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Começam a surgir notícias sobre Pavón e a explicação oficial pro Gabriel Mec não jogar

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  • O Grêmio já começou a tratar das renovações de contrato de alguns jogadores que terminam a temporada em alta, mas a direção deixou claro que existe uma condição praticamente inegociável: não aumentar os salários. Esse é o principal ponto envolvendo Pavón e Francis Amuzu. Os dois interessam ao clube e são considerados jogadores úteis para a temporada, mas o Grêmio entende que não pode simplesmente entrar em uma escalada salarial para mantê-los.
  • No caso de Pavón, que tem contrato somente até o final deste ano e vem sendo um dos principais destaques da equipe nas últimas partidas, já houve um primeiro contato entre o Grêmio e o empresário do jogador. A informação é de que a direção agora aguarda o retorno do representante para saber quais são as exigências do argentino e, a partir disso, avançar ou não nas negociações. Só que existe um detalhe importante de bastidor: o Grêmio não pretende aumentar o salário de Pavón. O atacante já recebe algo na casa dos R$ 800 mil mensais, um valor considerado bastante alto para os padrões do futebol brasileiro. A ideia do clube seria renovar o contrato por mais dois anos, mas mantendo a estrutura salarial atual. Isso significa que a permanência de Pavón pode depender muito mais da vontade do próprio jogador do que de uma disposição financeira do Grêmio. A direção entende que quer ficar com ele, mas não vai fazer uma loucura financeira para isso.
  • A situação de Amuzu é bastante parecida. O atacante já teve uma conversa inicial com o clube, mas a negociação não avançou justamente porque houve uma diferença importante em relação aos valores. Atualmente, ele recebe algo próximo dos R$ 900 mil e teria pedido um aumento significativo. Chegou-se a falar em valores próximos de R$ 1,5 milhão, embora esse número não esteja confirmado. O Grêmio, portanto, tem uma posição bastante clara: quer renovar, mas não pretende pagar mais de R$ 1 milhão para jogadores que considera importantes, porém dentro de uma determinada estrutura financeira. Isso também explica por que a direção está sendo cautelosa. Não adianta o clube renovar com Pavón e Amuzu agora e, daqui a pouco, comprometer ainda mais uma folha salarial que já é pesada. O Grêmio precisa avaliar custo-benefício e entender até onde vale a pena ir.
  • Enquanto isso, uma negociação que já foi resolvida é a de Léo Pérez. O volante argentino foi oficializado pelo Racing por empréstimo e o negócio também tem impacto na dívida que o Grêmio possui com o clube argentino pela contratação de Nardoni. Existe uma divergência sobre o valor fixo pago pelo Grêmio por Nardoni, com o clube gaúcho falando em US$ 7 milhões e o Racing tratando de US$ 8 milhões, além das variáveis que poderiam elevar a operação para US$ 10 milhões. Com o empréstimo de Léo Pérez, uma parte desse valor é abatida. E, caso o jogador permaneça em definitivo no Racing, o negócio pode representar um abatimento ainda maior, praticamente quitando a dívida gremista com o clube argentino.
  • A saída de Léo Pérez também abre espaço para uma possível novidade dentro do elenco. Zortea, jogador das categorias de base, ganhou massa muscular nos últimos meses, vem treinando com o profissional e pode receber mais oportunidades com Luís Castro. É uma consequência interessante de uma negociação: ao mesmo tempo em que o Grêmio se livra de um jogador que não vinha tendo espaço, pode abrir caminho para um atleta formado dentro do próprio clube. Existe ainda a situação de Denis Marfo, volante que também pode atuar como lateral-direito e que estava no Internacional. O Grêmio tem interesse no jogador para as categorias de base, mas existe uma discussão interna porque ele está próximo de completar 21 anos e, portanto, terá de deixar o sub-20 em breve. A base estaria negociando o jogador, mas o profissional teria feito uma espécie de alerta: antes de contratar, é preciso entender se ele realmente terá espaço no elenco principal.
  • Mas o assunto que merece bastante atenção é Gabriel Mec. Luís Castro falou abertamente sobre o motivo pelo qual o jovem não vem recebendo oportunidades e, segundo a explicação oficial do treinador, não existe relação com a situação contratual do jogador. A questão é exclusivamente tática. Para Luís Castro, Mec é um jogador de lado de campo. O problema é que, no sistema que o treinador está consolidando, existem dois jogadores atuando pelos lados e outros dois meio-campistas nos corredores, além do primeiro volante. E, neste momento, os jogadores que estão atuando nas pontas estão à frente de Mec na avaliação do treinador.
  • O próprio Luís Castro explicou que não considera que Gabriel Mec esteja necessariamente mal. A questão é que os outros jogadores estão apresentando uma performance melhor dentro do modelo de jogo que ele pretende utilizar. E isso é importante porque ajuda a entender por que Mec não está simplesmente sendo colocado no meio-campo. O Grêmio está trabalhando com um sistema que utiliza um primeiro volante e dois meio-campistas, além de dois pontas. Mec, na visão da comissão técnica, é mais um meio-campista do que um ponta. Portanto, enquanto o Grêmio mantiver essa estrutura, ele acaba disputando espaço em uma posição na qual existe concorrência. Até o auxiliar de Luís Castro já havia dado uma explicação semelhante anteriormente: Mec chegou a atuar aberto porque era necessário preencher aquela posição, mas não é exatamente a característica natural do jogador. Então, neste momento, não existe uma punição, um afastamento ou uma decisão relacionada à renovação de contrato. Gabriel Mec simplesmente perdeu espaço dentro do modelo de jogo de Luís Castro.
  • Outro jogador que pode alterar essa dinâmica é Kovinovic. O Grêmio está fazendo uma força-tarefa para deixá-lo à disposição para o próximo jogo, e a tendência é que ele faça sua estreia justamente no meio-campo. A ideia é que ele jogue em um dos dois corredores do meio, provavelmente pela esquerda, com Vidi Sant atuando pelo lado direito. Kovinovic tem características interessantes para esse sistema. É praticamente um volante, mas com uma característica mais europeia: um jogador que marca, participa da construção e consegue avançar pelo campo. É um meio-campista mais completo, com capacidade de chegar à área e atuar de maneira mais box-to-box. Isso pode representar uma evolução nas opções de Luís Castro.
  • Nardoni, apesar de algumas dificuldades recentes e de erros em bolas relativamente simples, continua sendo considerado importante fisicamente. O próprio desempenho do time quando ele deixa o campo mostra que existe uma queda de rendimento. Mas a chegada de Krovinovic pode aumentar a concorrência e, principalmente, oferecer ao treinador uma alternativa diferente. No fim das contas, o Grêmio vive três situações bastante interessantes ao mesmo tempo: quer renovar com Pavón e Amuzu, mas não aceita aumentar demais a folha salarial; perdeu Léo Pérez, abrindo espaço para jogadores da base; e precisa encontrar uma maneira de encaixar Gabriel Mec dentro de um sistema que, hoje, não favorece suas características.
  • E talvez essa seja a principal questão do momento no Grêmio. Luís Castro encontrou uma estrutura que considera funcional e está tentando consolidá-la. Isso significa que alguns jogadores vão ganhar espaço e outros inevitavelmente vão perder. Mec é um dos que perderam espaço neste momento. Krovinovic pode ser um dos que ganharão. E Pavón e Amuzu podem continuar no clube, mas somente se aceitarem permanecer dentro da realidade financeira que o Grêmio está disposto a oferecer.
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