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A reunião que segurou Luís Castro no Grêmio

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  • O Grêmio viveu um momento de forte pressão interna após a partida contra o Mirassol. Segundo informação de Eduardo Picão, repórter da Bagé TV que acompanhou a delegação gremista na viagem para a altitude de La Paz, dirigentes influentes do clube chegaram a colocar sobre a mesa a possibilidade de demissão do técnico Luís Castro.
  • A discussão aconteceu em uma reunião realizada no final de semana, depois da atuação ruim do Grêmio contra o Mirassol. O time não conseguiu competir da maneira esperada e teve uma atuação que gerou muitas críticas internamente. A própria comparação feita por jogadores após a derrota para o Bolívar reforçou essa percepção. Na entrevista coletiva depois da partida em La Paz, o goleiro Everton afirmou que o Grêmio havia competido muito mais contra o Bolívar do que no jogo diante do Mirassol.
  • A pressão teria sido colocada principalmente sobre o presidente Odorico e o diretor executivo de futebol, Paulo Pelaipe. Pessoas influentes dentro do clube teriam defendido que era necessário, pelo menos, avaliar a possibilidade de uma troca no comando técnico. A demissão, porém, não avançou porque o presidente e o executivo seguraram a situação.
  • O Grêmio é administrado pelo presidente Odorico, que conta com seis vice-presidentes no Conselho de Administração. Entre eles está Rafael Lima, atual vice-presidente de futebol. No dia a dia do futebol, a gestão também conta com Paulo Pelaipe, diretor executivo da área. Foi justamente sobre essa estrutura que teria recaído a pressão para que o clube avaliasse uma possível mudança no comando.
  • A situação, no entanto, não significa que Luís Castro esteja com a demissão encaminhada. O treinador tem apoio de pessoas que trabalham diretamente com o vestiário e que entendem que ele vem fazendo um bom trabalho dentro das limitações do elenco. Existe, porém, uma pressão interna de dirigentes influentes que consideram que o desempenho do time não está sendo satisfatório.
  • A grande questão é que Luís Castro teve um longo período de preparação durante a parada do futebol e, mesmo assim, o Grêmio voltou apresentando problemas. A equipe teve uma atuação muito ruim contra o Mirassol e, posteriormente, perdeu para o Bolívar na altitude de La Paz. Apesar da derrota, houve uma percepção de que o time competiu mais contra os bolivianos do que na partida anterior.
  • Por isso, a próxima sequência de jogos pode ser importante para o futuro do treinador. Caso o Grêmio volte a jogar mal e acumule outro resultado negativo, a pressão tende a aumentar ainda mais. Internamente, o clube costuma afirmar que não trabalha com a possibilidade de demitir um treinador após poucas derrotas, mas existe uma diferença entre o discurso de quem trabalha diretamente com o vestiário e a pressão de pessoas importantes dentro da estrutura política do clube.
  • Outro fator que pesa é a multa rescisória de Luís Castro. O valor já foi estimado anteriormente em cerca de R$ 40 milhões, mas essa quantia diminui mês a mês conforme o treinador recebe os salários previstos em contrato. Atualmente, o valor estaria mais próximo de R$ 30 milhões, podendo chegar a algo na casa dos R$ 34 milhões, dependendo do cálculo.
  • Na prática, em caso de demissão, o Grêmio teria que continuar pagando os valores previstos no contrato do treinador até o seu encerramento. Por isso, a decisão não envolve apenas uma avaliação técnica. Existe também um impacto financeiro muito grande para o clube, que teria que arcar com uma rescisão milionária.
  • A informação mais importante, portanto, é que houve pressão interna para que a situação de Luís Castro fosse discutida. O presidente Odorico e Paulo Pelaipe, neste momento, seguraram a possibilidade de uma troca, mas o treinador precisa dar uma resposta dentro de campo. A pressão existe e, caso o Grêmio continue apresentando um futebol ruim, a situação pode ficar ainda mais complicada nos próximos jogos.
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