Grêmio
A história comprova que Tiago Nunes repete os mesmos erros do Corinthians no Grêmio
Conversei com quatro jornalistas que trabalham diretamente no Corinthians para entender o que aconteceu com Tiago Nunes no período em que ele esteve por lá. Fiz um resumo das informações que os quatro me passaram:
- Tiago caiu muito pelo relacionamento com os jogadores. Os treinos eram bons, mas entende muito na teoria, sofria para colocar o que queria do jogo na prática. Não é que se dava mal com os atletas, mas era muito frio, muito calculista. Isso complicou para os jogadores comprarem seu discurso.
- Ele sofreu com dois grandes problemas, o primeiro era uma tentativa de mudar o perfil do time, o jeito de jogar, fazia 10 anos que o Corinthians jogava de forma mais defensiva. A sua primeira missão era fazer um futebol mais ofensivo. E não conseguiu.
- A outra missão era fazer uma oxigenação no elenco. E, logo de cara, o Ralf e o Jadson foram dispensados. A dispensa foi acertada em conjunto com a diretoria, mas é um fato que acabou estourando tudo nele.
- Aliado a isso, ainda teve o famoso episódio que ficou conhecido como a “cartilha” do Tiago Nunes. Ele impôs regras que até são normais em vários clubes, mas lá não eram. Coisas como não poder usar telefone no almoço, pra sair do refeitório teria que pedir autorização do capitão, enfim, coisas que não agradaram o grupo de jogadores.
- Em campo, os resultados não foram bons. Teve a eliminação na pré-Libertadores e um quase rebaixamento no Paulistão. Não fosse a parada do futebol na pandemia, todos acreditam que teria caído. Na volta, melhorou um pouco, mas a classificação para a final do Paulistão foi aos trancos e barrancos.
- E ai vem o Brasileirão, com o time mal e ele insistindo nas entrevistas que é preciso ter tranquilidade porque as atuações eram boas e as vitórias iriam acontecer.
- Cheguei a ouvir que o Tiago precisava de um media training para se comunicar melhor. Porque a sensação é que ele falava de um jogo que não era o mesmo que todos tinham visto.
- Por conta destas entrevistas, a imprensa paulista começou a dizer que ele não estava pronto para treinar um Corinthians. Isso virou assunto nos debates de lá.
- A avaliação é que o Corinthians nunca conseguiu jogar bem sob o seu comando. E nem os reforços deram certo. Nomes como Luan e Sidcley foram pedidos por ele e nunca conseguiram desempenhar sob seu comando.
- O assunto ficou grave quando o presidente Andrés Sanchéz começou a passar, em off, para os jornalistas que ele “não era técnico para time grande”.
- A partir dai, foi ladeira abaixo. A demissão acontece após o presidente dizer publicamente que a pressão estava insustentável por conta do aproveitamento no Brasileirão, de incríveis 37,5%. Não tinha como segurar.
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