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A nova barca de saídas do Grêmio

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  • O Grêmio iniciou um processo de reformulação do elenco e trabalha nos bastidores para promover uma série de saídas nesta janela de transferências. Depois de reforçar o grupo com novas contratações, como a do meia croata Filip Krovinović, a direção agora concentra esforços para enxugar o plantel e abrir espaço tanto na folha salarial quanto no grupo de jogadores à disposição de Luís Castro.
  • Um dos nomes que está praticamente fora dos planos é o Willian. A avaliação interna é de que o jogador não correspondeu às expectativas desde que chegou ao clube. Nos últimos dias, surgiram informações de bastidores sobre um suposto comportamento que teria desagradado à direção, embora pessoas ligadas ao atleta tenham rebatido essa versão. Internamente, porém, a leitura é que o Grêmio já trabalha para preparar sua saída, independentemente do motivo divulgado.
  • O Fluminense demonstrou interesse na contratação de Willian, mas a negociação encontra um obstáculo importante. Segundo informações de bastidores, a família do jogador não vê com bons olhos uma mudança para o Rio de Janeiro, o que dificulta um eventual acordo. A tendência, neste momento, é que ele busque uma oportunidade no exterior, já que anteriormente também não demonstrava intenção de permanecer atuando no futebol brasileiro.
  • Outro jogador que passou a avaliar seu futuro é o lateral-direito João Pedro. O atleta procurou a diretoria gremista para entender qual é o planejamento do clube em relação à sua situação. Apesar de possuir contrato até o fim de 2027, ele perdeu espaço no elenco em função das questões físicas enfrentadas desde a temporada passada e hoje aparece apenas como terceira opção para a posição.
  • Com Diego Caito consolidado entre as alternativas utilizadas por Luís Castro e outros jogadores sendo testados no setor, João Pedro entende que permanecer sem atuar pode prejudicar sua carreira. Por isso, uma saída também passou a ser considerada como possibilidade.
  • A situação de Monsalve é ainda mais delicada. O meia sequer foi relacionado para as últimas partidas, incluindo o confronto pela Copa Sul-Americana, competição que não possui limite de estrangeiros. Isso reforça que sua ausência não está ligada à necessidade de cumprir o regulamento do Campeonato Brasileiro, mas sim a uma decisão exclusivamente técnica.
  • Nos bastidores, a direção já trabalha buscando uma negociação para o colombiano. Além do baixo aproveitamento com Luís Castro, sua saída ajudaria o Grêmio a resolver outro problema importante: o excesso de jogadores estrangeiros no elenco. Atualmente, o clube possui 12 atletas nessa condição, enquanto o Brasileirão permite apenas nove relacionados por partida.
  • Outro nome que pode deixar o clube é o zagueiro Wagner Leonardo. Existe uma possibilidade de retorno ao Vitória, mas a negociação depende da chegada de um novo defensor ao elenco gremista. A direção entende que não pode liberar um jogador da posição sem antes garantir uma reposição, motivo pelo qual segue monitorando o mercado, inclusive avaliando opções no futebol europeu.
  • Além dessas movimentações imediatas, o Grêmio também já projeta mudanças para o final da temporada. Jogadores como Pavón, Amuzu, Caio Paulista e Marcos Rocha possuem situação contratual que pode facilitar uma reformulação ainda maior no elenco.
  • No caso de Pavón, a tendência é de que não permaneça, mesmo sendo utilizado em parte da temporada. Marcos Rocha e Caio Paulista perderam espaço na equipe e aparecem atualmente como alternativas distantes na disputa por posição, principalmente após o retorno de Marlon e a reorganização do sistema defensivo.
  • A exceção desse grupo é Amuzu. Tecnicamente, o Grêmio gostaria de manter o atacante, mas a renovação depende de uma adequação financeira. A atual gestão deixou claro que abandonou a política de contratos milionários e não pretende manter atletas recebendo salários acima do novo teto estabelecido para o elenco.
  • Essa estratégia já ficou evidente nas últimas contratações. Filip Krovinović chega recebendo cerca de R$ 400 mil mensais, enquanto Giovani Cabral também foi contratado dentro de uma faixa salarial considerada mais acessível. Apenas situações pontuais, como a renovação de Carlos Vinícius, fogem desse novo padrão por envolverem jogadores considerados peças fundamentais.
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