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Foi um golpe duro, mas é difícil dizer que não foi merecido para o Inter

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Ricardo Duarte/Inter
  • O empate em 2 x 2 foi um golpe duro, mas acho difícil vir aqui dizer que não foi merecido. Por tudo que deixou de fazer, o Inter não mereceu vencer esta partida.
  • Falando da escalação, Mano voltou a mudar o time. Ele está, claramente, sem entender o porquê das coisas. Maurício foi pro time e Pedro Henrique voltou pro banco. Parecia que daria certo, até porque o Maurício foi o melhor em campo pelo Inter.
  • E não deu certo porque, em resumo, o Inter faz 1 x 0 e parecia que iria golear. Wanderson teve chance claríssima de gol e vários outros chutes foram dados nos primeiros 30 minutos de jogo. E não adianta nada se a bola não for pra rede. O primeiro ponto é esse. Não adianta criar e não fazer gol. O primeiro tempo foi tão ineficiente quanto de outras partidas.
  • Confesso que tenho alguma vontade de criticar o Wanderson porque ele perde a bola que praticamente acabaria com a partida. 2 x 0 no primeiro tempo melhoraria muito a situação. Só que não consigo colocar tudo na culpa de uma pessoa, sendo que todo o time morreu fisicamente depois.
  • Mais, o próprio Alan Patrick jogou muito menos do que vinha jogando antes. O mesmo gol incrível que o Wanderson perdeu, ele também desperdiçou. Recebeu na marca do pênalti e recuou pro goleiro. Mal o Alan. Pior atuação do ano para ele.
  • A questão física precisa ser olhada. Os caras jogaram 30 minutos e pararam. Algo tá estranho. Nem no segundo tempo, quando precisava ir com tudo pro ataque, o time foi. Fico na dúvida se é o preparo físico que tá devendo ou se é a falta de sangue dos jogadores. Mas será que todo mundo tá acomodado a esse ponto? Enfim, preparo fraco ou falta de sangue, o fato é que não teve aquela pressão esperada. Ter a bola não é meter pressão.

Ricardo Duarte/Inter

  • Vitão deixou a desejar nos dois gols. Tá, no primeiro levou azar da bola bater nas suas pernas e voltar pro cara deles. Agora, no segundo, subiu no vazio. Errou. Teve participação direta nos dois gols sofridos. Infelizmente, não é o mesmo zagueiro de antes.
  • Renê oscilou jogadas muito boas com lances de erros bobos. Quase entregou um gol pros uruguaios. Na média, foi bem, mas foi uma noite de vacilo até para o jogador mais regular do elenco.
  • Bustos entrou no segundo tempo e quase não apareceu. Incrível como tá apagado nesta temporada.
  • Veja quantos jogadores da defesa estão sendo falados. Isso que eu nem coloquei o Keiller, que uma boa parte da torcida tá na bronca. Talvez, a gente olha tanto pro time lá na frente e esquece que a defesa tá errando há horas. Dos últimos 10 jogos, só não tomou gol em um.
  • De Pena fez o gol, mas não teve atuação maravilhosa. Nem de perto, lembra o volante que articulava mais atrás. Uma explicação é por estar jogando só com dois homens ali. Antes, quando tinha Gabriel de primeiro, a situação facilitava pra ele, que tinha mais liberdade pra atacar.
  • Entre os destaques positivos, além do Maurício, Gostei do Alemão. Fez uma partida bem melhor do que vinha fazendo. Só não fez seu gol por um erro do Wanderson que não finalizou ao invés de tocar pra ele. Das opções que o mano tem pro ataque, é a melhor.
  • Lucca tem sido o talismã do time. Entra e resolve. Foi a terceira assistência consecutiva em Libertadores. Não tem como avaliá-lo mais do que isso. Afinal, ele dá um toque na bola, que foi a assistência, e logo depois o Nacional empata. Aí, acabou o jogo, né?
  • Ainda nos pontos positivos está o Campanharo. Tá sendo um volante rápido, que marca muito, consegue recuperações de bola, ganha na velocidade dos rivais. Olha, atualmente, a melhor contratação da janela.
  • Enfim, não achei uma injustiça tremenda o que aconteceu no Beira-Rio. Foi duro, mas nada muito diferente do esperado. Até o Mano já tinha dito que o Nacional sabia sofrer, sabia jogar sem a bola. Resultado? Dois chutes no gol, dois gols. Foram bem na sua proposta. Por isso, não foi uma tremenda injustiça.

Ricardo Duarte/Inter

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