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Grêmio tá a 90 minutos de mudar sua história

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Lucas Uebel/Grêmio

  • A vida do Grêmio está por 90 minutos. Parece loucura, mas é isso mesmo! Os 90 minutos contra o Corinthians irão definir se o Grêmio segue ou não na Série A do próximo ano. É óbvio que vai ter que bater o Galo, em casa, na última rodada. Só que eles virão com reservas, já terão recebido as faixas no final de semana, antes de uma decisão de Copa do Brasil. Com 48 mil na Arena, a vitória tem tudo pra acontecer. Hoje, o mais improvável é bater o Corinthians. É isso que vai definir a sobrevivência (ou não) do Grêmio.
  • Bom, o jogo contra o São Paulo teve uma escalação racional. O que sempre é um avanço se tratando de Mancini. Além disso, também teve um time brigando por cada bola, com personalidade, indo pro ataque. O que, convenhamos, também foi raro ver nessa temporada. E foram estes dois fatores, mínimos, que fizeram a vitória acontecer na Arena.
  • Pontualmente, o Diogo Barbosa, o Thiago Santos e o Ferreira foram os melhores em campo.
  • Diogo fez o cruzamento pro primeiro gol e marcou o segundo. Não tem como ser mais decisivo do que isso. Olha, essa atuação pode até começar a salvar os R$ 10 milhões investidos nele junto ao Palmeiras. Sem exagerar, foi o jogo mais importante da trajetória dele com a camisa tricolor.
  • Depois, vem o Thiago Santos. Foi uma atuação louca dele. Sem medo de errar. Ele errou um gol sem goleiro, deu chapéu em marcador e apareceu na grande área pra fazer um gol alá centroavante, de cabeça. Coisa maluca mesmo.
  • No nosso pódio ainda aparece o Ferreira. Que teve muita personalidade, mais uma vez. Ninguém vai poder dizer que o Ferreira não fez tudo pra ajudar. Sim, continua jogando muito pra ele, pro DVD dele, pra individualidade. Tudo verdade. Só que no meio de tanta gente se escondendo, jogando pouco, não dá pra reclamar de quem tá fazendo alguma coisa. E, pra ser sincero, o primeiro gol aconteceu por ele, pela metida de bola entre quatro do São Paulo pro Diogo cruzar. Depois, ainda rabiscou a defesa dos caras várias vezes. Parou na trave ou na bola que batia de raspão. Fez uma baita partida.
  • Coloco um destaque positivo aqui pro Rafinha, Lucas Silva e Campaz. Olha, não dá pra reclamar que o Rafinha não assumiu a bronca. Dá pra falar muita coisa dele, menos que não assume as paradas. O Rafinha é líder nato, cara de personalidade. Joga orientando os companheiros, marca, vai pra cima, não se esconde. Precisa ser lembrado por isso.
  • Também faço referência ao Campaz porque ele é a peça fundamental pro time ter meia e não volantes. Mesmo que não seja bem um armador, o lado meia-atacante dele faz toda diferença pra postura do time em campo.
  • Depois, ainda tem o Lucas Silva. Já notaram que o time fica de um jeito com ele e outro com o Villasanti. Não há nem comparação. O meio ganha em intensidade, em pique, em tudo. Foi só ele sair que as derrotas vieram.
  • Pra fechar dos pontos positivos, o golaço do Jhonata Robert foi duplamente importante. Primeiro porque deu confiança pra ele, que vai jogar na vaga do Douglas Costa, contra o Corinthians. Depois, por dar vida de que é possível ter qualidade nesse time. Ter algo que encha os olhos. Vamos combinar que ninguém confia nesse time. E não tem como confiar. Nunca passaram confiança. Tomara que esse golaço dê ânimo pelo menos para os 90 minutos em São Paulo.

Thiago Santos fez uma partidaça – Lucas Uebel/Grêmio

  • Mas claro que teve pontos bem problemáticos. Começo com o Douglas Costa. Mais uma atuação extremamente apagada. Sumido em campo. O protagonismo que eu elogio no Ferreira não serve pro Douglas. Nada de interessante aconteceu por ele. Pra ajudar, foi substituído, fez cera e levou terceiro amarelo. Pensando friamente, quem entrar ali tem tudo para melhorar o time diante do Corinthians. Agora, o que incomoda é o fato da falta de compromisso com a causa. Se tá pendurado, tem que saber do risco. Erro grosso de quem deveria ser protagonista.
  • No ataque, tem um problema também. A real é que quando joga o Borja, temos saudade do Diego Souza. Quando joga o Diego, dá saudade do Borja. Isso porque o colombiano errou gols pra caramba contra o Bahia. Ai, o Diego vem pra ser o goleador de antes e mal consegue se movimentar em campo. Tá osso ali.
  • Ah, e não me venham falar do Mancini. Na minha visão, a melhora do Grêmio não é por ele, é apesar dele. Na boa, eu sei que os resultados dele podem salvar. É real. Porém, eu não irei esquecer os detalhes que fazem toda a diferença. Primeiro que ele só colocou o melhor em campo porque o Cortez estava suspenso. Depois, porque não tem convicção alguma nos jogadores. Nesta partida, o Fernando Henrique, o Elias e o Darlan ressurgiram do nada. Foi assim sempre. Os caras saem e reaparecem sem sentido algum. O jogo na Bahia foi perdido porque ele não meteu Campaz. Olha, mesmo se o milagre acontecer, eu não ficaria com ele.
  • Bom, é o que tem. O Grêmio tá vivo. Só com duas vitórias pro milagre acontecer. Tá na cara que tudo vai ser definido em 90 minutos, contra o Corinthians.

Diogo Barbosa ressurgiu das cinzas e pode ter feito história para o Grêmio – Lucas Uebel/Grêmio

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