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Grêmio

O vencedor do duelo de Roger x Renato, os dois melhores em campo, um cara querendo entregar e um erro pra refletir

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Lucas Uebel/Grêmio
  • Vamos ser sinceros: foi um jogo bem ruim. Difícil de ver. Ninguém conseguiu jogar bem. Os caras se preocuparam mais em não deixar o outro jogar do que fazer alguma coisa construtiva em busca do seu gol.
  • Os números não são tudo, mas indicam e ajudam muito a entender as partidas. E quando a gente vê que tivemos mais de 40 faltas (42 mais precisamente. Foram 23 do Ju e 19 do Grêmio), penso que explica exatamente o que eu tô querendo mostrar. Se pegarmos mais todas as substituições e enrolações em cera de goleiro ou lateral que demora pra cobrar, vamos ver que a bola pouco rolou. Futebolisticamente, foi feia a coisa.
  • Eu sei que isso é secundário, mas sempre faço a seguinte figura: se tiver um torcedor que não é nem gremista, nem colorado, “juventudista” ou “caxiense”, o cara não ia parar pra ver um jogo assim. Foi duro acompanhar. Não tinha atrativo. Só quem estava diretamente interessado (no título ou na secação) é que parou na frente na televisão pra ver.
  • Dito isso, dá pra dizer que o Juventude vem pra cá vivo, sobrevivendo, mas o Grêmio tem total vantagem por jogar na sua Arena precisando de apenas uma vitória para sair campeão. Nada absurdo pro Renato, mas também nada considerado impossível pro Roger.
  • Aliás, Roger pra mim é o técnico do campeonato. Ele segurou Coudet e agora Renato. Graças a ele o Juventude chegou e vai chegar com chance na última partida do campeonato. Não é que o Renato foi mal, é que um tem um time com bem mais peças que o outro. Nisso, todo mundo tem que concordar. E, diante disso, Roger saiu “vencedor” no terceiro jogo contra a dupla Gre-Nal.
  • Entre os pontos ruins, destaco a mudança que colocou o Dodi e Du Queiroz nas vagas de Cristaldo e Pepê. Nenhum dos dois que sairam jogou bem, mas ficou ainda pior sem eles. Claramente não deu certo. E aqui é importante refletir que não tinha coisa muito mais interessante para mudar no banco. O problema está até no elenco. Imagino que, também por isso, a direção tá falando em buscar quatro reforços, sendo um dels um meia. Já que não é o Nathan Pescador a solução, né?
  • Os dois melhores em campo foram Villasanti pelo Grêmio e Caíque pelo lado do Juventude. Só isso já explica muita coisa. Os dois “camisa 5” foram os destaques.
  • Uma boa notícia foi que o goleiro Caíque fez boas defesas novamente. Foi seguro. Não precisou fazer milagre , diga-se. Não teve lance pra isso. Porém, ele tinha deixado todo mundo inseguro na rodada passada. Desta vez, fez o que tinha que fazer. Foi bem.
  • Kannemann também se virou. Mesmo com os colegas errando, salvou quando necessário. Pode olhar,  no erro grosso do Rodrigo Ely, é ele quem atrapalha o Rildo e não deixa fácil pra ele marcar.
  • Rodrigo Ely parece disposto a conseguir entregar um gol daqueles de se inviabilizar com a torcida. Todo o jogo tem uma falha clamorosa dele. Daquelas que, se alguém não salva e acontece o gol, é capaz de acabar com a passagem dele aqui. Poxa, ele tem que se ligar. É jogador que há pouco estava na Europa, gremista de infância que tá realizando o sonho de jogar no time do coração. Não é nem sombra do que eu e, imagino, grande parte da torcida imaginamos quando veio. 
  • Cristaldo voltou a ser apagadaço como estava sendo até pouco tempo atrás. Isso impacta diretamente no desempenho do ataque. Coincidência ou não, o Pavón fez sua pior partida desde que chegou, por exemplo. E quando o camisa 10 não joga bem, é de se pensar.
  • Diego Costa tentou suas movimentações, fazia a dele, abria espaço, se posicionava, mas nada da bola chegar em condições. Não vejo como falar dele. Nenhuma culpa.
  •  Gustavo Nunes foi o que mais tentou jogar. Mas claramente estava sem companhia. E, por justiça, apanhou o jogo inteiro. O Juventude bateu a partida inteira nele. Era só pancada. Nem era falta tática, era pegar forte mesmo. Isso limitou a partida dele.
  • Infelizmente, não tem como pensar no Soteldo como solução no momento. Agora, o baixinho vai ter mais uma semana pra treinar e, quem sabe, melhore, mas tá nítido nestas duas partidas que ele ainda tá bem distânte do cara que começou a temporada. A lesão prejudicou seu físico muito mais do que imaginávamos. 
  • O jogo teve um erro de arbitragem que, infelizmente, não tem muito o que fazer a não ser lamentar e torcer pra mudarem a regra. Afinal, o goleiro do Juventude socou uma bola com ela fora da grande área. Como não é lance pra vermelho, o VAR não pode chamar o árbitro principal. É um erro muito visível e deveria ter sido marcado no campo. De qualquer forma, essa situação relembra algo que eu sempre pensei antes: o VAR tem que entrar em tudo. Óbvio, não dá pra ficar minutos analisando qualquer coisa, mas ali era jogo rápido. No primeiro replay, já poderiam chamar e marcar a falta. Hoje, o protocolo da FIFA não permite, então, nem tem como dizer que foi um erro do VAR. Mas eu torço pra que mudem e que o VAR seja eficiente a ponto de, em lances rápidos, ajudar em laterais trocados ou até inversão de jogadas. Imagina, um lance que é tiro de meta, o juiz dá escanteio e sai o gol no escanteio? Olha o prejuízo. É só o carinha na televisão corrigir de cara.
  • Agora vai ser tudo na Arena. Como disse, o Juventude chegará vivo e o Grêmio com a vantagem pra ser campeão. Na minha visão, é isso!
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