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Grêmio

A falta de respeito do Luís Castro e a revelação feita pelo Amuzu sobre seu contrato

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  • O Grêmio voltou de Mirassol com um empate que mantém viva a disputa por uma vaga nas quartas de final da Copa do Brasil, mas o resultado não mudou o ambiente de pressão. Pelo contrário. As entrevistas do pós-jogo mostraram um clube tentando sustentar um discurso de confiança enquanto a torcida continua enxergando um time sem evolução.
  • O ponto que mais chamou atenção foi Luís Castro abordar diretamente a questão da multa rescisória. O treinador deixou claro que considera desrespeitoso resumirem sua permanência ao valor do contrato e relembrou momentos da carreira em que trabalhou meses sem receber salário. O problema é que, no futebol brasileiro, essa discussão é inevitável. Não importa se o treinador gosta ou não do assunto: quando existe um contrato milionário e um trabalho que não convence, a multa passa a fazer parte do debate.
  • Na prática, a sensação é de que Luís Castro tenta combater uma narrativa que já está consolidada. A torcida olha para um time eliminado da Sul-Americana, brigando na parte de baixo do Brasileirão e ainda sem apresentar evolução consistente. Nesse cenário, é natural que muitos associem sua permanência ao peso financeiro de uma demissão. Pode não ser o único motivo, mas certamente é um fator importante.
  • Outro detalhe interessante foi a diferença de discurso entre treinador e elenco. Luís Castro saiu em defesa dos jogadores, minimizando as vaias e assumindo para si a responsabilidade pelo momento. Pouco depois, Marlon foi na direção oposta e afirmou que a maior parte da culpa é dos próprios atletas, afinal são eles que entram em campo. Não chega a ser um conflito, mas mostra que nem todos dentro do clube estão interpretando a crise da mesma maneira.
  • Também chamou atenção a declaração de Amuzu sobre a renovação contratual. O atacante afirmou que ainda não foi procurado pelo Grêmio e que espera um contato porque gostaria de permanecer. Só que essa fala esbarra no cenário revelado pela própria direção nos bastidores. O clube já deixou claro que pretende reduzir gastos e evitar novos contratos na casa do milhão por mês. Ou seja, existe vontade de continuar, mas também há um limite financeiro que o Grêmio não parece disposto a ultrapassar.
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