Entre pro time

Grêmio

Grêmio tem que agradecer pelo que aconteceu na derrota para o Palmeiras

Publicado

em

César Greco/Palmeiras

  • A única coisa boa desse jogo é que não foi uma goleada foi vitória maior do Palmeiras. A única esperança é que foi só 1 x 0 e ainda dá pra tentar uma vitória, na superação, em São Paulo, para conquistar o título. De resto, foi tudo igual como foi a temporada inteira.
  • Aliás, esse é um tema bom pra debater. Aquela promessa do Renato, de um Grêmio diferente na final, não se cumpriu. Foi o mesmo time do Brasileiro. Um time burocrático, tocando a bola sem sentido e, muitas vezes, aparentando estar sem interesse no jogo.
  • Renato começa apostando em manter o time do meio pra frente, com Maicon e Matheus Henrique e mais o Jean Pyerre no meio. As mudanças ficaram na defesa. Paulo Victor e Paulo Miranda foram pro jogo.
  • E o gol do Palmeiras não é culpa do Paulo Victor. Foi culpa do Kannemann. Um escanteio onde o argentino falhou, deixou o Gustavo Gomez pular sozinho. O lance é em cima do Paulo Victor, mas é muito difícil defender deste jeito.
  • Por falar nisso, os caras só não ampliaram no primeiro tempo por falha grossa do Luiz Adriano. Todo mundo sabe que ele é bom centroavante, mas conseguiu errar cara a cara com o Paulo Victor. Grêmio teve mais sorte que juízo.
  • A única jogada minimamente interessante no primeiro tempo foi do Alisson, que chutou de fora da área. Nada mais. Absolutamente nada mais. Mal tinha como marcar gol.
  • O segundo tempo começa com o Palmeiras jogando muito mais. O Grêmio só assistia, só olhava. Roni perdeu outro gol feito em grande jogada do Raphael Veiga que deixou o Paulo Miranda na saudade. Ou seja, poderia ter sido 3 x 0 pra eles.
  • Só que ai vem uma jogada que muda todo o panorama e deixou o Grêmio ainda vivo na disputa. O Luan, zagueiro, agride o Diego Souza sem nenhum motivo. Não tem outra palavra a não ser dizer que faltou inteligência pro palmeirense. Olha, o cara conseguiu reanimar o Tricolor. Todo gremista precisa “agradece-lo” porque sua bobagem deu esperança na segunda partida.
  • Mas ai vem algumas considerações importantíssima. Renato acerta ao colocar o Ferreira imediatamente após a expulsão. Ele vai pra cima, tenta jogadas, busca algo diferente, enfim, faz o que desde o começo se imaginava dos pontas. Mesmo que perca muito a bola, não há como negar que ele melhora bastante o time.

Jean Pyere, mais uma vez, só deu tapa pro lado, não fez nada diferente na partida – Lucas Uebel/Grêmio

  • Só que o próprio Renato desorganiza tudo mais uma vez. Consegue tirar um lateral, colocar Alisson de ala e saca o Maicon pra entrada de um centroavante. Depois deixa o time só com Kannemann de zagueiro e empilha jogadores do meio pra frente. Ok, Maicon não consegue jogar 90 minutos e Jean não foi bem, mas o time fica tão bagunçado taticamente que ninguém se entende mais. Pra ajudar, minutos após, ele vê que deu errado, coloca Vanderson, Isaque e Thaciano. Tenta recompor, mas já era tarde demais. Resumindo, estas mudanças do Renato mataram o jogo do Grêmio. O time morreu após isso. Ficou uma bagunça.
  • Olha, o 1 x 0 contra foi a melhor coisa que poderia acontecer na Arena, pelo futebol que se viu. A única chance de gol parecia uma jogada de rugbi, com 20 caras amontoados e ninguém chutava a bola.
  • Ah, ainda teve os escanteios curtos. Ia 8 caras de azul pra grande área e o time cobrava curto e ficava tocando até perder, sem cruzar. Bizarro.
  • Falando sobre jogadores pontualmente, os dois laterais foram péssimos. Victor Ferraz e Diogo Barbosa não conseguiram jogar nem lá e nem cá. Nem foram bem na defesa e muito menos no ataque.
  • Matheus Henrique perdeu muita bola e deu contra-ataque. Incrível.
  • Maicon foi o mais lúcido do meio, mas cansou. Não dá pra contar com ele mais do que 60% do jogo.
  • Jean Pyerre foi, de novo, decepcionante. Só passe pro lado e sem sentido. Nenhuma pifada, nenhuma jogada diferenciada. Fez o que qualquer outro meia faria. E ele não é qualquer meia, só que está jogando como qualquer um jogaria. Só tapa pro lado.
  • Pepê tá distante. Olha, acho que a direção tem que repensar se não é melhor entregá-lo logo pro Porto começar uma adaptação. Talvez, o ideal, seja abrir a nova temporada com alguém por ali. Não quero ser definitivo, todos sabemos que ele joga muita bola, mas também é humano. Tá claro que não consegue jogar.
  • Alisson não fez muito e Diego Souza não pode ser culpado porque a bola não chegou.

Em grande parte da partida, Kannemann jogou bem, mas falhou no gol do Palmeiras – Lucas Uebel/Grêmio

Facebook Comments

Publicidade
Publicidade
Publicidade

Destaque