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A explicação que deram para manter Pezzolano no cargo de técnico do Inter

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  • Paulo Pezzolano segue como técnico do Internacional. E essa, por si só, já é uma informação extremamente relevante depois da derrota por 3 a 2 para o Santos. Entre o fim do jogo e o início das entrevistas, passou aproximadamente uma hora, e naturalmente começou aquela movimentação: “Estão reunidos, será que vão demitir o treinador? Será que o presidente vai aparecer e comunicar alguma coisa?”. Ainda teve o fato de Pezzolano nem estar no estádio. Ele estava suspenso, não poderia ficar na beira do campo nem entrar no vestiário, mas poderia ter acompanhado de um camarote ou ter algum tipo de contato à distância. Não estava. Por isso até surgiu a dúvida se o Inter apenas não queria fazer uma demissão por telefone e deixaria a decisão para o dia seguinte. Não é isso. A direção decidiu manter o treinador.
  • Como Pezzolano estava suspenso, quem falou inicialmente foi seu auxiliar. Ele explicou algumas questões de escalação, como as condições físicas de Villagra e Maripán, mas o ponto principal foi outro: o Inter precisa fazer gols. Isso já virou praticamente um diagnóstico repetido dentro do clube. O time até cria algumas oportunidades, mas não transforma em gol e continua perdendo partidas. Só que, depois, quem realmente chamou atenção foi Fabinho Soldado. A entrevista dele ajuda a entender o que hoje pensa a alta cúpula colorada, porque estamos falando de Fabinho, Abel Braga e Alessandro Barcellos, que são as principais figuras no comando do futebol.
  • Fabinho deixou claro que existe convicção na continuidade de Pezzolano, mas a forma como explicou isso chamou atenção. Ele disse que o treinador continua acreditando no trabalho, está motivado e entende que ainda consegue tirar mais deste grupo. E aí quase parece que a ordem foi invertida. Porque não é exatamente Pezzolano que deveria decidir se ainda consegue tirar mais dos jogadores. A pergunta principal deveria ser da direção: “Nós acreditamos que este treinador ainda é capaz de tirar mais desse elenco?”. Só que as respostas de Fabinho foram muito na linha do seguinte: enquanto Pezzolano estiver entusiasmado, enquanto acreditar que pode melhorar a equipe e enquanto estiver alinhado com o clube, ele permanece.
  • Em determinado momento, perguntaram justamente o que dá essa convicção para a direção. Afinal, o Inter teve a parada da Copa do Mundo, teve tempo para trabalhar e continua numa sequência péssima. A resposta foi baseada na ideia de que o time já mostrou coisas boas em outros momentos e que simplesmente trocar não é garantia de melhora. Fabinho falou muito em convicção. Para ele, futebol se melhora com convicção no trabalho, não necessariamente fazendo uma mudança toda vez que aparece uma sequência ruim. A leitura interna é que esse mesmo treinador e esse mesmo grupo já fizeram partidas melhores e, portanto, podem voltar a fazer.
  • Outro argumento utilizado foi o segundo tempo contra o Santos. O Inter estava perdendo por 3 a 0, tinha um jogador a menos e conseguiu buscar dois gols, terminando a partida em 3 a 2 e ainda criando uma pressão no final. Para Fabinho, isso mostra que não existe falta de entrega, não existe falta de empenho e os jogadores não baixaram a guarda. É verdade. Mas também precisa entrar na análise que o Inter só começou a jogar quando já estava 3 a 0. A mesma coisa tinha acontecido contra o Grêmio. Então usar essa reação como prova de que tudo está funcionando também parece pouco. Entrega existe. O problema é que a entrega está aparecendo tarde demais e o resultado continua não vindo.
  • E aí vem aquela velha história do “fato novo”. Fabinho foi perguntado se o Inter não precisava justamente disso depois de tantas derrotas. A resposta foi praticamente: o fato novo é ganhar. O Inter precisa vencer a Chapecoense. O fato novo é o treinador conseguir melhorar o time, os jogadores entregarem mais e a equipe voltar a vencer. Não haverá, pelo menos neste momento, uma ruptura no comando técnico para tentar provocar essa mudança.
  • Então é isso. Pezzolano está mantido. Não é uma manutenção provisória de 24 horas apenas porque o treinador não estava no estádio. Existe uma decisão interna de seguir com ele. A direção acredita que trocar agora não necessariamente resolveria alguma coisa e entende que o próprio Pezzolano continua com energia para tentar tirar o Inter dessa situação.
  • Agora, evidentemente, essa convicção precisa aparecer em resultado. Porque o Inter está no Z4, foi eliminado da Copa do Brasil, perdeu para o Santos dentro do Beira-Rio e não tem mais muito tempo para esperar uma evolução. A próxima partida contra a Chapecoense já vira quase uma obrigação. Fabinho Soldado diz que o fato novo precisa ser vencer. Pois então esse fato novo precisa aparecer logo, porque daqui para frente convicção sem vitória começa a ficar cada vez mais difícil de sustentar.
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