Inter
Presidente liga para o Coudet e isso revela algo funamental sobre a vida de Pezzolano no Inter
- Eduardo Coudet foi procurado pelo Internacional. A informação inicial é do Leonardo Meneghetti e depois acabou sendo confirmada também por outros colegas que acompanham o clube. Alessandro Barcellos fez uma ligação para o treinador, numa conversa informal, para saber se existia possibilidade de Coudet assumir o Inter nestas últimas 12 rodadas do Campeonato Brasileiro. Não chegou a existir uma proposta formal, contrato na mesa ou algo desse tipo, mas houve uma consulta clara: “Tu toparia pegar o Inter até o fim do ano?”. E a resposta foi não. Coudet não se interessou pelo projeto, considera que são poucos jogos e que a situação do clube está complicada demais para assumir agora. Resumindo: o Inter tentou Coudet, mas Coudet não quis pegar essa bomba.
- E essa informação por si só já diz muita coisa sobre Paulo Pezzolano. Se o presidente do Inter está ligando para outro treinador, é porque internamente a avaliação sobre o atual comandante já mudou. Hoje existe uma convicção muito forte de que Pezzolano chegou no limite, bateu no teto e dificilmente conseguirá tirar mais deste grupo. A questão agora não é exatamente se a direção quer trocar. A questão é quem vai assumir. Porque o Inter não quer demitir Pezzolano e depois passar uma ou duas semanas procurando treinador, entregando dois jogos para um interino num campeonato em que cada ponto pode significar permanência ou rebaixamento.
- A água já não está batendo na cintura. Está quase no nariz. Faltam 12 rodadas, o Inter está no Z4 e precisa de mais de uma rodada até para conseguir sair da zona do rebaixamento. Então não existe espaço para fazer uma troca sem ter um plano minimamente montado. A leitura da direção é mais ou menos essa: se aparecer um nome considerado capaz de assumir imediatamente, Pezzolano cai. Se esse nome não aparecer agora, o treinador vai permanecendo por falta de uma alternativa pronta. É uma situação bastante delicada, porque na prática o clube já perdeu a convicção no trabalho, mas ainda não conseguiu encontrar quem venha para o lugar.
- Essa discussão, inclusive, já vinha desde a derrota no Grenal. Desde sexta-feira existia dentro do Inter uma avaliação de que dificilmente Pezzolano conseguiria reverter o cenário. A partida contra o Santos era uma oportunidade de dar algum tipo de resposta e não deu. O time perdeu novamente, continua na zona de rebaixamento e a sensação interna é de que o treinador já não consegue mais gerar uma reação. Só que uma coisa é chegar à conclusão de que precisa trocar. Outra é olhar para o mercado e encontrar um técnico que queira assumir um time nessas condições, por apenas 12 partidas, com problemas financeiros, elenco limitado e risco real de queda.
- Por isso vários nomes começaram a circular no Beira-Rio. Carpini, Lisca, Dunga e o próprio Coudet foram mencionados em conversas internas. Isso não significa que o Inter tenha negociado com todos. São nomes falados, debatidos, colocados na mesa como possibilidades. Coudet foi um caso diferente porque realmente houve contato do presidente. Mesmo sem unanimidade entre os vice-presidentes sobre uma volta do argentino, Barcellos fez a ligação, consultou e já recebeu a negativa. Então esse nome, pelo menos neste momento, pode ser riscado.
- E tem um detalhe importante nessa história toda. Até algumas horas atrás, Fabinho Soldado tinha ido para a entrevista coletiva defender a permanência de Pezzolano, falando em convicção, dizendo que o treinador ainda acreditava no trabalho e que o fato novo precisava ser ganhar. Agora aparece a informação de que o presidente já estava buscando uma alternativa. Isso mostra como a situação é frágil. Publicamente existe manutenção. Internamente, existe procura por outro treinador.
- Hoje, portanto, o cenário é muito simples: Pezzolano segue no cargo porque o Inter ainda não conseguiu fechar com um substituto. A tendência é que, a partir do momento em que aparecer um nome considerado viável, a troca aconteça. Talvez Pezzolano nem faça o próximo jogo. Talvez ainda faça porque o clube não conseguiu encontrar ninguém. Mas parece cada vez mais difícil imaginar que ele chegue até o fim do Campeonato Brasileiro.
- E se tentaram Eduardo Coudet, isso praticamente entrega o tamanho da mudança interna. O Pezzolano ainda está trabalhando, ainda é oficialmente o comandante do Inter, mas a direção já foi ao mercado. Agora resta descobrir quem aceita assumir uma equipe que tem apenas 12 partidas para salvar a temporada e evitar o pior cenário possível: um novo rebaixamento.
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