Grêmio
A nova versão sobre a saída do scout português e Amuzu vai da insatisfação ao profissionalismo
- O Grêmio decidiu bancar a permanência de Amuzu. E isso, obviamente, criou desgaste. Porque uma coisa é o clube dizer “não vamos liberar”. Outra é imaginar que o jogador simplesmente vai aceitar isso numa boa. E claramente não foi o caso. A informação que vazou nos bastidores é que Amuzu ficou chateado e insatisfeito pela decisão gremista de impedir a ida dele para a seleção de Gana no amistoso contra o México. E não era qualquer amistoso. Existia ali a possibilidade de encaminhar espaço pensando em Copa do Mundo. Então é natural que tenha pesado para ele.
- E sinceramente? As próprias postagens nas redes sociais praticamente entregaram isso. Só que aí entra um detalhe importante: o jogador prometeu ser profissional. E essa palavra “profissional” pode significar várias coisas. Pode ser o profissional no sentido de “vou seguir treinando, jogando e cumprindo meu contrato normalmente”. Mas também pode ser aquele profissional que entende que não teve ajuda do clube e decide apenas cumprir o restante do vínculo sem criar qualquer relação mais forte. No futebol isso acontece o tempo inteiro. Porque o jogador pensa carreira. Ainda mais seleção. Ainda mais Copa do Mundo. E aí o Grêmio pensa sobrevivência.
- O clube está na zona de rebaixamento e entende que não pode perder um dos poucos jogadores ofensivos do elenco neste momento. Então bateu de frente e decidiu não liberar. Inclusive chamou atenção aquela foto dele no aeroporto cheio de malas. Teve torcedor achando que ele estava indo embora. Não era isso. A esposa dele estava viajando e ele foi apenas acompanhá-la. Tanto que o Grêmio rapidamente tratou de expor o jogador no treinamento, colocou ele na capa do site oficial e basicamente passou o recado: “o Amuzu fica”. Só que bastidor nunca é tão simples assim. Porque o jogador está chateado agora. E isso pode virar várias coisas no futuro. Pode virar um cara que apenas joga normalmente até sair. Pode virar renovação se o clube melhorar financeiramente a proposta. Pode virar venda. Maio no futebol ainda é cedo demais pra cravar qualquer cenário.
- Mas enquanto essa situação aconteceu com Amuzu, outra história chamou muita atenção internamente no Grêmio: a saída de Hugo Ribeiro. E aí, sinceramente, essa questão talvez seja até mais importante estruturalmente. Porque o Hugo Ribeiro não era qualquer funcionário. Era o chefe do departamento de scout, análise e desempenho do clube. Um profissional que veio com toda aquela ideia de “modernização” da nova gestão. Veio junto daquela narrativa de um Grêmio mais europeu, mais profissionalizado, mais moderno na estrutura do futebol. Só que ele saiu em menos de cinco meses.
- E oficialmente o Grêmio fala em questão familiar. Que ele não conseguiu trazer a família para Porto Alegre, que preferiu voltar para Portugal e tudo mais. Só que a informação de bastidor aponta outra direção. O que vazou é que existia desalinhamento entre o que Hugo Ribeiro queria implementar e o que o Grêmio permitia ou pretendia fazer. E isso muda bastante a leitura. Porque aí não é apenas “saudade da família”. Aí entra diferença de pensamento, diferença de estrutura e até falta de autonomia.
- Outra informação forte é justamente essa: pouca influência nas decisões. E isso é muito relevante quando falamos de scout. Porque não adianta contratar um chefe de análise, montar departamento, falar em profissionalização e depois as decisões continuarem acontecendo de maneira completamente paralela. No futebol brasileiro isso acontece bastante. Às vezes o scout monta relatório, apresenta nomes, explica perfil, encaixe tático, custo, potencial… e no fim chega um empresário oferecendo outro jogador e a contratação vai por outro caminho. E não estou dizendo que foi exatamente isso no Grêmio. Mas claramente existia desgaste.
- Até porque também existe a questão estrutural. Talvez o Hugo Ribeiro imaginasse um departamento maior, com mais funcionários, mais investimento, mais observadores espalhados pelo Brasil e pela Europa. E aí o Grêmio talvez tenha olhado pra realidade financeira e dito: “não dá”. Tudo isso gera atrito. E o mais curioso é que isso acaba batendo justamente na principal promessa da gestão.
- Porque quando essa direção chegou, o discurso era de ruptura. Técnico europeu, scout vindo do Benfica, executivos com experiência internacional, novo modelo de gestão, profissionalização, modernização. Só que por enquanto muita coisa ainda não saiu do discurso. E claro, também é justo dizer que ainda é começo de gestão. Não dá pra encerrar avaliação em poucos meses. Só que no futebol o tempo é acelerado. E quando um profissional importante sai tão rápido, inevitavelmente gera questionamento. Principalmente porque o Grêmio hoje passa a sensação de estar tentando mudar a estrutura ao mesmo tempo em que vive uma urgência absurda dentro de campo. E normalmente clubes brasileiros têm dificuldade justamente nisso: pensar o longo prazo enquanto brigam para sobreviver no curto prazo.
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