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Grêmio

A chance de Cebolinha voltar, a explicação pro que disse o Arthur e o mega empresário cobrando

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  • O Grêmio tem três assuntos importantes envolvendo mercado e finanças. Everton Cebolinha voltou a ser citado como uma possibilidade no futebol brasileiro, Arthur foi apresentado pelo Santos e causou repercussão entre gremistas, enquanto o empresário Juliano Bertolucci cobra aproximadamente R$ 19 milhões do clube por dívidas antigas e já tenta bloquear receitas importantes do Tricolor na Justiça.
  • Começando por Arthur, o volante foi apresentado pelo Santos e chamou atenção ao dizer que agora é “Peixão”. A frase naturalmente repercutiu entre torcedores do Grêmio e imediatamente foi relacionada ao famoso “agora eu sou Mengão”, de Ronaldinho Gaúcho. Só que, segundo pessoas próximas ao jogador, não houve qualquer intenção de provocar o clube onde Arthur foi formado.
  • A explicação é que Arthur sequer tinha dimensão dessa história envolvendo Ronaldinho porque tinha apenas 14 anos quando aconteceu. Além disso, a expressão “Peixão” é bastante utilizada no ambiente do Santos e tem uma forte relação com Neymar, justamente um dos principais responsáveis pela chegada de Arthur à Vila Belmiro. O próprio Neymar já utilizou publicamente esse termo para falar de sua relação com o clube. Portanto, a versão do estafe é de que Arthur simplesmente participou da comunicação preparada para sua apresentação e não tentou mandar qualquer recado ao Grêmio.
  • A saída do volante também precisa ser explicada corretamente. O Grêmio chegou a oferecer aproximadamente R$ 1,5 milhão mensais para tentar mantê-lo. Arthur pediu algo na casa dos R$ 2,5 milhões. Diante de uma diferença de aproximadamente R$ 1 milhão entre as partes, a direção decidiu que não faria nem uma segunda rodada de negociação. Entendeu que o valor estava muito distante da nova realidade financeira do clube e encerrou as conversas.
  • Arthur posteriormente conseguiu a rescisão com a Juventus, ficou livre no mercado e acertou com o Santos até dezembro. Os valores divulgados por quem acompanha o clube paulista apontam para um pacote próximo dos R$ 1,7 milhão mensais considerando salário e outras parcelas. Ou seja, abaixo daquilo que inicialmente foi pedido ao Grêmio. Isso não significa necessariamente que Arthur recusou ganhar esse valor em Porto Alegre. O próprio Grêmio decidiu não continuar negociando quando ouviu a primeira pedida.
  • Talvez, se as partes tivessem sentado novamente, existisse espaço para aproximação. Mas foi uma escolha gremista. A direção já havia decidido reduzir drasticamente a quantidade de salários milionários no elenco e entendeu que Arthur não estava entregando o suficiente para justificar um novo esforço financeiro.
  • Outro nome que apareceu foi Everton Cebolinha. O atacante do Flamengo recebeu procura do Santos e também despertou interesse de outros clubes brasileiros, mas a informação recebida pelo clube paulista é de que, no Brasil, Cebolinha teria preferência por voltar ao Grêmio. Ele deixou o Tricolor para jogar na Europa e posteriormente acertou com o Flamengo, mas uma eventual nova transferência dentro do futebol brasileiro teria o clube gaúcho como prioridade pessoal.
  • Isso, porém, não significa que exista negociação. Pelo contrário. Neste momento, uma volta de Cebolinha ao Grêmio é considerada improvável principalmente pelo custo. O atacante recebe aproximadamente R$ 1,2 milhão mensais no Flamengo e a direção gremista vem repetindo que acabou o chamado “show do milhão”. O clube não pretende mais montar um elenco com diversos jogadores recebendo acima de R$ 1 milhão todos os meses.
  • O Flamengo até poderia facilitar uma saída para o exterior apenas para se livrar do salário, como aconteceu nas conversas com o Krasnodar, da Rússia. Para outro clube brasileiro, a tendência é de uma negociação mais complicada justamente porque ninguém quer reforçar diretamente um concorrente. Santos, Corinthians e Botafogo chegaram a observar a situação, mas nenhum negócio avançou.
  • No caso do Grêmio, existe ainda um problema de planejamento. O clube já investiu em vários jogadores de lado e possui salários relevantes nesse setor, como Pavón e outros pontas contratados recentemente. Cebolinha é um jogador de nível diferente e uma eventual oportunidade certamente mereceria avaliação, mas hoje a resposta oficial é muito simples: financeiramente, não cabe.
  • E dinheiro também é o assunto da terceira informação. Juliano Bertolucci cobra aproximadamente R$ 19 milhões do Grêmio e já tenta receber judicialmente. O empresário pediu bloqueio de receitas do clube, incluindo valores de premiações da Copa do Brasil e dinheiro proveniente de negociações de jogadores.
  • Parte dessa dívida vem de operações antigas. Um dos casos citados envolve a venda de Pepê ao Porto. Bertolucci participou da negociação e teria valores a receber pela intermediação. Também existem pendências com Adriano Spadoto, empresário diretamente ligado ao jogador, e com o próprio Pepê. Segundo as informações, acordos chegaram a ser feitos ao longo dos anos, mas não foram integralmente cumpridos.
  • Bertolucci decidiu então cobrar os valores na Justiça, acrescentando os encargos previstos, e a conta hoje estaria próxima dos R$ 19 milhões. Se conseguir uma decisão favorável, receitas extraordinárias do Grêmio podem ser atingidas. Uma eventual classificação para a semifinal da Copa do Brasil, por exemplo, renderia aproximadamente R$ 9 milhões em premiação e parte desse dinheiro poderia virar alvo da cobrança.
  • As vendas recentes também entram nessa discussão. O Grêmio recebeu dinheiro importante com a negociação de Viery e agora acertou Gabriel Mec com o Porto. São novas fontes de receita num momento em que diversos credores antigos tentam receber. Bertolucci busca justamente garantir que, com dinheiro entrando, parte seja direcionada para quitar aquilo que considera devido.
  • E ele está longe de ser o único credor. O Grêmio já enfrenta cobranças de clubes brasileiros, empresários e equipes estrangeiras por negociações realizadas em diferentes administrações. Houve reclamações públicas envolvendo Cuiabá e outros clubes, além das discussões recentes relacionadas a operações feitas no futebol argentino.
  • É justamente a contradição do momento financeiro gremista. O clube realiza vendas milionárias, reduz a folha e tenta colocar o caixa em ordem, mas cada nova receita acaba encontrando uma série de compromissos antigos esperando pagamento.
  • Cebolinha gostaria de priorizar o Grêmio numa eventual volta ao Brasil, mas hoje custa mais do que a direção pretende pagar. Arthur saiu porque o clube não quis continuar uma negociação considerada muito distante de sua nova política salarial. E, paralelamente, R$ 19 milhões são cobrados judicialmente por um empresário por operações antigas.
  • São três histórias diferentes, mas todas acabam chegando ao mesmo lugar: o Grêmio está tentando reconstruir o futebol enquanto ainda precisa administrar uma conta pesada deixada por decisões tomadas ao longo dos últimos anos.
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