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Gol com assistência de garoto, lance emblemático de jogador indicado e problemas no elenco fazem o Inter patinar

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Ricardo Duarte/Inter
  • Não foi legal. O empate fora de casa, na teoria, é uma boa, mas se olharmos a campanha de quem sonha em ser campeão, acaba sendo ruim.
  • São 9 pontos de distância do líder Flamengo. Ou seja, mesmo vencendo os dois jogos atrasados, ainda não teria pontuação de líder. E essa é a régua, não?
  • Sempre bom lembrar que não são apenas os 10 pontos de distância para o Flamengo. Tem nove clubes na frente. Todo mundo vai ter que tropeçar sem parar para o Inter subir bem na tabela.
  • Lucca Drummond é um role completamente aleatório. Ele veio para um teste no Sub-20 e acabou de titular em um jogo do Brasileiro. Coudet foi perdendo atacante, perdendo atacante e só restou ele. E o Lucca não fez fiasco, não. O gol é com assistência dele. Obviamente, sua atuação foi longe da maravilhosa, mas como só tinha o cara, foi o que deu pra fazer. 
  • Bruno Henrique fez o gol, mas não teve o mesmo nível de atuação que teve contra o Galo. Nem ele e nem o Alan Patrick jogaram o mesmo que aquele dia.
  • O gol do Inter acabou prejudicando o nível de atuação. Sabe-se lá o porquê, o time recuou demais, começou a marcar lá atrás e sair em escapadas. Olha, contra o Criciúma, não precisa disso. E o golpe aconteceu também por conta dessa má postura no campo.
  • E aqui tem um ponto que nem consigo criticar, mas precisa ser falado. Não tinha atacante no banco. Um elenco com Valência, Borré e Alario, não tinha mais ninguém para colocar. Repito, não consigo criticar o elenco nessa, mas que belo azar isso, hein?
  • O melhor jogador do Inter foi, de novo, o goleiro Fabrício. E quando o goleiro é o melhor em campo, é preciso olhar bem se tá tudo certo. Mas é fato que o goleiro tá aproveitando muito a chance que a vida lhe deu. Um único ponto chato é toda hora ver ele fazendo toda uma cena após toda e qualquer defesa. Essa é uma das coisas mais chatas que quase todos os goleiros brasileiros fazem. Defendem, se jogam, rolam e simulam lesão pra esfriar a partida. Um belo de um saco, vamos combinar.
  • Arrisco a dizer que se o Wanderson não foi o pior, foi um dos piores em campo. Nem de perto lembra o jogador do ano passado. Nem de perto mesmo. Teve uma bola pra finalizar e recuou pro goleiro, no segundo tempo. Uma pena, mas a real é que não é de agora a má fase do Wanderson, tem vários jogos que ele tá mal. Hoje, não tem nem como comparar com o Wesley.
  • Eu não estou entre os que não gostam do Hyoran. Pelo contrário, gosto bastante dele e penso que já fez algumas partidas boas por aqui. Mas é fato também que ele errou um gol no segundo tempo e, minutos após, vem o empate. A bola pune. Ele é um jogador da confiança do Coudet. Na época da sua contratação, os colegas de Minas já diziam que o argentino adorava o meia porque ele jogava em todas por ali. Uma pena que, dessa vez, o gol perdido foi emblemático.
  • Sigo sem entender o porquê Gabriel Carvalho não entra mais nas partidas. A bola não pede documento, já diria um treinador há alguns anos. Pois é, mas nesse caso parece que tá pedindo.
  • Outra, Coudet fez apenas três modificações. Em partes, da para entender porque realmente não tinha muitas opções para o ataque. Era o Gabriel Carvalho e quem sabe colocar um Bernabei como lateral ofensivo (isso é mais difícil, o Bernabei nunca joga). Mas é duro um elenco que foi tão badalado chegar em um jogo normal de Brasileirão nestas condições. É aqui que se perde um campeonato. 
  • Enfim, pensando na rodada isoladamente, empatar fora não seria um resultado ruim no Brasileiro. O problema é colocar a tabela na frente e ver um time que todos jurávamos que ia pelo título, no meio de tabela. É justo que se dê o desconto de tudo que vivemos, de jogar fora de casa, mas a tabela não tem esse asterisco, infelizmente.

Lucca Drummond teve que jogar – Ricardo Duarte/Inter

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