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O cenário do Inter, as decisões que custaram caro e o plano de Fabinho Soldado

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  • Resumo da entrevista do Fabinho Soldado no Inter:

Sobre a decisão de aceitar o convite do Inter

“Esse movimento não aconteceu agora. Ele vem sendo construído há algum tempo, com conversas, reflexões e entendimento do que seria esse desafio. O Inter é um clube muito grande, com uma cobrança muito forte, e eu precisava ter convicção de que esse era o momento certo da minha carreira para assumir uma responsabilidade desse tamanho. Não é uma decisão simples, porque envolve muita coisa, envolve família, envolve carreira e envolve entender o cenário que você vai encontrar.”

“É um momento especial da minha trajetória, mas eu chego muito consciente. Não chego iludido, não chego achando que as coisas são simples. Eu sei exatamente o tamanho do clube, sei da cobrança que existe aqui e sei do trabalho que precisa ser feito.”


Sobre o cenário encontrado no clube

“Esse não é um trabalho que começa do zero. Ele começa de um cenário que precisa ser corrigido. Se fosse simples, o Inter já teria resolvido antes. Então o primeiro passo é entender onde estão os problemas, por que eles aconteceram e o que precisa ser feito para que não se repitam. Não adianta tapar o sol com a peneira ou achar que uma decisão isolada vai resolver tudo.”

“Quando você chega num clube desse tamanho, você precisa ter clareza do diagnóstico. Se você não entende o problema, qualquer solução parece boa naquele momento, mas depois o erro aparece. E no futebol, o erro aparece rápido.”


Sobre a própria preparação para o cargo

“Eu não chego aqui para aprender. Eu me preparei para esse momento. Eu estudei, vivi o futebol, observei modelos diferentes, acompanhei trabalhos, errei, acertei e fui construindo uma formação para assumir uma função como essa. Eu sei exatamente a responsabilidade que estou assumindo e sei o peso da função dentro de um clube como o Inter.”

“Nada disso é improviso. É um processo que vem de anos, de observação, de preparação e de entendimento do futebol como gestão, não só como resultado de domingo.”


Sobre método de trabalho e tomada de decisão

“O futebol precisa de método. Não dá pra viver só de reação, só apagando incêndio. As decisões precisam ser construídas, analisadas, discutidas e pensadas dentro de um contexto. Quando você decide no impulso, pode até parecer que resolveu um problema naquele momento, mas normalmente cria outro mais à frente.”

“Quando você não entende o problema, qualquer solução parece boa. E esse é um erro muito comum no futebol brasileiro.”


Sobre imediatismo e erros repetidos

“O futebol brasileiro, muitas vezes, toma decisões antes de entender o problema. A decisão no impulso pode até parecer uma solução rápida, mas o erro aparece depois — e ele custa caro. Quando esse erro se repete, ele custa ainda mais, porque compromete o futuro do clube e atrasa o processo.”

“O problema não é errar uma vez. Errar faz parte. O problema é errar do mesmo jeito várias vezes e não corrigir a rota.”


Sobre ambiente interno e cultura

“Não adianta contratar jogador se o ambiente não estiver correto. O futebol não se sustenta só com nomes ou com contratações. Ele se sustenta com comportamento, com responsabilidade e com cobrança diária. Isso precisa estar muito claro para todo mundo que trabalha aqui.”

“Responsabilidade não é discurso, não é entrevista coletiva. Responsabilidade é prática, é comportamento no dia a dia, é como cada um se posiciona dentro do clube.”


Sobre cobrança interna e postura

“Todo mundo vai precisar se posicionar. Cada pessoa que está aqui precisa entender o seu papel, a sua função e a responsabilidade que carrega por trabalhar num clube do tamanho do Inter.”

“Quem estiver aqui vai precisar comprar a ideia e entender o que está sendo construído. Não existe espaço para alguém estar no clube sem esse entendimento.”


Sobre mercado e contratações

“Eu não vou falar em nomes porque isso cria uma expectativa que não ajuda em nada. O que posso dizer é que errar numa contratação hoje significa pagar essa conta por muito tempo. Então a gente precisa errar menos, ser mais criterioso e tomar decisões que façam sentido para o clube, não só para o momento.”

“Contratar errado não impacta só o agora. Impacta o futuro.”


Sobre a realidade financeira

“Existe uma realidade financeira que precisa ser respeitada. O clube não pode tomar decisões que resolvam um problema imediato e criem outro maior lá na frente. Isso precisa estar muito claro em todas as escolhas.”


Sobre Abel Braga

“O Abel está totalmente comprometido. Existe alinhamento, existe conversa e existe confiança. As decisões são construídas em conjunto, com debate, com troca de ideias e com responsabilidade.”

“Não é uma relação de imposição. É uma relação de construção.”


Sobre pressão e ambiente externo

“Pressão sempre vai existir no Inter. Isso faz parte da grandeza do clube. O que não pode existir é desorganização por causa da pressão. O ambiente precisa ser forte internamente para suportar o que vem de fora.”


Sobre a torcida

“Eu entendo a ansiedade do torcedor, ela é legítima. O Inter é um clube que acostumou a competir e a ganhar. Mas a ansiedade não pode pautar decisões internas, porque isso normalmente leva ao erro.”


Sobre expectativa e trabalho

“Promessa não ganha jogo. O que ganha jogo é trabalho bem feito no dia a dia. O resultado é consequência do que se constrói diariamente dentro do clube.”

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