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Inter

Bruno Méndez ganhou todas, Yuri foi perigoso, mas não decisivo, e o Inter perdeu dois pontos

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Ricardo Duarte/Inter

  • Aguirre voltou a escalar um time óbvio e as coisas aconteceram bem melhor por isso. Savaria na ala direita, Moisés voltando na esquerda. Taison de meia e Yuri no ataque. Um dos melhores times sob seu comando.
  • O sistema foi um 4-1-4-1, pelo menos no começo. Parece que esse é o novo sistema preferido do Aguirre, porque Dourado fica na frente da zaga, às vezes quase como um terceiro zagueiro, e o Edenilson vai mais pra frente.
  • Bom, se tivesse que ter um vencedor, seria o Inter. Foram quatro oportunidades de gol. Taison, duas do Yuri e uma do Patrick. O Chapecó salvou em todas. Se o Grêmio estivesse com um goleiro em mau momento, como antes, a vitória viria. Só não aconteceu pelo Chapecó.
  • Só que, confesso, fico um pouco dividido na análise individual do Yuri, por exemplo. Ele fez dois ótimos chutes, obrigou o Chapecó a fazer grandes defesas e ainda deu assistência pro Patrick finalizar uma no finalzinho. Só que ao mesmo tempo que isso é positivo, é preocupante. O centroavante não tá fazendo gol. Ele é o melhor e tem que seguir de titular, mas não pode não marcar. Tem que fazer.
  • Taison na meia é outra história. Mesmo jogando só um tempo, já teve uma puxada de ataque maravilhosa e o passe que faz a diferença. Que bom que voltou. Não tem como debater ele. É o camisa 10 mesmo.

Taison voltou como o líder do meio-campo do Inter – Ricardo Duarte/Inter

  • Bruno Méndez fez um muito bom clássico. Mesmo não sendo alto para zagueiro, compensa com raça, entrega. Típico zagueiro uruguaio mesmo. Ganhou todas na base da força. Jogou melhor que os outros zagueiros que atuaram por ali. Pelo menos até o Mercado poder jogar, em agosto, sua titularidade tá garantida. Depois, só a bola dirá. Hoje, é ele e Cuesta. E sua imposição física pode ajudar a casar com as do argentino, que é mais técnico.
  • Edenilson fez uma partida media, nada demais, mas sua presença é importante pelo estilo de jogo.  sentindo. Sabe quem entrou? Johnny. Sim, o meio tinha Dourado e Johnny de novo. Eu só queria entender o motivo disso. O meio fica lento e chama o adversário pra te atacar porque tu fica sem o pique da criação do começo do meio. Não vejo um bom motivo pra isso.
  • Aliás, todas as trocas do Aguirre pioraram o time. Taison tinha que sair por questão física, mas o resultado foi que Boschilia não conseguiu jogar bem. Caio Vidal deixou o campo quando estava em bom momento e o mal ouvimos o nome do Galhardo em campo. Enfim, algumas das mudanças tinham que acontecer mesmo. Tipo PV por Moisés. Só que nenhuma melhorou o Inter. Esse é um fato. Não tem como debater.
  • No final, o resumo é que o Inter empatou fora de casa, mas também deixou de ganhar dois pontos. Dava pra ter vencido. Nesta ótica, o Grêmio sim ganhou um ponto, eles sabem que deveriam ter perdido e ganharam um ponto meio injusto.

Yuri foi perigoso, mas não decisivo. Teve ótimas finalizações, mas não fez o gol – Ricardo Duarte/Inter

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