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As três coisas que podem acontecer com Yuri Alberto no Inter

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Ivan Storti/Santos

E mudou tudo. Pelo menos até o momento. O Santos esperou até os 49 minutos do segundo tempo e, na última hora, quase que literalmente, cobriu a proposta pelo Yuri Alberto.

Basicamente é o seguinte: o Santos protocolou na Federação Paulista de Futebol um documento dizendo que vai pagar a mesma coisa que o Inter estava pagando para o jogador e aguarda ele para assinar os contratos de renovação.

Isso pode acontecer por conta da Lei Pelé. Hoje, a legislação brasileira garante que, quando um jogador está fazendo sua primeira renovação no time profissional, o clube formador tem a preferência.


Bom, dito isso, agora alguns cenários precisam ser colocados:

  1. O Santos tem até o dia 15 de agosto para depositar os R$ 10 milhões que estão na proposta. Se não fizer isso, o jogador fica automaticamente livre e pode vir pro Inter. Essa, aliás, é uma grande tendencia, que o Santos tenha feito só uma estratégia pra atrapalhar a vida do Inter e do jogador. Afinal, eles não tem esse dinheiro. E, mesmo que possam tentar um investir, o clima lá não tá dos melhores pra ter algum empresário querendo confiar no presidente do time paulista.
  2. A outra situação seria o Santos depositar os R$ 10 milhões e aí o Yuri é obrigado a assinar. Só que os caras já sabem que o jogador não quer atuar lá. Será que pagariam isso tudo pra um atleta que não tá mais focado lá? Mesmo que possam pensar em um investimento, existe o risco de tu meter toda essa grana, pagar um salário de R$ 200 mil todo mês e ver teu jogador não render porque tá chateado. Não há como negar que essa é uma estratégia arriscada e, por isso, não acredito que vá acontecer.
  3. Uma terceira opção seria o meio termo. O Santos exerceu sua preferência no papel e agora chama o Internacional para negociar algo pra si. Exemplo, o Santos deve quatro parcelas de 80 mil euros (R$ 490 mil) cada pela compra do Sasha. Isso dá quase R$ 2 milhões. Seria uma barganha do tipo: perdoa a dívida e eu libero o jogador sem complicar. Ou dá até para eles pedires um jogador emprestado. Enfim, negociar uma contra-partida. Isso pode acontecer.

E estas são as três opções mais possíveis. Sim, até existe um dispositivo na Lei Pelé em que o jogador pode escolher vir jogar no Inter por vontade própria, mesmo com o Santos exercendo seu direito e pagando os R$ 10 milhões adiantados.

Só que aí, a lei obriga o Inter a pagar uma indenização para o Santos de 200 vezes o salário do contrato dele. Como o contrato é de R$ 200 mil mensais, estamos falando de R$ 40 milhões de indenização pro Santos. É óbvio que a direção colorada não irá bancar isso. Por isso, eu nem trabalho com este cenário.

Insisto, as saídas possíveis no momento são as três que citei ali em cima.

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