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Grêmio

Grêmio do Felipão é um projeto falido e Sport escancarou que não existe um time de futebol em campo

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Lucas Uebel/Grêmio

  • Bom, acho que tá na hora da gente jogar limpo, ser claro, nítido, transparente: não dá mais para achar que o jeito de jogar do Felipão vai levar o Grêmio para algum lugar! Não vou conseguir concordar com alguém que aposta em jogar feio, que gosta de ficar retrancado ou agora, numa partida contra um dos piores do campeonato, fica só abusando em bolas cruzadas na área, sem nenhum tipo de jogada alternativa.
  • A real é que o Grêmio não tem um time. Fica difícil avaliar os jogadores individualmente porque o Felipão não conseguiu organizar uma equipe em campo. Até a tática fica complicada. Ele quis fazer só uma coisa. Pegar a bola e jogar pra grande área não é futebol. Quem vive de arremesso é o basquete.
  • Só como curiosidade, o Grêmio fez história, ao se tornar o segundo time que mais cruzou bolas erradas em um jogo de Brasileirão. 43 bolas jogadas pro vento.

Reprodução

  • Só que isso não é novidade. Não deveria ser pelo menos. Desde que Felipão chegou tem sido assim. Quando o Borja resolveu, as coisas melhoraram um pouco. Quando não, nada feito.
  • Falando do jogo especificamente, Scolari começa com dois volantes, mas mete o Alisson centralizado, como um suposto “meia armador”. E, imagine, deu errado. Quase ninguém imaginou que daria errado, né?
  • Pois então… Tivemos que ver 45 minutos desperdiçados para as mudanças acontecerem. Guilherme Guedes e Campaz entraram no intervalo. E olha que eu curti o Campaz, hein? Não comprometeu taticamente como o treinador ficava insinuando e ainda deu ritmo, velocidade, bons passes. Óbvio que não fez chover pra cima, mas não tem como dar a camisa e mandar o cara resolver do nada. É uma construção de time que precisava acontecer.
  • E esse é o problema. Não tem construção de time. Ainda falando do meio pra frente, o Villasanti é bem burocrático. Dificilmente vai errar um passe, mas não tem uma “tentiada” na vertical. É sempre o passe de segurança, pra quem tá mais perto. Pode ser um cara interessante pra dar andamento nas jogadas, pra servir de apoio. Porém, não espere uma grande sacada dele. Pelo menos até agora, não teve isso. Não fez nada que os caras daqui já não faziam.
  • Douglas Costa fez o gol em uma jogada individual e, pra ser sincero, em um chute individual. Fez isso porque tem qualidade. Ninguém é maluco de debater isso. O Guardiola encontrou bola no cara, não vou ser eu a discordar. O único detalhe é que futebol não é só qualidade. Douglas Costa foi vaiado na Arena. Eu jamais vou concordar vaiar com bola rolando (embora saiba que é um direito), mas não tenho como defender que o DC estava bem. Ele segue longe da forma, sem soluções pra equipe e talvez até em má fase técnica. Passou da hora de cobrá-lo, né?

Campaz entrou e melhorou o meio – Lucas Uebel/Grêmio

  • Do meio para trás, é duro ver um time deixando espaços e perdendo no contra-ataque pro Sport. Os caras não faziam gol há quase mil minutos. Coisa de dois meses. E o Grêmio consegue tomar dois. Um deles deixando um buraco entre os dois zagueiros. Não tem menor sentido. Isso que era pra ter Ruan e Rodrigues, que tem velocidade, mais o Thiago Santos na frente protegendo. Nada disso aconteceu.
  • Não consigo mais medir as palavras. O projeto atual não decolou, não aconteceu. Não é falta de vontade. Eles brigam por cada lance. O futebol tático e técnico não deu liga. Alguém tem que tentar algo diferente. Ficar cruzando bola na área não vai tirar time algum da zona do rebaixamento. Eu não vou dizer quem deve sair ou ficar. Eu só gostaria de ver alguém falando em jogar bola, não em chutão pra área.

Não faltou vontade, faltou é bola – Lucas Uebel/Grêmio


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