Inter
As razões que aparecem para erros de um titular e a pergunta sem resposta no Beira-Rio
- O Inter classificou na Copa do Brasil, mas o pós-jogo acabou deixando algumas situações bem claras internamente. E uma delas envolve diretamente Sergio Rochet. Porque se antes já existia desconforto com algumas atuações do goleiro, agora os bastidores mostram que o debate aumentou bastante.
- O próprio Pezzolano praticamente admitiu isso na entrevista coletiva. Quando ele fala que o Rochet precisa ter personalidade para reverter o momento, ele basicamente reconhece que existe um problema. Técnico normalmente protege jogador. E ele até protegeu. Mas também deixou escapar que a situação virou pauta interna.
- E aí começam a aparecer algumas explicações.
- Uma delas é física. Segundo informação trazida pelo Bruno Flores, o Rochet voltou antes da hora. Fez apenas dois treinamentos antes de retornar como titular do Inter. Ou seja, internamente existe entendimento de que ele ainda não estava 100% pronto fisicamente.
- E isso pesa especialmente no caso do Rochet.
- Porque ele nunca foi aquele goleiro extremamente técnico no estilo europeu. O forte dele sempre foi explosão, intensidade, impulsão, reação rápida, imposição física. É muito da escola uruguaia de goleiros. O Rochet cresce muito justamente nessa capacidade de atacar a bola, explodir nos lances e impor presença.
- Só que quando a parte física cai um pouco, o impacto aparece rápido.
- E antes que alguém diga que isso é passar pano, não necessariamente. Porque a própria informação de bastidor mostra que já existem pessoas dentro do Inter defendendo a volta do Anthoni ao time titular. A ideia seria simples: enquanto o Rochet não estiver plenamente recuperado, talvez faça mais sentido dar sequência para outro goleiro.
- Além disso, apareceu outra explicação curiosa envolvendo o gramado do Beira-Rio. A troca recente da grama estaria deixando o campo mais lento e até imprevisível em alguns momentos. E isso estaria afetando principalmente a leitura do goleiro nos lances.
- Só que aí entra um ponto importante: isso pode explicar dificuldade, mas não explica tudo.
- Porque alguns erros do Rochet começam a parecer mais técnicos e posicionais. E isso foi algo que pessoas da área começaram a levantar. Um preparador de goleiros ouvido nos bastidores explicou que o problema em alguns lances recentes não foi apenas reação ou explosão. Foi posicionamento.
- No gol sofrido contra o Coritiba, por exemplo, a leitura é que Rochet saiu sem fechar corretamente o ângulo. Não conseguiu ter percepção ideal da posição do gol no momento da jogada. E para preparador de goleiros isso faz muita diferença.
- Então vai se formando um cenário meio claro: o Rochet talvez tenha voltado antes da hora, ainda sem estar totalmente pronto fisicamente, e isso começa a impactar justamente características que sempre fizeram dele um goleiro de alto nível.
- E aí vale lembrar uma coisa importante. O Inter passou por situação parecida no ano passado. Quando o Anthoni oscilou, o Rochet também não estava totalmente recuperado, mas foi para o sacrifício. Jogou no limite físico porque o clube precisava de liderança, experiência e alguém forte mentalmente naquele momento do vestiário.
- Ou seja, internamente existe também reconhecimento de que ele ajudou bastante em períodos difíceis. Só que futebol é presente. E hoje o momento dele virou debate.
- Enquanto isso, outro assunto que movimentou os bastidores foi a visita do presidente da CBF, Samir Xaud, ao Beira-Rio. E aí aconteceu uma situação até meio confusa envolvendo o título brasileiro de 2005.
- Durante a coletiva, Samir falou que a questão estava na Justiça e que a CBF apenas seguiria o que fosse decidido judicialmente. O problema é que isso gerou correria imediata entre os repórteres setoristas. Porque o Inter, na prática, não entrou na Justiça ainda.
- E aí começou o desconforto nos bastidores.
- A situação precisou ser reorganizada ali mesmo porque a fala do presidente da CBF deu a entender que já existia uma ação formal acontecendo. Só que não existe.
- O que aconteceu, na verdade, foi uma reunião lá em outubro de 2025 entre Alessandro Barcellos, José Olavo Bisol e Samir Xaud. Na conversa, o Inter apresentou novamente a pauta do reconhecimento do título de 2005.
- E aí o próprio Samir teria dito algo importante: “se o Inter quiser isso, vai precisar entrar na Justiça”.
- O detalhe curioso é justamente esse. Passaram praticamente sete meses desde essa conversa. O clube sabe que o caminho apontado pela própria CBF seria judicial. Só que até agora nenhuma ação foi aberta.
- E sinceramente? Essa talvez seja a grande pergunta da história toda.
- Porque não existe grande novidade no caso de 2005. As denúncias, depoimentos e toda discussão envolvendo arbitragem já são conhecidas há muito tempo. O que reacendeu o debate recentemente foi o documentário lançado sobre o tema e toda a repercussão pública que voltou junto.
- O discurso do Inter também segue o mesmo: o clube não quer tirar o título do Corinthians, mas sim reconhecer dois campeões naquele campeonato.
- Só que sem ação judicial, concretamente, nada muda.
- E por isso a principal dúvida hoje nos bastidores colorados talvez nem seja mais “o Inter tem razão ou não?”. A dúvida virou outra: se o clube entende que existe caminho jurídico, por que ainda não entrou oficialmente na Justiça?
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