torcedor aqui no Rio Grande do Sul. Aqui o que ele disse:

Relacionamento com o Grêmio?

“Relacionamento com o Grêmio é absolutamente tranquilo. Temos uma relação institucional de respeito a agremiação.”


Sobre as acusações de perseguição a Geral do Grêmio.

“Não existe perseguição. Seria uma absoluta imoralidade um juiz utilizar-se de um poder tão precioso pro estado pra perseguir quem quer que seja. Todos tem conhecimento de como é o funcionamento do juizado do torcedor. Ela é uma postura midiática, uma tentativa de desviar do foco do problema em si, que é a violência, que é a necessidade que as torcidas organizadas concentrem suas atividades exclusivamente no ato de torcer pacificamente e expurgar qualquer tipo de outro fim dentro do seu ambiente. Como, por exemplo, disputa de espaço, de transporte coletivo, de poder dentro da torcida. Isso tem que acabar nos estádios. A rivalidade fanática diante de um clássico de futebol tem que acabar no ambiente do futebol. Isso prejudica a imagem, isso bota em risco pessoas inocentes.”

“As pessoas são atraídas pra ir a um estádio de futebol, é inadmissível que, sendo atraídas, sejam surpreendidas lá com um ambiente de apedrejamento, de violência gratuita. Esse é o objetivo do Juizado do Torcedor. Tenho certeza que falo pelo Ministério Público, pelos agentes da Brigada Militar, Polícia Cívil. O agente público ta focado na proteção do torcedor que vai lá e tem o direito de ser protegido.”

A punição por conta dos acontecimentos fora do país.

“Eu entendo que é válida porque o conteúdo da decisão foi claro. A torcida Geral estava proibida de funcionar como torcida organizada nos jogos do Grêmio e não fez nenhuma restrição, excesso, pros jogos internacionais. Decisão judicial é um espaço de comunicação do estado diretamente com os seus destinatários, que são os integrantes da Geral, que estavam sabendo dessa proibição. Ao ingressarem com Bumbos, com indumentária nos estádios de Abu Dhabi e Buenos Aires, claramente descumpriram uma decisão judicial. Não é por causa de um bumbo, uma faixa em Abu Dabhi como simplistamente muitos descrevem esse fato. O que houve foi um ato de desobediência a uma decisão judicial. Que, aliás, tem uma finalidade muito importante. A decisão judicial não é melhor do que nenhuma decisão. Não é melhor nem que a decisão que os pais tomam em casa, mas ela tem uma característica que a faz fundamental e a faz ser crime o descumprimento. A decisão judicial é a última medida do estado pra pacificar uma relação jurídica. Se ela for descumprida o estado não tem mais o que fazer pra solucionar o problema que lhe deu causa. Eu como juiz tenho a obrigação de zelar pela efetividade destas decisões judiciais. O torcedor que vai lá, diante de uma clareza total da proibição, descumpre, e ainda se dá o luxo de postar em rede social e aparece em televisão pra rede internacional. Eu não posso ficar aqui de braços e olhando como se nada tivesse acontecido.”

“A regra da territorialidade ela vige pra definição da eficacia da legislação penal. Ponto. A decisão judicial tem eficácia do estado perante o individuo. Ela vige na relação do individuo desde que satisfeitos os requisitos temporais e geográficos onde o fato acontece. Que requisitos são estes? Jogos do Grêmio, futebol de desporto profissional. Onde o Grêmio atuar profissionais, a Geral não atuará enquanto estiver vigendo a medida cautelar. Foi cumprido? Sem problema. Se não foi cumprido? Responde pelo descumprimento.”

Aqui a entrevista em vídeo que fiz pro Canal Futebol Gaúcho, aos 17 minutos:

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23 comentários

23 Comments

  1. Juara

    2 de abril de 2018 at 02:52

    Esse aí é um dos que andava por ai gritando “time grande não cai” e outras groselhas até pouco tempo.

  2. Juliano Guimarães

    1 de abril de 2018 at 16:26

    Que entrevista PARCIAL!

    • João Batista Filho

      1 de abril de 2018 at 18:49

      Por que você acha isso, Juliano?

  3. Agenor Zanatta

    1 de abril de 2018 at 08:27

    Ele não tem nada contra só deu entrevista usando uma camisa do BBinter. Tadinho dele.

  4. Felipe

    1 de abril de 2018 at 01:02

    Os caras do juizado do torcedor estão transformando a Geral em vítima. Parece que são burros. Qdo a justiça exagera nas penas, os réus viram vítimas. Eu, que sempre fui a favor das penalidades contra organizadas, to 100% com a Geral nos últimos dias, e 100% contra o juizado. Isso é o pior de tudo, o juizado se desmoralizar. Que volte o bom senso ao juizado com urgência.

  5. emerson

    1 de abril de 2018 at 00:49

    Geral que é midiática é…e este cidadão, é o que?

