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Caiu! Luís Castro não é mais o técnico do Grêmio!

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  • Caiu. Luís Castro não é mais técnico do Grêmio. Agora não é informação de bastidor, projeção ou possibilidade: o próprio clube confirmou oficialmente a saída do treinador e de sua comissão técnica. E o Grêmio também já comunicou quem fica no comando neste primeiro momento. Felipão, que exerce a função de coordenador técnico, será o treinador interino diante do Botafogo, na próxima quarta-feira, no Rio de Janeiro. Enquanto isso, a direção começa a procurar no mercado quem será o novo comandante gremista.
  • A demissão acontece poucas horas depois de Luís Castro inclusive ter comandado o treinamento deste domingo. Só que o cerco já tinha se fechado. Depois da derrota para o Vasco dentro da Arena, o departamento de futebol chegou ao limite. Pelaipe, Rafael Lima e as pessoas que vivem diretamente o vestiário entendiam que não dava mais para seguir daquela maneira. Faltava principalmente convencer o presidente Odorico Roman e resolver um problema importante: o Grêmio não tinha um substituto óbvio disponível. Uma reunião neste domingo acabou fechando essa última ponta e o presidente também foi convencido de que o trabalho não avançaria mais.
  • E essa é uma mudança enorme em relação ao que nós falávamos até poucos dias atrás. Durante meses, Luís Castro esteve completamente bancado. Mesmo quando o Grêmio perdia, jogava mal e era vaiado na Arena, a resposta interna era de que ele fazia um grande trabalho nos processos, que estava mudando o clube e que precisava de tempo. Teve dirigente falando até em “milagre”. Só que o campo foi pesando. O Grêmio ganhou o Gauchão, mas não fez um grande campeonato. Caiu cedo na Sul-Americana. Chegou à semifinal da Copa do Brasil, inclusive com aquela atuação histórica contra o Inter, mas também sofreu em várias partidas. E no Campeonato Brasileiro está com pontuação e desempenho de time que precisa olhar seriamente para a zona do rebaixamento.
  • A derrota para o Vasco foi o ponto em que tudo virou. O time voltou a apresentar os mesmos problemas de sempre: pouca construção coletiva, lentidão, erros defensivos e dependência de atuações individuais para sobreviver. A direção chegou naquele discurso que nós já tínhamos trazido: “Nós não somos burros e nem teimosos. Tudo tem limite”. Pois o limite chegou. E mesmo sem ter um nome pronto para assumir, o Grêmio decidiu que era melhor interromper o trabalho agora e pensar com mais calma no próximo passo.
  • Alguns nomes obviamente aparecem. Renato Portaluppi sempre surge quando o Grêmio troca de treinador. Roger Machado também é muito bem avaliado por algumas pessoas dentro do clube. Só que existem complicações. Até onde se sabe, Renato e Pelaipe dificilmente trabalhariam juntos. No caso de Roger, apareceu ainda toda aquela discussão depois do áudio vazado de Celso Rigo, que é uma figura influente nesta direção, envolvendo posicionamento político do treinador. Eu acho ridículo que isso entre numa avaliação profissional de futebol, porque Roger deveria ser julgado simplesmente por ser ou não um bom técnico para o Grêmio. Mas, gostando ou não, é um fator que aparece no ambiente.
  • A direção também não quer necessariamente cair de novo no ciclo de sempre: Felipão, Renato, Roger, Felipão, Renato, Roger. Existe a possibilidade de procurar algo fora desse eixo e até contratar novamente um estrangeiro. Como não existe hoje aquele nome que todo mundo olha e diz “é esse”, Felipão assume contra o Botafogo e o clube ganha alguns dias para decidir. Se conseguir acertar rapidamente, o novo treinador pode até chegar antes do Palmeiras, no próximo domingo, às 11h, na Arena. Caso contrário, esses dois jogos podem ser conduzidos de forma provisória e depois vem uma Data Fifa com aproximadamente 16 dias livres para o novo profissional trabalhar.
  • Esse calendário também pesou. O Grêmio está numa situação delicada no Brasileirão, mas continua vivo numa semifinal de Copa do Brasil. São dois jogos contra o Atlético-MG para chegar à decisão e, depois, uma final que pode salvar completamente uma temporada cheia de problemas. Então o próximo treinador não terá muito tempo para experiências. Vai assumir precisando afastar o time do risco de rebaixamento e, ao mesmo tempo, tentar colocar o Grêmio numa final de Copa do Brasil. É uma responsabilidade enorme, mas também uma oportunidade enorme.
  • Existe ainda uma conta pesada deixada pela saída de Luís Castro. O treinador tinha contrato até o final de 2027 e, conforme os valores trabalhados nos bastidores, seu pacote com a comissão gira na casa dos R$ 2 milhões mensais. O Grêmio terá de administrar esse compromisso mesmo depois da demissão. Se trouxer agora um treinador que custe R$ 1 milhão por mês, por exemplo, o gasto combinado pode chegar aos R$ 3 milhões mensais com duas comissões. Se o novo profissional vier por R$ 1,5 milhão, a conta cresce ainda mais. Foi um contrato caro e a decisão de interrompê-lo também será cara.
  • Só que, neste momento, a direção decidiu que continuar insistindo poderia custar ainda mais dentro de campo. Luís Castro chegou a estar absolutamente garantido, depois passou a ser questionado e agora está oficialmente fora. Felipão pega o time de forma interina contra o Botafogo e, a partir deste domingo, começa uma nova corrida no Grêmio: encontrar um treinador que consiga dar resposta imediata num time que está preocupado com o Z4 e, ao mesmo tempo, a poucos jogos de disputar um título nacional.
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