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Uma análise dos acertos e erros do Inter na primeira partida em casa pela Libertadores

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Ricardo Duarte/Inter

  • D’Alessandro foi o melhor em campo pelo Inter. Ele foi o responsável por carimbar todas as bolas no setor ofensivo. Foi um segundo atacante armador, se é que isso existe. Por conta dele, o Inter teve 73% de posse de bola no primeiro tempo. Sem sombra de dúvidas, o melhor da partida. Baita jogo dele.
  • Boschilia entrou nos primeiros minutos de jogo por causa da lesão do Patrick. E foi bem demais atuando pelo lado esquerdo de ataque. O primeiro gol surge de uma roubada de bola dele. A patrocinadora da Libertadores escolheu ele o melhor em campo. Até não concordo, mas não há como negar que ele jogou bem.
  • Só que, pra mim, o segundo melhor em campo foi o Marcos Guilherme. O cara realmente é rápido. Uma bala pelo lado. Ótima opção para um contra-ataque, para tentar algo diferente nos jogos. Os dois reforços estão se mostrando corretos. Tanto que ele faz o segundo gol, mata a partida, pegando uma bola que parecia perdida, driblando o goleiro e marcando o dele.
  • Roubadas de bola que merecem destaque. O time perde a bola e fica com sete jogadores no campo de ataque pressionando o adversário para errar. Isso deu muito certo nos dois gols.

Marcos Guilherme e Boschilia marcaram os gols do Inter – Ricardo Duarte/Inter

  • Por fim, gostei da vitalidade dos dois laterais. Ambos estavam correndo a pleno vapor aos 45 minutos do segundo tempo. Ainda tem que melhorar a qualidade do cruzamento, mas que eles são chegadores, isso são.
  • Outra coisa que, pra mim, ficou bem clara é que o meia na frente do Musto tem mesmo que ser um meia organizador, um meia de intensidade. Jamais um Galhardo. Motivo? Quem joga ali tem que preencher o meio. Se for o Galhardo ali, o cara vai pro ataque com os outros e ficará um vazio.
  • O que falta para o Inter? O último toque antes do chute. A bola é bem trabalhada até a entrada da área, mas falta pifar mais os seis homens que estão na frente. Sim, se somar os alas, são seis caras no campo de ataque o tempo todo. Mas falta o passe açucarado para a finalização. No primeiro tempo, com 73% de posse, foram só 3 chutes que acertaram o gol.
  • Guerrero está muito, mas muito abaixo. Sem ritmo, errando os lances, os movimentos. Foi apenas a terceira partida dele na temporada. Possivelmente por isso que o Coudet o deixou em campo, mesmo que estivesse mal. A única maneira de pegar essa embocadura é jogando. Tem que melhorar.

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