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Inter controla o jogo, mostra repertório, goleia por 4 x 1 e tá na final do Gauchão

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Ricardo Duarte/Inter

  • A vitória, com goleada, confirmou a fala do Ramírez que prometeu que aqui no Beira-Rio a coisa seria diferente. De fato, com gramado bom, o time teve repertório e controlou a partida o praticamente todo o tempo. O primeiro tempo parecia meio sem emoção, mas a real é que o Inter controlava as ações. Não teve nada demais. Só que, quando precisou, a definição foi colorada. Então, deu certo tudo o que o Espanhol pensou. A classificação veio, com repertório de jogadas diferentes e controle de jogo.
  • O primeiro gol acontece de uma maneira muito esquisita. Mérito do Inter, claro, mas o Juventude conseguiu levar contra-ataque de um escanteio a seu favor. Grande mérito do Yuri Alberto que, não só fez o gol, ele conseguiu roubar a bola do cara do Ju, ligar pro Galhardo, que puxou o contra-ataque e só rolou pro Yuri completar. Os caras deram mole, mas o Inter fez a sua parte. Interessante ver a velocidade do Galhardo como uma espécie de atacante de lado.
  • O 2 x 0 acontece em uma bobeira parecida deles. Edenilson intercepta um recuo de bola, invade a área e o Maurício aparece no segundo poste pra fazer o dele. Maurício que não estava jogando bem o primeiro tempo, mas fez o dele no gol.
  • O segundo tempo começa com o Juventude metendo pressão. Quase fez um que o Dourado salvou de carrinho, depois teve casquinha no escanteio e chute de fora com defesa do Lomba. Foram quase 15 minutos de pressão.
  • O 3 x 0 acontece através de uma virtude que o time mostrou: o contra-ataque. Edenilson lançou Galhardo e o Carné derruba claramente o Yuri. Não há discussão que foi pênalti. E a cobrança do Edenilson mais uma vez foi magistral. Só destaco que esse gol aconteceu pelo repertório que o time mostrou. Um time que fala tanto em propor jogo, foi eficaz justamente em contra-atacar. Ter repertório é a melhor notícia.
  • Cuesta errou feio no pênalti do Ju. Ele erra um carrinho e comete o pênalti. Só que o principal é que era uma jogada onde o atacante estava no lado, não estava cara a cara com o goleiro. Não tinha motivo para fazer aquilo. Zagueiro sempre está exposto a fazer pênalti, mas não tinha o porquê se arriscar daquele jeito. Resultado? Gol do Ju num pênalti feito sem necessidade pelo Cuesta.
  • E antes de você criticar o Lomba por não defender pênalti (porque sim, tem quem o critique por isso), lembre-se que o Lomba defendeu duas cara a cara com os atacantes. Uma abafando e deixando a bola explodir no seu peito e outra aos 40 do segundo tempo, buscando um chute do centroavante. Duas grandes defesas.
  • Só que o Rodinei acabou com partida. Fez o 4 x 1. Aliás, que fase anda o Rodinei. Vai ser uma perda bem importante quando ele voltar pro Flamengo. Percebam que o gol começa com um passe longo, rasteiro, do Zé Gabriel, o Nonato dá um biquinho e o Caio Vidal chuta cruzado pro Edenilson pegar o rebote. Vários caras tem méritos, mas quero elogiar o Rodinei. Fase espetacular. Talvez até a melhor da carreira dele.

Rodinei mais uma vez decisivo, entrando na área e finalizando – Ricardo Duarte/Inter

  • Insisto o que disse no jogo passado, acho bem interessante essa entrada do Nonato como um meia de centro distribuindo bolas pra um lado ou pra outro.
  • Caio Vidal claramente perdeu moral no começo de temporada. Mas é a segunda partida que ele entra e participa de gol. Desta vez chutando pro rebote do Rodinei. Vai ganhando pontos.
  • Palacios saiu lesionado. Levou uma pancada no joelho. Vamos torcer pra não ser grave. Só que ele saiu chorando. Ainda não sabemos se de dor ou até pela pressão. As coisas não estão acontecendo pra ele. Seja no lado pessoal, por estar longe da família, e até em campo. Afinal, ele foi expulso recentemente e agora tinha chance de voltar e se lesiona. Seguramente tá sentindo a pressão.
  • Miguel fez certo com Marcos Guilherme. Todo mundo ficou comovido com a situação dele. E é justo. Só que isso não pode impactar o time. É um fato que vale muito a pena tentar recuperá-lo, mas tem que fazer isso com o jogo praticamente garantido. Foi isso que o treinador fez, colocou o Marcos Guilherme com 3 x 1 no placar.

Edenilson deu assistência pro gol do Maurício e marcou de pênalti – Ricardo Duarte/Inter

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