Inter
O grande erro cometido pelos jogadores do Inter
- A derrota foi justa. E talvez isso seja o mais importante para começar qualquer análise desse jogo. O Inter não conseguiu competir da maneira que vinha conseguindo nas últimas rodadas e, diferente de outras partidas, não dá para dizer que merecia algo maior. O Vitória foi melhor e venceu porque entendeu exatamente onde atacar o time colorado.
- O que ficou muito claro é que esse Inter segue sendo um time extremamente dependente do jogo reativo. Quando consegue roubar a bola e acelerar em poucos toques, o time cresce. Foi assim nos jogos recentes. Só que dessa vez isso praticamente não apareceu. O Vitória teve mais posse no primeiro tempo, mas o problema nem foi esse. O problema é que o Inter não conseguiu encaixar nenhuma transição perigosa. Não conseguiu escapar. Não conseguiu acelerar. E sem isso, virou um time comum.
- Na segunda etapa a situação ficou até curiosa. O Inter passou a ter enorme posse de bola, mas parecia exatamente o cenário que o Vitória queria. A equipe baiana recuou, entregou a bola e praticamente desafiou o Inter a criar jogadas. E hoje esse elenco claramente não consegue produzir quando precisa propor o jogo. Existe muita dificuldade de criatividade, aproximação e qualidade técnica para furar linhas mais baixas.
- Por isso a posse alta engana um pouco. O Inter terminou com muitas finalizações, mas sem transformar isso em pressão real. Não foi aquele jogo em que o goleiro adversário vira protagonista. O volume existiu mais no número do que no perigo efetivo criado.
- E aí inevitavelmente entra a ausência do Carbonero. Não apenas pela qualidade técnica, mas pela característica. Hoje ele é um dos poucos jogadores do elenco capazes de acelerar o jogo em velocidade e atacar espaço. O cartão tomado por tirar a camisa acaba pesando muito justamente porque esse elenco não suporta perder peças importantes por detalhes evitáveis. O Inter não tem profundidade suficiente para absorver isso sem cair de rendimento.
- O Borré acabou sendo utilizado numa função mais aberta, tentando reproduzir esse movimento de velocidade. E novamente não conseguiu render. Até existe uma discussão válida sobre ele raramente atuar na função em que parece mais confortável, jogando mais próximo de um centroavante ou atacando de frente. Mas também é verdade que o desempenho individual ficou abaixo outra vez.
- O lance do primeiro gol resume muito do jogo. O Inter estava com linha cheia dentro da área e mesmo assim permitiu que o atacante do Vitória aparecesse livre nas costas. Foi uma desatenção coletiva muito grande. Todo mundo olhando a bola e ninguém controlando o movimento do jogador adversário. Coisa básica de sistema defensivo.
- Depois disso o cenário ficou ainda pior para o Inter porque o Vitória passou a jogar exatamente no contexto ideal para ele. Se fechou, baixou linhas e obrigou o Colorado a construir. E hoje o Inter simplesmente não tem ferramentas suficientes para machucar adversários assim com frequência.
- A expulsão do Bernabei até gera discussão. O segundo amarelo pareceu pesado. Mas ao mesmo tempo também entra naquele contexto de um time que está sempre no limite. Qualquer erro individual pesa demais. Qualquer desfalque desmonta bastante a estrutura porque a diferença entre titulares e reservas desse elenco é muito grande.
- E talvez essa seja a principal leitura desse momento. O Inter melhorou competitivamente com o Pezzolano porque encontrou uma maneira mais segura de jogar. Mas continua sendo um time extremamente limitado tecnicamente. Quando consegue controlar o contexto do jogo, competir fisicamente e acelerar em transições, pode equilibrar contra muita gente. Quando precisa criar, propor e assumir protagonismo, as dificuldades aparecem muito rápido.
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