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A grande divergência que existe entre Inter e Sonda e que complica a vinda do novo centroavante

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  • O Internacional ganhou mais um problema fora das quatro linhas justamente no momento em que tenta viabilizar sua principal contratação da temporada. O bloqueio judicial de R$ 11,5 milhões nas contas do clube, resultado de uma disputa antiga com o empresário Delcir Sonda, aumenta a pressão financeira e pode comprometer diretamente a negociação por Alex Arce, centroavante do Independiente Rivadavia e prioridade absoluta da direção colorada.
  • A situação vai muito além do valor bloqueado. O Inter convive há anos com uma dívida que hoje gira em torno de R$ 60 milhões envolvendo empréstimos feitos por Delcir Sonda ao clube, incluindo operações históricas como a negociação de Andrés D’Alessandro. Durante muito tempo, a relação entre o empresário e o Colorado permitia conversas diretas para encontrar soluções. Hoje, esse cenário mudou completamente.
  • Com Delcir Sonda afastado das negociações em razão de problemas de saúde, a condução dos negócios passou para familiares, advogados e até empresas que adquiriram parte dos créditos da dívida. O ambiente deixou de ser uma negociação entre parceiros históricos e passou a ser essencialmente jurídico. Isso dificulta qualquer tentativa de acordo.
  • A direção colorada entende que o valor cobrado está inflado pelos juros acumulados ao longo dos anos. Internamente, a avaliação é de que seria possível chegar a um entendimento pagando algo próximo de R$ 30 milhões, praticamente metade do valor atualmente exigido. O problema é que, do outro lado, quem administra a cobrança não demonstra disposição para abrir mão da diferença.
  • Enquanto a discussão se arrasta na Justiça, o primeiro efeito prático já apareceu. A Justiça determinou o bloqueio de R$ 11,5 milhões das contas do clube, entendendo que esse montante é incontroverso dentro do processo. Na prática, qualquer valor que entre nas contas do Internacional pode ficar sujeito às restrições judiciais, justamente quando o clube precisa de liquidez para investir no mercado.
  • E é aí que a contratação de Alex Arce passa a correr risco.
  • O Inter já enfrentava dificuldades para fechar o negócio antes mesmo do bloqueio. O Independiente Rivadavia pede cerca de US$ 3,5 milhões pelo atacante, artilheiro da Libertadores, enquanto a direção buscava montar uma engenharia financeira para chegar ao valor exigido.
  • O plano era relativamente claro. A venda de Brian Aguirre renderia aproximadamente US$ 1,7 milhão, valor que serviria como base para completar o investimento necessário na contratação do centroavante. Com outros recursos do fluxo de caixa, o clube imaginava conseguir fechar a operação.
  • Só que nada saiu como o esperado.
  • A negociação envolvendo Brian Aguirre travou após divergências nos exames médicos realizados pelo Rosario Central, eliminando uma importante fonte de receita. Agora, com parte das contas bloqueadas pela disputa judicial com Delcir Sonda, a margem financeira ficou ainda menor.
  • Além disso, o tempo também joga contra o Internacional. O Independiente Rivadavia segue disputando a Libertadores e não demonstra qualquer pressa para negociar seu principal atacante. Quanto mais a janela avança, mais difícil tende a ficar a operação.
  • A sensação é de que todos os fatores caminham na direção oposta ao desejo colorado. Primeiro faltou dinheiro para convencer os argentinos. Depois a venda que ajudaria a financiar a contratação não aconteceu. Agora surge um bloqueio judicial que limita ainda mais a capacidade financeira do clube.
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