    • Felipe Cassol

      1 de abril de 2018 at 05:35

      Juizinho querendo aparecer na mídia…

  6. Vinicius Schambeck

    31 de março de 2018 at 23:55

    JB para de inventar e faz o trabalho de setorista, que é um dos melhores do RS… Mas quando sai disso é um desastre. .

  7. Daniel Tricolor

    31 de março de 2018 at 23:38

    E o homem da Capa Preta fala, se explica mas nunca diz nada! Juiz extremamente parcial!

  8. Geremias

    31 de março de 2018 at 23:26

    Tua pergunta a ele sobre a relação com o Grêmio não é casual. Por que a fizeste? Talvez tenhas uma resposta racional, que, entretanto, disfarça o verdadeiro motivo de tê-la elaborado.

    Sou favorável as punições às torcidas que praticam atos de violência, desrespeito aos demais torcedores, vandalismo e outros que atingem a legislação e boas regras de civilidade. Mas também sou contra a seletividade da Justiça. A Justiça é um valor absoluto e não pode nem deve ser adjetivada. Se é seletiva, portanto, não é justa.

    Da mesma forma, uma punição nunca deve ser exemplar. Cada um paga pelos seus atos e as penas devem ser aplicadas pelo crime ou contravenção que comete e não pela dos outros. Ninguém deve ser punido mais severamente para dar exemplo aos demais. Quando penas são aplicadas com esse propósito, é comum que sejam casos que se repetem e seus praticantes ficam impunes. Então, passa-se à fase em que tal situação não seja mais aceita. No entanto, o que se vê anteriormente é que a Justiça foi omissa.

  9. Luciano SL

    31 de março de 2018 at 23:22

    Como gremista que sou e advogado que já fui, tenho a dizer que independentemente de quem seja, a lei aplicada deve ser cumprida, NO TERRITÓRIO DO PAIS ONDE ELA FOI INSTITUÍDA. Porém, discordo da postura do Magistrado quando afirma que o cumprimento da punição seria exigível TAMBÉM em Abu Dhabi ou no Uruguai. Juridicamente, seria aplicar decisão brasileira em território extrangeiro, o que é um absurdo jurídico e uma exigência inaceitável. SE os integrantes da Geral QUISESSEM cumprir a proibição fora do país, seria aceitável e até elogiável. Porém, EXIGIR tal cumprimento, é uma aberração jurídica e claro extrapolamento da autoridade judiciária brasileira. O Juizado do Torcedor NÃO TEM ESSE PODER. SIMPLES ASSIM. Poder-se-ia esperar o cumprimento, mas punir, JAMAIS! E a expectativa é que tal punição seja revista pelo Tribunal de Justiça, por sua absoluta ilegalidade e inaplicabilidade.

    • Dicionário Aurélio

      1 de abril de 2018 at 03:35

      “Doutor”, o correto é estrangeiro e não extrangeiro.

    • Felipe Cassol

      1 de abril de 2018 at 05:37

      Exatamente.

  10. Ilson f.silveira

    31 de março de 2018 at 21:58

    Sou gremista.acho a torcida importante para o clube,mas se faz baderna ,é punido e não cumpre a determinação da justiça tem que pagar por isso.Paixão pelo clube tem q ter limites, nunca pode partir pra violência e nem quebrar tudo quando joga no estádio adversário.Tem crianças nos estádios e que exemplo esses baderneiros dão para seus filhos?cumpra se a lei.

    • ANDRE DE BRITO NASCIMENTO

      1 de abril de 2018 at 08:56

      Qual foi a baderna?

  11. Alipio Becker

    31 de março de 2018 at 19:57

    Jb = ivi
    Omisso

    • Anonino

      31 de março de 2018 at 20:15

      Gremista = mundo paralelo

      • João Carlos

        31 de março de 2018 at 22:23

        O cara que torce pra um time que considera o gauchão a mini libertadores e vem falar de mundo paralelo. kkkkkkkkkkkkkk cada vez mais o “BINTI” e sua torcida me divertem.

        • Felipe Cassol

          1 de abril de 2018 at 05:38

          O “anonino” é mto burro kkkk

  12. ANDRE DE BRITO NASCIMENTO

    31 de março de 2018 at 19:56

    Esse é salafrário, descreveu os atos da torcida do inter pra justificar a punição a Geral!
    Discurso formatado, mas descontextualizado, não tem episódio de violência a anos na geral, já do outro lado até fuzil roubam e tá tudo certo. Outro pateta disse q 200 estão punidos, mas o resto liberado neh? Nada do q dizem convence, explicam, explicam, mas não justificam!

  13. 5x0

    31 de março de 2018 at 18:50

    que reportagem fraca. alias, fraquíssima. Teve a faca e o queijo na mão pra perguntar a falta desse senhor em outras situações e não fez nada.

    • Jairo

      31 de março de 2018 at 22:07

      Mimimimimimimi

      • Felipe Cassol

        1 de abril de 2018 at 14:55

        Falou o chorolado kkkkk Binter querendo falar em mimimi, só pra rir kkkk

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