Inter
É isso que o Pezzolano precisa colocar na cabeça neste time do Inter
- Quem diria? Há poucas semanas o Inter parecia completamente perdido. Depois da parada, voltou acumulando críticas, derrotas e um Pezzolano que insistia em mudar o time a cada rodada. Agora, bastaram dois jogos contra Flamengo e Corinthians para mudar completamente a percepção. Não porque o Inter virou um grande time, mas porque finalmente encontrou um jeito de competir.
- A grande conclusão dessa vitória é que o Pezzolano parece ter entendido, enfim, quais são os limites do elenco. O Inter não tem jogadores para controlar posse de bola, pressionar alto e dominar adversários durante 90 minutos. Quando tentou fazer isso, sofreu. Quando recuou as linhas e passou a jogar de forma reativa, voltou a ser competitivo. Contra o Flamengo deu resultado. Contra o Corinthians, novamente.
- O mérito do treinador está justamente em aceitar essa realidade. Pode não ser o futebol que ele gosta de praticar, mas é o futebol que esse grupo consegue executar. O Inter joga muito mais confortável protegido, com cinco homens na defesa, um volante fixo à frente da zaga e explorando velocidade nos contra-ataques. Enquanto insistiu em outra ideia, viu o time colecionar atuações ruins. Quando mudou, as peças começaram a render.
- E isso explica também a recuperação individual de alguns jogadores. Maripán começou a fazer boas partidas porque deixou de defender em campo aberto. Villagra voltou a ser dominante protegendo a entrada da área. Até Mateus Cunha apareceu quando precisou decidir. Não é coincidência. O sistema passou a favorecer características que antes eram expostas.
- O alerta fica justamente para o futuro. O Pezzolano já mostrou duas vezes nesta temporada que, quando o time começa a responder, surge a tentação de adiantar as linhas e tentar transformar o Inter em uma equipe mais ofensiva. Foi exatamente aí que tudo desandou anteriormente. Se existe uma lição desses últimos jogos, é que ela não pode ser esquecida na próxima rodada.
- O 2 a 0 sobre o Corinthians não significa classificação encaminhada apenas pelo placar. Significa que o Inter encontrou uma identidade. Pode até fazer ajustes pontuais, mudar uma peça ou outra, mas a essência precisa permanecer. Primeiro defender bem. Depois atacar. Hoje, esse é o caminho que faz o elenco render.
- Ninguém está dizendo que o Inter virou candidato a títulos. Ainda existem limitações evidentes e um elenco longe do ideal. Mas, dentro da realidade atual, o Pezzolano parece finalmente ter encontrado uma fórmula capaz de fazer o time competir. Depois de tantas tentativas frustradas, talvez o maior acerto seja justamente parar de inventar e insistir naquilo que claramente está funcionando.
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