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Repórter descobre números que entregam tudo sobre o momento do Internacional

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  • O Internacional está na zona de rebaixamento e existe um número que ajuda muito a entender o motivo. O problema colorado não está necessariamente na defesa, não está num meio-campo que não consegue criar e nem num time que simplesmente não chega perto da área adversária. O grande defeito está na hora de finalizar. O Inter cria, o Inter chuta, o Inter chega. Só que, na hora de botar a bola na casinha, não coloca. E isso está custando caro demais.
  • Os números levantados por Rodrigo Oliveira, da Rádio Gaúcha, ajudam a mostrar exatamente isso. O Inter é o quarto time que mais finaliza no Campeonato Brasileiro. Quarto. Ou seja, estamos falando de uma equipe que, pelo menos em quantidade, consegue chegar numa posição de tentar o gol com muita frequência. Só que existe uma diferença gigantesca entre finalizar e finalizar bem. Quando vamos olhar o número de gols marcados, o cenário vira completamente: o Colorado tem o terceiro pior ataque do campeonato. Somente Chapecoense e Vitória fizeram menos gols. Então o resumo é muito simples: o Inter chuta como se fosse um time lá de cima da tabela, mas acerta o gol como um time que está brigando para não cair.
  • O Gre-Nal é talvez o melhor exemplo disso. O Inter terminou o clássico com 23 finalizações. Vinte e três. O Grêmio finalizou nove vezes. Sabe qual foi o resultado? O Grêmio ganhou, fez três gols e resolveu a classificação. O Inter até marcou o seu quando a partida já estava praticamente definida. Então não adianta olhar só para volume e dizer que o time produziu. Produzir também significa transformar a chance em alguma coisa. O Grêmio teve muito menos finalizações e foi muito mais letal. O Inter ficou chutando, chutando, chutando e não conseguiu transformar esse volume em gols.
  • E também não dá para colocar tudo na defesa. Evidentemente o Inter não tem uma defesa maravilhosa. Já sofreu gols evitáveis, já teve falhas individuais e já apresentou problemas de posicionamento. Mas os números mostram que ela está longe de ser o grande desastre desta equipe. Em 25 partidas, foram 31 gols sofridos. É um número que poderia ser melhor, claro, mas ainda é inferior ao de equipes como Fluminense, Bahia e Cruzeiro, times que estão muito acima do Inter na classificação. Ou seja, não é uma defesa que toma quatro gols toda rodada e condena o time sozinha.
  • O meio-campo também consegue produzir. Existe chegada, existe criação e existem situações para finalizar. O que não existe é qualidade suficiente no último toque. Falta tirar a bola do goleiro. Falta bater no canto. Falta transformar uma boa chegada em gol. E essa diferença muda completamente um campeonato. Um time que cria quatro chances e guarda duas pode vencer jogando pouco. Um time que cria seis, sete, oito e não faz gol começa a transformar partidas equilibradas em derrotas e empates.
  • Foi justamente por isso que Rodrigo Oliveira resumiu de uma maneira muito boa: o Inter chuta como líder, mas acerta o gol como rebaixado. É aqui que está o grande problema. O Colorado consegue produzir um volume que não combina com um dos piores ataques do Brasileirão. Se estivesse convertendo uma parcela minimamente razoável dessas oportunidades, provavelmente não estaria encravado no Z4 e talvez nem tivesse sido eliminado pelo Grêmio da maneira como foi.
  • Só que agora existe uma dificuldade ainda maior. A janela fechou, o Inter ainda convive com transfer ban e não tem mais como sair ao mercado para buscar um goleador que resolva tudo. Vai ter que ser com esses jogadores. Vitinho, Sanabria, Alan Patrick, Carbonero e quem mais Paulo Pezzolano decidir utilizar precisam começar a transformar oportunidades em gols.
  • Porque não tem muito mistério. A defesa até segura o rojão, o meio consegue criar e o time finaliza bastante. Só que futebol tem uma crueldade muito simples: não ganha quem chuta mais, ganha quem faz mais gol. E hoje o Inter está justamente falhando na parte mais importante do jogo.
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