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Inter foi muito melhor no Gre-Nal e a única coisa a lamentar foi não ter goleado o Grêmio no Beira-Rio

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Ricardo Duarte/Inter
  • Se o Inter tem uma coisa a reclamar nesse clássico foi não ter vencido por mais. Na bola, futebolisticamente falando, era pra ter sido uma goleada. Uns 3 x 0 só no primeiro tempo. Depois, se terminasse uns 4 ou 5 não seria nenhum absurdo pelo tamanho de chances criadas. Nos quase 100 minutos de bola rolando, uns 95 minutos, só o Internacional jogou. Todas as grandes chances foram coloradas. 
  • O grande nome da partida foi Alan Patrick. O que jogou esse cidadão não tá escrito. Ficou como um meia, mais na esquerda, entre a linha de zagueiros e volantes do Grêmio e destruiu com tudo. Foi uma das melhores atuações dele por aqui. Todas as melhores chances passavam pelo seu pé. Deu assistência pro gol do Valencia, fez o seu todo estiloso na frente do goleiro. Como é bom ver um camisa 10 como o Alan Patrick jogar.
  • Além dele, os dois pontas também subiram bastante de nível. Mauricio e Wanderson, apagados contra o Flu, foram super bem. Apareciam para tabelar, eram opção de passe a todo momento e, no caso do Wanderson, fez até um baita de um gol, levando pro meio e batendo rasteiro. 
  • E, sim, eu imagino o que você tá pensando, eu também pensei: por que não foi assim contra o Fluminense. E a verdade é que alguns fatos até foram parecidos, mas tivemos duas situações bem diferentes e eu vou explicar.
  • A primeira grande diferença foi o Valencia fazendo pelo menos uma das grandes chances que teve. Só no primeiro tempo, ele teve três chances de finalizar. No segundo tempo, ainda pegou uma todo mal ajeitado. Ou seja, seguiu perdendo muitos gols. A diferença é que, dessa vez, pelo menos uma bola entrou. E foi justamente a que abriu o placar. A analise dele fica dividida pelo gol importante que fez, mas também pelas muitas finalizações erradas que seguem acontecendo.
  • A segunda situação muito parecida com a Libertadores foi a questão física. O Inter começa o primeiro tempo avassalador. É gente correndo pra tudo quanto é lado. Os caras parecem se multiplicar em campo. Marcação alta e pressão o tempo todo. Óbvio que isso é empolgante e causa resultados. Os gremistas nem viam de onde vinham os vermelhos, era gente de todos os lados. O problema é que, mais uma vez, o time morre fisicamente no começo do segundo tempo. E, dessa vez, só faltaram se atirar em campo. O Alan Patrick mal conseguia trotear. O Jhonny abaixou a meia e mal andava. Tá escancarado que é uma estratégia arriscada essa do preparo físico. O ideal seria conseguir equilibrar entre os dois tempos a pressão.

Ricardo Duarte/Inter

  • Mesmo assim, o Grêmio estava tão mal que só marcou gols por conta do Rochet. Olha, um clássico para esquecer do goleiro uruguaio. Ele falhou nos dois gols. No segundo, ainda pode dizer que a barreira abriu, mas no primeiro, é um absurdo. O João Pedro bateu fraco e o cara aceitou. Duas falhas graves do Rochet. Esse é aquele jogo que ele vai agradecer todo mundo no vestiário por terem vencido por ele. 
  • Aránguiz não apareceu muito, mas fez um “trabalho sujo” de correria maluco.
  • O Renê, que comprometeu contra o Fluminense, voltou a ser regular e fez até a roubada de gol do gol do Wanderson.
  • Rômulo entrou mais adiantado e achei interessante a partida dele novamente.
  • Dito isso, foi o melhor jogador que veio do banco. Se a gente prestar atenção, Coudet não tinha boas opções pro ataque. Não entendo por que não concentra o Pedro Henrique, que já tá treinando. E tá nítido que precisa de outro centroavante e até um meia. São pontos a se corrigir pensando na temporada 2024.
  • De toda maneira, quem viu o jogo não teve dúvidas. A única coisa a lamentar foi não ter goleado o Grêmio. O Inter foi muito superior. Mostraram um poder de reação gigantesco. Poder de reação esse que até eu tinha dúvidas. Os caras foram brabos. O Inter foi muito melhor.

Ricardo Duarte/Inter

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