Inter
O relato mais preocupante de quem viu o banco de reservas do Internacional
- A derrota para o Athletico-PR trouxe um ingrediente ainda mais preocupante para a situação do Internacional. O Colorado treinou durante um longo período, teve tempo para trabalhar e, mesmo assim, não apresentou evolução suficiente. Pelo contrário: segue cometendo erros individuais graves, perdeu mais uma partida e dá cada vez mais sinais de que vai lutar contra o rebaixamento até a última rodada do Campeonato Brasileiro.
- O Inter teve falhas importantes de jogadores como Villagra, Maripán, Juninho e Félix Torres. No caso do zagueiro equatoriano, a situação chamou ainda mais atenção. Depois de cometer o erro que originou o segundo gol do Athletico, Félix Torres foi substituído e demonstrou muita irritação. Ele não cumprimentou o auxiliar técnico, chegou ao banco de reservas jogando a caneleira no chão e aparentemente não entendeu a decisão da comissão técnica.
- É claro que o jogador estava de cabeça quente. Mas o episódio também mostra uma dificuldade do elenco em compreender o momento vivido pelo clube. O zagueiro cometeu uma falha grave, o treinador tentou fazer uma mudança para tentar corrigir a situação e, em vez de assumir a responsabilidade pelo erro, o jogador demonstrou irritação com a substituição.
- O problema, porém, vai muito além de uma reação individual. O repórter André Hernan, durante a transmissão da Amazon Prime, chamou atenção para o semblante dos jogadores e dos profissionais que estavam no banco de reservas do Internacional. Segundo ele, era a expressão de um time entregue, de pessoas que estavam tentando, mas não conseguiam reagir.
- Essa percepção é extremamente preocupante. Não se trata apenas de uma análise da imprensa ou de uma reclamação da torcida. Um repórter experiente, observando o banco de reservas, identificou uma equipe com aparência de derrota, sem conseguir encontrar forças para reagir ao que estava acontecendo em campo.
- E isso conversa diretamente com a sensação que muitos torcedores colorados vêm tendo há algum tempo. O Beira-Rio já não parece mais ser o mesmo ambiente de antes. A sensação de que jogar contra o Internacional em Porto Alegre era extremamente difícil diminuiu. O torcedor vem se afastando, se distanciando da equipe e também da direção do clube.
- A falta de identificação com o time é evidente. O torcedor olha para o campo e não vê uma equipe capaz de representar a camisa do Internacional. Agora, essa sensação de desânimo também parece estar aparecendo dentro do próprio ambiente do clube.
- A situação é ainda mais grave porque a campanha atual pode ser pior do que a do ano passado. Em 2025, o Internacional conseguiu escapar do rebaixamento apenas na última rodada e sequer atingiu os 45 pontos, número que normalmente é considerado uma margem mais segura para evitar a queda. Neste momento, o time novamente se coloca em uma situação extremamente perigosa.
- E aí surgem as perguntas: onde está o presidente? Onde está a direção? Onde está Abel Braga? Quem vai assumir a responsabilidade por essa situação? Paulo Pezzolano, especificamente nesta partida, é uma figura difícil de cobrar da mesma maneira, já que estava no Uruguai por causa do falecimento da mãe. É um drama pessoal que precisa ser respeitado.
- Mas o Internacional como instituição precisa reagir. O treinador teve um longo período de preparação e o time não apresentou a evolução esperada. O elenco tem limitações técnicas, com jogadores que cometem erros individuais básicos, mas também existe uma responsabilidade da direção, que montou esse grupo e precisa encontrar soluções.
- O que mais preocupa, neste momento, é a sensação de que o Internacional está sem reação. O time perde, comete erros, não consegue aproveitar suas oportunidades e, em determinados momentos, parece aceitar o destino. A expressão de derrota observada no banco de reservas é um alerta gigantesco.
- O Colorado está trabalhando para não cair e, neste momento, dá sinais de que pode acabar sendo rebaixado. A campanha, o futebol apresentado e o ambiente interno apontam para uma situação ainda mais complexa do que a vivida no ano passado. O Internacional precisa encontrar respostas rapidamente, porque a cada rodada a margem de erro fica menor.
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