Grêmio
Ao estilo Felipão, Grêmio sofre, mas vence após nove jogos em time cheio de guris da base!
- Foram nove jogos sem vencer. Nove jogos. Mais de um mês sem vitórias. Um mês e sete dias. É muita coisa. Mais, há cinco jogos que o time sequer marcava gol. Confesso que não lembro de uma crise tão ruim assim.
- Por isso, a melhor notícia, independente de qualquer análise se foi bem ou mal, foi o resultado. Não sou daqueles que vê só o resultado, é preciso avaliar desempenho. Só que, nestes momentos, a primeira coisa é vencer. Depois a gente avalia o resto. Ninguém vai a lugar algum sem vencer.
- E a vitória aconteceu ao estilo Felipão. Ele jogou bem do seu jeito, ao estilo de um time que “soube sofrer”, como gostam de falar os treinadores mais jovens. Na real, foi um time que correu, lutou, brigou, se dedicou, sofreu até não poder mais, mas teve uma bola, marcou seu gol e saiu com a vitória. 1 x 0 com cara de Felipão.
- Só pra gente ter noção, eles tiveram 76% de posse de bola. E só 24% com o Grêmio. Foram três finalizações somente.
- A vitória começa com Chapecó. Ele fez pelo menos duas defesas muito boas antes do gol gremista. Beira o absurdo falar em contratar goleiro com ele e Brenno no elenco. Não há menor cabimento. Mesmo que, hoje, o Brenno, esteja na Seleção, o cara volta em um mês. Contratar é só pra gastar e ainda tirar espaço da base. Deixem o Chapecó jogar.

Jean Pyerre tem grande percentual no gol gremista – Lucas Uebel/Grêmio
- Em um lance, Jean Pyerre conseguiu correr, mostrar a dedicação que todos cobram, e cruzar na cabeça do Léo Pereira, como todos sabemos que ele faz. Fora isso, ainda teve mais alguns lances onde ele primeiro ajudou na marcação e depois ainda encontrou boas soluções de passes. Um muito bom recomeço dele, desta vez com Felipão.
- Léo Pereira impressiona por dois motivos. O primeiro é que, pode notar, mesmo não sendo brilhante, ele tá sempre participando de algum lance importante. Seja dando assistência ou fazendo gol. No Gre-Nal do Léo Chú, ele disputa a bola. No gol do Ricardinho, ele faz o cruzamento. Agora, aparece pra fazer de cabeça. É sim muito decisivo. Como se não bastasse, a entrega é coisa surreal. Tá no ataque e na defesa a todo tempo. Muita energia.
- Óbvio que tem muita, mas muita coisa a melhorar. A principal é conseguir não só se defender e sair pro jogo. O que aconteceu no Equador foi a primeira parte do trabalho. Agora, é preciso avançar no quesito jogar no ataque.
- Até por isso, qualquer avaliação do Diego Souza fica muito complicada. Ele mal encostou na bola. Só que ela também não chegava. Eu insisto no debate que ele mostrou que sabe fazer gols. Só que a bola tem que chegar. Se quiserem mobilidade, não vai ser com um cara de 36 anos. É uma escolha.
- Afinal, o Ricardinho entrou, tem muito mais movimentação, e perdeu um gol incrível na cara do goleiro. Teria encerrado o confronto praticamente. Então, é uma escolha.
- Por fim, um detalhe muito importante. Dos 11 jogadores que terminaram a partida, oito eram da base recentemente. Tem mais o Douglas Costa, mas ele não é bem uma revelação, né. A questão é poder ver nomes como Léo Chú e até o Sarará, volante da base, ganhando moral novamente.

Diego Souza, de novo, mal conseguiu tocar na bola, que não chegava – Lucas Uebel/Grêmio
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