Inter
Wanderson comandou, Alan Patrick jogou fácil, Pedro Henrique entra muito bem e Inter domina o Flamengo
- O Inter venceu e mereceu. Sim, pegou o Flamengo, um dos melhores do Brasil, e foi melhor em campo. Isso é um passo gigantesco na vida do time do Mano. É vitória que pode mudar de patamar a história a campanha do Brasileiro.
- O Inter pulou pra terceiro. Pouca gente apostaria nisso quando o Medina estava aqui e antes das boas contratações da diretoria. Ok, ainda tem o Athletico pra jogar. Se eles baterem o Fortaleza, o Internacional desce pra quarta colocação. Mas só de estar no G4, a três ou quatro pontos do líder, já diz muita coisa.
- Mano apostou num esquema com três meias, tendo o Gabriel centralizado, Dourado e De Pena compondo mais na frente aquele famoso tripé. Na frente, fez mudanças como Alan Patrick livre pra ir pro ataque e David de segundo atacante, caindo pelos dois lados e até posicionando no centro.
- O jeito de jogar, que é parecido do o anterior, mas teve algumas alterações, deixou as coisas bem seguras.
- Prestem atenção que os dois gols surgem em roubadas de bola e saídas rápidas para o ataque. No primeiro, já estava mais perto, mas no segundo, conseguiu sair na velocidade. Porém, a proposta foi clara nas duas vezes. O Inter soube se fazer protagonista sem ser o cara da bola o tempo todo.
- Wanderson foi o melhor em campo. Dois gols, com duas ótimas finalizações. Na primeira, foi mais fácil. Na segunda, teve o mérito de limpar o marcador e bater. Olha, ele e o De Pena tão brigando forte para mostrar quem foi a melhor contratação da janela.
- Diferente de outros jogos, penso que nessa partida o David foi bem. Ele participa ativamente roubando a bola no primeiro gol e depois dando a assistência para o segundo. Teve participação direta nos dois gols. E ai vem um mérito do Mano. Ele adiantou o Alan Patrick e deixou o David como segundo atacante. Ele hora ficava pelo centro, hora caia pelos lados. E pelos lados, no plural. Caiu tanto pela direita como pela esquerda. Foi uma bom jogo.

Ricardo Duarte/Inter
- O segundo tempo começa com uma clara mudança do Dorival. Ele coloca o Bruno Henrique nas costas do Bustos e aposta todas as fichas nisso. E dá certo. Primeiro, teve uma jogada que o Bruno cruzou e o Mercado travou o Gabigol. Depois, o Bruno Henrique apareceu, de novo, nas costas do Bustos, e cruzou pro gol do Andreas. Mano demorou para ver esse problema. Por sorte, conseguiu corrigir a tempo.
- Mercado se livrou de um pênalti e até uma expulsão. Em lance com Gabigol, deixou o cotovelo no 9 do Fla. Errou. Embora tenha feito mais uma vez uma baita partida, correu um risco desnecessário.
- Mano tem os méritos de melhorar o time com as suas mudanças. Jhonny melhorou o meio na vaga do Dourado, por exemplo.
- Aos 29 minutos, taison teve uma chance maravilhosa. Ele puxou um contra-ataque. O Alemão finalizou na grande área. Chance de gol.
- Depois, aos 33 minutos, já com Pedro Henrique em campo, ele passa por dois e entrega um gol na pequena área pro Taison. Ele, incrivelmente, consegue chutar pra fora.
- Pedro Henrique mostrou a virtude que mais chama atenção nele. A velocidade que consegue passar pelos zagueiros. É o cara que dá o tapa e vai buscar ou que parte atrás dos zagueiros e chega na frente. Foi recompensado com o pênalti e guardou o seu, o gol do 3 x 1 e que “acabou” com o jogo. Fez uma muito boa partida.
- Eu elogiei o David, mas o Alemão foi bem, tá? Ele fez parede pra jogada do Pedro Henrique, que cruzou pro Taison e na outra também fez uma bonita parede mais na direita. É verdade que teve duas chances e acabou finalizando pra fora. Uma o Diego Alves pegou e outra bateu no zagueiro. Faltou seu gol, mas ele entrou bem sim.
- Por fim, achei muito, mas muito, mas muito bacana ver o Mano pedindo pra galera cantar no final do jogo. Mano tá, claramente, tentando fazer a conexão do time e torcida. Foram 22 mil pessoas no Beira-Rio, que criaram um bom ambiente para o jogo. Isso estava difícil de acontecer. Parece que é um começo de confiança sendo refeita.

Ricardo Duarte/Inter
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