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Inter empata em jogo que Aguirre estraga o time e a realidade vira a Sul-Americana

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Ricardo Duarte/Inter

  • É, meus amigos. Agora, nem o rebaixamento gremista esconde da torcida os muitos problemas do Internacional.
  • O primeiro tempo foi como há muito não acontecia. Sem exagero, poderia estar 3 x 0 com naturalidade. Além do gol contra, que de fato entrou, o Yuri Alberto bateu uma pra fora, num chute cruzado. E ainda teve o Moisés, que recebeu um rebote, “fatiou” a bola, mas foi pra fora.
  • Em comum, nos dois lances, a participação do Palacios. Mesmo jogando mais aberto, o chileno parece ter acordado pra vida. Foi o melhor em campo na primeira etapa.
  • Fora isso, a intensidade foi super interessante. O time parecia disposto, querendo, pressionando, jogando.
  • O problema é que tudo ruiu no segundo tempo. Aguirre tirou o Johnny e meteu o Zé Gabriel. Não sei se foi isso, mas o time morreu ali, no intervalo. O Santos começou a jogar e, em 90% do segundo tempo, só eles jogaram.
  • E foi um massacre. Os caras empataram em um escanteio maluco. O Bruno Méndez e o Patrick não cabecearam uma bola que sobrou quicando pro atacante deles na frente do Lomba. 1 x 1.
  • Quase ficou pior com o gol do 2 x 1 deles, mas por sorte o cara estava impedido. Se não, o Marcos Leonardo, centroavante de 18 anos, teria feito o empate e a virada em poucos minutos.
  • E a derrota só não aconteceu porque o Lomba salvou pelo menos umas três vezes na segunda etapa. Uma do Madson, outra que chutaram e ele defendeu com o joelho.
  • Tudo bem, o Maurício acertou a trave e ela caprichosamente não entrou. Depois, ainda teve uma que o Moisés chegou cruzando, quando poderia fazer o gol. Mas foram dois lances bem pontuais. O Santos, claramente foi melhor.

Palacios teve ótimas jogadas, na combinação com o Taison – Ricardo Duarte/Inter

  • E o Santos foi melhor pelas escolhas do Aguirre. Tirou o Palacios, que era o melhor em campo, e conseguiu jogar com dois lateais pela direita, porque o Aguirre colocou o Heitor pra jogar na ponta, sem sucesso. Ele não foi ponta. Foi um lateral. Chegou a ter linha de cinco na defesa. Dois pela direita, dois zagueiros e um lateral-esquerdo. Completamente sem noção.
  • Isso com Boschilia, Caio Vidal, Gustavo Maia e Cadorini. Não é o melhor banco da história, tudo bem, a questão é que dava pra fazer melhor com esses jogadores do que as trocas de laterais.
  • O pavor foi tanto que teve um momento que a torcida parou, ficaram olhando, sem fazer nada. Todo mundo meio apavorado com o que acontecia.
  • E pegaram no pé do Zé Gabriel. Verdade que o Zé não se ajudou, errou muitos passes, teve 72% apenas nos acertos de passes. Agora, não foi só ele o problema pra vaiarem só ele. Não entendi essa. Quer dizer, entendi. Tá pagando pelo histórico. A bronca da torcida foi até injusta.
  • Outro que foi injustiçado foi o Patrick. Não foi brilhante, mas não jogou tão mal assim. Saiu vaiado ao ser substituído.
  • O jogo termina com a torcida gritando que o Paixão tinha razão. O clima tá terrível no Beira-Rio. A torcida claramente se voltou contra os jogadores, o Aguirre e até a direção.
  • Em resumo, o Inter se mantém na 9ª colocação. Fora da zona de Libertadores. Hoje, está indo pra Sul-Americana.

Yuri Alberto voltou, mas não conseguiu fazer muita coisa – Ricardo Duarte/Inter

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