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Os destaques positivos e negativos da vitória que consolida a liderança do Inter

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Ricardo Duarte/Inter

  • Galhardo tá numa fase espetacular. Garanto que a melhor da carreira. Primeiro que fez um gol de centroavante. Entrando no meio dos zagueiros. Segundo que pegou uma moranga do D’Alessandro e arredondou ela pro Boschilia marcar. O melhor em campo seguramente. Fora isso, ainda se dedicou tanto, correu tanto, que estava morto na reta final.
  • Preciso fazer um destaque pro Moisés. O jogo começa a ser decidido por ele. Logo aos cinco minutos, faz um cruzamento na medida no primeiro gol. Foi bem na marcação e ajudou neste lance. Hoje, foi o que se espera dele.
  • Zé Gabriel é um negócio espetacular. A leitura de jogo dele é muito boa. Antecipa movimentos, fecha espaços, tem qualidade pra sair jogando. Que baita zagueiro o Coudet descobriu pro Inter. E esse mérito é do cara. O treinador foi quem o viu que ele seria um zagueiro, apostou e tá dando certo.
  • Gostei do Saravia, Boschilia e do Patrick também. Nada absurdo, mas foram bem.
  • A construção do segundo gol é uma pintura. Começa com Lomba pegando um cruzamento, passa por Lindoso, Zé Gabriel, D’Ale, Galhardo e Boschilia. Gol construído, de time que sabe o que faz com a bola.
  • O Inter é líder. Não há como contestar que esse é um ótimo começo de Brasileirão. Os números falam por si. Óbvio que é cedo, mas se tu ganha fora de casa cheio de desfalques, mesmo sem ter um centroavante, merece ser reconhecido. Mais um crédito que precisa entrar na conta do Coudet.

Moisés fez uma das suas melhores, se não a melhor, partida com a camisa do Inter – Ricardo Duarte/Inter

  • Não gostei do D’Alessandro. Entendi a proposta do Coudet de colocá-lo como titular, mas não sei se ela foi eficiente. Afinal, os principais lançamentos dele foram muito fortes. Teve um pro Patrick, uma tentativa afogada pro Boschilia e, principalmente, o lance do gol que ele errou. D’Ale meteu uma bola toda errada pro Galhardo. Foi o Galhardo quem conseguiu corrigir o lance e dar a assistência. Não gostei.
  • Também não faria a mudança do Coudet. Ele tirou o D’Ale e meteu o Musto. De novo Musto e Lindoso no meio. Tudo bem, o Inter estava perdendo o meio, mas dava pra colocar o Praxedes e ir pro jogo, né? Até um Marcos Guilherme e ir pro terceiro.
  • Aliás, o Marcos Guilherme, que eu gosto, penso ser bom jogador, entrou e conseguiu perder um gol sem goleiro. Fica aqui o registro.
  • E já que precisamos registrar, o lance do segundo gol anulado (e bem) do Botafogo tem uma grande falha. Os jogadores pararam pedindo falta e depois um fair play do Babi, do Botafogo. Não, parceiro. Mesmo que tenha um cara teu caído, segue o lance, segue na marcação. Não dá esse mole.

Zé Gabriel fez outra grande atuação. Saiu por câimbras pra entrada do Moledo – Ricardo Duarte/Inter

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