Entre pro time

Grêmio

D’Alessandro responde sobre as provocações do Renato Portaluppi

Publicado

em

João Gabriel Silva

D’Alessandro falou na sua coletiva que alguns times tinham muitas competições para conquistar títulos, mas acabaram disputando as mesmas coisas que o Inter.

É claro que isso é um recado pro lado azul do Rio Grande do Sul. Por isso, o repórter Douglas Demoliner, da Rádio Gaúcha, perguntou se as cornetas do Renato incomodam o camisa 10 do Inter.

Aqui a longa explicação dele:


  • “Eu já tive várias idas e voltas com o Renato, e boas, né? De corneta sadia. Lá atrás, quando o pessoal entendia. Hoje, o pessoal não entende, né? Eu sei que ele faz o trabalho dele. É um cara que, se tem uma coisa que faz bem é motivar o time deles. Ele faz bem. Posso até não concordar com muita coisa que ele fala, como ele não deve concordar com algumas coisas que eu falo, digo ou algum comportamento. Isso faz parte do dia a dia, do nosso futebol. Eu acho que não me incomoda, temos que ver o seguinte: quando a gente fala do outro time, tá falando do treinador, da história do outro clube. E ninguém tá isento de nada.”
  • “Futebol, cara, no decorrer das nossas vidas, não só no futebol, se não fora, é feito de fases. Fases boas e fases ruins. Em algum momento vai cair a fase ruim. Em algum momento tu vai pagar alguma coisa. Não é sempre que tu vai ganhar. E nós temos que entender isso. Pelo menos fazer a nossa avaliação e entender isso. Eu passei uma fase muito vitoriosa aqui no clube e há alguns anos a gente não ganha um título de expressão. E por isso eu vou atacar os outros? Não. Eu tenho que tentar melhor eu. Tenho que ver o que estou fazendo mal, o que nós estamos fazendo mal, o que está faltando pra nós chegar a outra final de Libertadores, o que tá faltando para nós conquistar esse título nacional de vez, seja Copa do Brasil ou Brasileiro. Isso é do dia a dia, cara.”
  • “Eu entendo ele. Mas por algum lado eu acho que nós precisamos respeitar o outro, né? Quando eu falo da tática ou do jeito que joga o outro time eu falo do treinador. E nós colegas temos que nos respeitar.”
  • “Pelo menos eu aprendi uma coisa nos últimos anos, cara, que quando a gente espera que o outro faça ou diga o que eu faria ou o que eu iria falar. Isso é um erro nosso. É um erro meu esperar que o outro faça o que eu faria. Ou que outro fale o que eu falaria naquele momento. Erro nosso. Cada um é como é. A índole, o caráter, personalidade. Eu tenho a minha. Alguns podem gostar, outros não, mas eu tento respeitar todo mundo. Isso que vai nos levar e é o legado que eu quero deixar, né? Por mais que eu seja chato dentro do campo faça as coisas que eu faço, ninguém pode falar que eu desrespeito não só dentro se não fora.”

 

Facebook Comments

Publicidade
Publicidade
Publicidade

Destaque