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Inter do Miguel tem muitas mudanças, várias novidades e muito o que melhorar

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Ricardo Duarte/Inter

  • Bom, o resultado foi enganoso. Quem vê o 4 x 2 pensa que foi um jogo fácil para o Inter. E a verdade é que não foi. Bem pelo contrário, por mais de uma vez, o time esteve próximo de perder a partida.
  • Só que também é preciso entender que essa foi a primeira vez que os jogadores jogaram sob o esquema do Miguel. E o espanhol só teve quatro treinamentos. Não dá pra ter as avaliações que vamos fazer agora como definitivas. Bem pelo contrário, estão mudando a maneira de jogar pela terceira vez em meio ano.
  • Então vamos lá, a primeira situação é que Danilo Fernandes foi titular no gol, Zé Gabriel ganhou moral do lado do Cuesta, Edenilson virou primeiro volante porque Dourado tá recuperando a pancada que levou e Patrick e Caio foram pro banco para Marcos Guilherme e Peglow jogarem.
  • Olha, dá pra entender a observação do Danilo no gol, mas mesmo gostando do Zé Gabriel, não consigo imaginar um motivo que justifique o Lucas Ribeiro no banco. Ele é mais afirmado, tem uma saída de bola super boa e ainda casou perfeitamente com o Cuesta. Só entendo a escolha pro cara conhecer o Zé Gabriel porque o Lucas tá melhor.
  • Uma insustentável é Edenilson de primeiro volante. Que baita desperdício. Um volante/meia completo, que vai pro ataque e volta pra defender. Achei um tremendo erro colocá-lo de primeiro volante. Edenilson teve que voltar pra pegar bola dos zagueiros e sair distribuindo. Ok que o Dourado ainda não tá 100% da pancada, mas até o Nonato jogaria melhor ali.
  • Teve um quarteto que não conseguiu jogar bem. Vamos lá: Nonato, Praxedes, Marcos Guilherme e Peglow. Nenhum deles jogou bem. Insisto que foram só quatro treinos no modelo do espanhol, ainda é cedo, mas nesta partida, a realidade foi essa.
  • Gostei do Yuri Alberto. Fez o seu gol e brigou bastante. Tá merecendo a titularidade.

Miguel ficou na arquibancada, mas chegou a invadir o gramado do Beira-Rio, o que não é permitido – Ricardo Duarte/Inter

  • A nova proposta de jogo tem dois grandes problemas. O primeiro é que a saída de bola precisa ser muito, mas muito, mas muito treinada. Olha, o que os caras perderam a bola na hora de sair tocando ela na defesa não tá na história do Beira-Rio. O risco que correram foi altíssimo. Vai ter que ter muito treino para as escolhas na hora de passar a bola serem corretas.
  • A outra dor de cabeça vai ser o esquema faceiro do gringo. Miguel vai pro ataque mesmo. E, quando perde a bola, vira um Deus nos acuda. Bem que o cara avisou para apertar os cintos porque viriam emoções. Olha, o time ia pro ataque, com meias abertos no ataque, laterais avançados, zagueiros saindo jogando e quando perdia a bola era emoção pura mesmo. Se não fosse um time de Gauchão, uns quatro ou cinco gols o Inter tinha tomado. Sorte que tem tempo para treinar isso.
  • Uma questão importante nessa maneira de jogar é que o Miguel faz um “jogo de posição”. Ou seja, cada um fica na sua posição, no seu local de atuar. Como se existissem limites onde cada jogador só pode jogar no seu quadrado. E teve horas que o Praxedes estava desesperado porque a bola não chegava e queria voltar pra pegar ela. O espanhol não deixou. Nada disso, tem que ficar “cada um no seu quadrado”. Essa é uma mudança que todos temos de entender.
  • Destaco que o final de partida teve várias mudanças, com Lindoso entrando e Edenilson voltando a ser meia, com Caio e Patrick de pontas e um time que parecia muito mais com o do Coudet, com Galhardo e Guerrero no ataque. Tá claro que ainda precisa de muita coisa para criar uma personalidade.
  • Guerrero voltou. E essa é uma notícia excelente. Pra todo mundo. Pro time, pro Inter enquanto instituição e pra ele também. Baita profissional, extremamente dedicado na recuperação. Merece jogar por muito tempo ainda.
  • Não posso deixar passar que Miguel, que ainda não tá no BID, invadiu o gramado para passar informações pro seu auxiliar. Isso não é permitido. Deverá receber alguma punição. Provavelmente, alguma situação administrativa, multa ou coisa do tipo. Não há como anular o jogo, perder pontos. Só existe previsão para atletas no artigo 214 do CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva).

Danilo ganhou chance como titular – Ricardo Duarte/Inter

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